TEXAS, Austin - A Universidade do Texas, em Austin, vai começar em junho a digitalizar o arquivo pessoal completo do escritor colombiano e Prêmio Nobel da Literatura, Gabriel Garcia Márquez, para o tornar público, informou a instituição nesta terça-feira (5).

O projeto de digitalização, um projeto que vai levar 18 meses, chama-se “Compartilhar Gabo [diminutivo do nome do autor] com o mundo” e foi viabilizado por um donativo da organização sem fins lucrativos Conselho em Recursos Livreiros e de Informação, sediada em Washington.

Pretende-se assim que, no final de 2018, o legado de García Márquez esteja acessível a todos. São 24 mil páginas em documentos (manuscritos, fotografias, guiões, cadernos e cartas) que se encontram guardadas em 78 caixotes no Centro Harry Ransom, em Austin.

O diretor do centro, Stephen Enniss, qualificou o projeto de “relevante”, ao observar que existem “poucas oportunidades para os pesquisadores de acessarem arquivos digitalizados de autores contemporâneos”.

A Universidade do Texas adquiriu este arquivo, por 2 milhões de euros, da família do escritor, em novembro de 2014, sete meses depois do falecimento de Garcia Márquez na Cidade do México.

Em outubro de 2015 o material foi disponibilizado para pesquisadores, enquanto uma pequena seleção foi colocada à disposição do grande público, por meio da página do Centro Harry Ransom na internet.

 

Fonte: Agência Lusa

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 06/01/2016 - 51 visitas até 16:59h)

 

BRASIL, Brasília - A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicou, em 23 de dezembro de 2015, seu Plano de Trabalho de Cultura para América Latina e Caribe 2016-2021. O documento, disponível na página da entidade em espanhol e inglês, propõe ações na área cultural a serem implementadas durante os próximos sete anos, ou seja, até 2021. 

A prioridade das ações é ajudar os países envolvidos a alcançar os objetivos relacionados à cultura aprovados pela última Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável, realizada em setembro de 2015 em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O plano também visa contribuir com as prioridades da área cultural apontadas pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e pelo Programa de Cultura da própria Unesco. 

Todas estas prioridades são sintetizadas em oito pontos pelo documento. Entre eles estão: elaborar estudos sobre impacto da cultura no desenvolvimento sustentável; reconhecer e manter o patrimônio material e imaterial, incluindo as línguas autóctones; promover políticas contra o tráfico de bens culturais; e melhorar o acesso ao conhecimento mediante promoção da história e da memória comuns.

O documento se utiliza das definições de cultura estabelecidas na Conferência Mundial sobre Políticas Culturais, realizada no México, em 1982, e na Declaração Universal da Unesco sobre Diversidade Cultural, de 2001, mas também vai além e afirma:

"A cultura é um meio de transmissão de conhecimento e produto resultante desse conhecimento, tanto passado como presente. É um elemento facilitador e impulsionador do desenvolvimento sustentável, da paz e do progresso econômico. Em sua forma multifacetada, une sociedades e nações. São estas quem reconhecem o valor excepcional de seu patrimônio construído e natural; as comunidades manifestam a importância de seus usos, representações, técnicas e conhecimentos para afiançar o sentimento de identidade e continuidade; e, por meio das indústrias criativas e culturais, as mulheres e homens, especialmente os mais jovens, se incorporam ao mercado de trabalho, impulsionando o desenvolvimento local, e estimulam a inovação".

O Plano de Trabalho de Cultura da Unesco para América Latina e Caribe 2016-2021 está dividido em quatro áreas temáticas: Desenvolvimento de políticas e legislação nacionais; Fortalecimento de capacidades; Investigação e Sensibilização; e Mecanismos de cooperação. Ao final, o documento apresenta uma tabela de controle detalhada por cada área temática, como forma de acompanhar a evolução de cada um dos estados membros.

 

Fonte: MinC - Vinicius Mansur

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em /01/2016 - 48 visitas até 17:04h)

 

FRANÇA, Paris - A destruição pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico do templo de Bel, em Palmira, no deserto da Síria, “constitui um crime intolerável contra a civilização”, declarou hoje (1º) a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova.

Num comunicado em que exprime “profunda angústia”, a responsável da Unesco assegurou, no entanto, que o “crime não apagará nunca 4.500 anos de história”.

Palmira, situada na província de Homs, no centro da Síria, é patrimônio da Humanidade e foi conquistada em maio pelo Estado Islâmico. O grupo já destruiu vários locais arqueológicos no Iraque, país vizinho da Síria.

“É fundamental explicar a história e o significado dos templos de Palmira. Quem quer que tenha visto Palmira guarda para sempre a recordação de uma cidade que carrega a dignidade de todo o povo sírio e encarna as mais altas aspirações da humanidade”, indicou Bokova no comunicado, adiantando que cada um desses ataques exige que o patrimônio da humanidade seja cada vez mais divulgado.

“Face a este novo crime de guerra, a Unesco reafirma a determinação em prosseguir na proteção do que pode ser salvo, através de uma luta sem tréguas contra o tráfico de objetos culturais, da documentação e da criação de redes de milhares de especialistas, na Síria e no mundo, trabalhando para promover a transmissão deste património às gerações futuras”, destacou a diretora-geral.

A ONU informou ontem (31) que imagens obtidas por satélite confirmavam a destruição do templo de Bel, que o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) tinha anunciado antes.

Com sede em Londres, mas com uma vasta rede de militantes no terreno, o OSDH indicou que o grupo terrorista explodiu, no domingo, o interior do templo de Bel.

Ao comentar nesta terça-feira a difusão das imagens pela ONU, o diretor das Antiguidades da Síria, Maamoun Abdelkarim, afirmou que o templo de Bel é o “mais belo símbolo de toda a Síria”. “Perdemo-lo para sempre. Eles mataram Palmira”, adiantou.

Essa é a segunda ação de destruição do Estado Islâmico contra um templo de Palmira, depois de no dia 20 ter sido confirmado que os jihadistas detonaram explosivos colocados no templo de Baal Shamin, construído no ano 17 d.C.

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