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Juliana Vellozo Almeida Vosnika [i]

Museus são hoje espaços vivos e ativos, que devem ter como objetivos principais difundir conhecimento, formar público, instigar a reflexão, promover um ambiente de apropriação para aqueles que estão em busca de representatividade, educar o olhar e proporcionar experiências únicas e inesquecíveis aos seus visitantes.

Se alguém ainda pensa na instituição museu apenas com um objetivo estático e com a função de simples contemplação, é necessário refletir e avançar.

O mundo está mudando. Mudamos nossa forma de nos comunicar e de nos informar e os museus não poderiam ficar alienados nesse contexto veloz de transformação. Interação, inclusão e pluralidade são palavras que balizam muitas ações contemporâneas, sejam pessoais ou institucionais.

Sem hesitar, podemos afirmar que o Museu Oscar Niemeyer (MON) já é um importante hub cultural do Estado do Paraná e do País, com apenas 16 anos de existência. Conector de pessoas e catalisador de novas tendências, é uma referência.

O MON abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América do Sul, em seu acervo de aproximadamente 7 mil peças.

Com espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, é o maior museu de arte da América Latina.

Atento ao novo momento mundial, em que espaços culturais vislumbram autonomia financeira, a gestão do MON aposta em estratégias que ainda podem ser consideradas tímidas no Brasil, como o mecenato. A instituição conta com o projeto Patronos, que envolve a sociedade civil e reverte à instituição recursos que são utilizados para aquisição de novas obras para o acervo.

Dentro da proposta de funding, é necessário também enxergar o museu como um espaço de grande potencial, exclusivo e diferenciado, para a realização de eventos específicos, o que leva ao fortalecimento e profissionalização desse setor da instituição.

Mas a nossa principal busca sempre será a de trazer cada vez mais visitantes para a fruição da beleza e a instigação da reflexão promovida pelo museu. Em coprodução com a sociedade, abrir os muros da instituição para torná-la um espaço vivo, ativo, responsável pela difusão de conhecimentos e experiências únicas e inesquecíveis. Queremos sempre ampliar a sensação de acolhimento que o museu proporciona ao seu público.

Antes de qualquer coisa, o MON oferece a grandiosidade de seu projeto arquitetônico único, uma obra de arte assinada pelo gênio que empresta o nome à instituição e que o transformou numa das edificações mais admiradas por visitantes e turistas.

A imponente obra é hoje o reflexo pulsante das exposições que por aqui passam, dos artistas, dos visitantes, dos curadores, dos colaboradores e dos seus gestores. A percepção de Niemeyer transformou material bruto em identidade, acervo e emoção.

Do lado de dentro, as atividades oferecidas pelo museu são cada vez mais abrangentes, permitindo o amplo e contínuo acesso ao conhecimento. Está em constante adequação para receber todos os visitantes, de idades e segmentos variados, sempre com foco na formação de repertório e de público.

O museu promove inclusão ao ampliar o acesso de pessoas com deficiência ao acervo e às suas ações, seja por meio de maquetes táteis ou atividades realizadas em libras, assim como pelo atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), inserido no Programa MON para Todos em 2019.

Oferece continuamente oficinas de arte e visitas mediadas direcionadas a maiores de 60 anos, atividades específicas a professores das redes pública e privada, bem como a estudantes, somando aproximadamente 70 mil atendimentos realizados pelo Educativo do MON a cada ano, que recebe da melhor forma diversos públicos.

O tema escolhido para a Semana Internacional dos Museus deste ano não poderia ser mais apropriado. Como núcleo cultural de uma sociedade, o museu garante e perpetua sua história e tradição, sabendo traduzi-las para o momento presente. Se o passado precisa ter futuro, essa é a responsabilidade maior do museu.

 


[i] Diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer.


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