BRASIL, Rio de Janeiro - A Agência Nacional do Cinema (Ancine) anunciou hoje (6) a renovação de dois programas de apoio voltados para a divulgação do cinema brasileiro no mercado internacional. Conforme portarias publicadas no Diário Oficial da União, terão continuidade neste ano o Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais e o Programa de Apoio à Participação de Produtores de Audiovisual em Eventos de Mercado e Rodadas de Negócios.

O primeiro programa ajudou a viabilizar, ao longo do ano passado, a partipação de filmes e projetos brasileiros em um total de 70 eventos internacionais nos cinco continentes, com concessões diversas, como apoio financeiro, confecção e remessa de cópias legendadas. Segundo a Ancine, com a renovação, o programa vai incluirá este ano um número maior de eventos: 95 festivais internacionais e 35 laboratórios ou workshops.

De acordo com o regulamento, para cada evento internacional, o programa concede de três a sete apoios às produções cinematográficas brasileiras. O número maior de apoios fica para os três festivais considerados os mais importantes do circuito mundial: Cannes, na França, Veneza, na Itália, e Berlim, na Alemanha.

Já o Programa de Apoio à Participação de Produtores viabilizou, no ano passado, a presença de 157 profissionais em 19 eventos internacionais – 11 na Europa, quatro na América do Norte, um na África, um na Ásia e dois na América do Sul. Podem requerer o apoio desse programa representantes de empresas produtoras brasileiras independentes registradas na Ancine que tenham ao menos um Certificado de Produto Brasileiro emitido em um prazo de 18 meses antes do evento pretendido, ou um projeto em processo de realização cadastrado no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura.

Cada empresa poderá ser contemplada com no máximo três apoios por ano. As solicitações devem ser feitas no prazo máximo de 45 dias antes do início do evento.

Maiores informações sobre os regulamentos dos dois programas estão disponíveis no site da Ancine.

 

Fonte: Agência Brasil - Paulo Virgílio

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 09/01/2016 - 52 visitas até 16:23h)

FRANÇA, Paris - A capital francesa lembra hoje (7) o primeiro aniversário dos atentados terroristas registrados entre os dias 7 e 9 de janeiro de 2015, com a realização de várias cerimônias de homenagem às vítimas.

No dia em que se cumpre exatamente um ano após o ataque jihadista à redação do jornal satírico Charlie Hebdo, o presidente François Hollande presta homenagem às forças policiais na sede da polícia.

As homenagens começaram terça-feira com o descerramento de placas de homenagem na rua Nicolas-Appert, diante da antiga sede do Charlie Hebdo, onde, em 7 de janeiro, foram assassinadas 12 pessoas, em Montrouge, onde no dia 8 de janeiro foi assassinada uma policial municipal e na Porte de Vincennes, diante da mercearia judaica onde quatro pessoas também morreram em 9 de janeiro.

Um ano após o atentado que matou as principais figuras da caricatura francesa, o jornal escolheu para a capa um desenho do cartunista Riss, que apresenta um Deus assassino, com barba e armado de uma kalachnikov, sob o título "Um ano depois, o assassino continua solto".

A edição de 32 páginas - em vez das habituais 16 - conta com um caderno especial de desenhos dos cartunistas assassinados há um ano Cabu, Wolinski, Charb, Tignous e Honoré, cartuons dos atuais colaboradores, assim como textos da ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin, das atrizes Isabelle Adjani, Charlotte Gainsbourg, Juliette Binoche e do músico Ibrahim Maalouf, entre outras personalidades.

No editorial, o diretor do jornal e desenhista sobrevivente do atentado denuncia "os fanáticos embrutecidos pelo Corão" e outros religiosos que tinham desejado a morte do jornal por "ousar rir da religião", garantindo que "as convicções dos ateus e dos laicos fazem mover mais montanhas que a fé dos crentes".

 

Fonte: Agência Lusa 

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 07/01/2016 - 61 visitas até 16:42h)

 

TEXAS, Austin - A Universidade do Texas, em Austin, vai começar em junho a digitalizar o arquivo pessoal completo do escritor colombiano e Prêmio Nobel da Literatura, Gabriel Garcia Márquez, para o tornar público, informou a instituição nesta terça-feira (5).

O projeto de digitalização, um projeto que vai levar 18 meses, chama-se “Compartilhar Gabo [diminutivo do nome do autor] com o mundo” e foi viabilizado por um donativo da organização sem fins lucrativos Conselho em Recursos Livreiros e de Informação, sediada em Washington.

Pretende-se assim que, no final de 2018, o legado de García Márquez esteja acessível a todos. São 24 mil páginas em documentos (manuscritos, fotografias, guiões, cadernos e cartas) que se encontram guardadas em 78 caixotes no Centro Harry Ransom, em Austin.

O diretor do centro, Stephen Enniss, qualificou o projeto de “relevante”, ao observar que existem “poucas oportunidades para os pesquisadores de acessarem arquivos digitalizados de autores contemporâneos”.

A Universidade do Texas adquiriu este arquivo, por 2 milhões de euros, da família do escritor, em novembro de 2014, sete meses depois do falecimento de Garcia Márquez na Cidade do México.

Em outubro de 2015 o material foi disponibilizado para pesquisadores, enquanto uma pequena seleção foi colocada à disposição do grande público, por meio da página do Centro Harry Ransom na internet.

 

Fonte: Agência Lusa

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 06/01/2016 - 51 visitas até 16:59h)

 

ALEMANHA, Baden Baden - O artista, que passou por Paris e NY, tinha 90 anos de idade

O célebre maestro e compositor francês Pierre Boulez morreu aos 90 anos de idade, informaram pessoas ligadas ao artista nesta quarta-feira (6). Um porta-voz da Orquestra Filarmônica de Paris confirmou que o artista faleceu em Baden Baden, na Alemanha, onde morava. A causa da morte, porém, não foi revelada.

Nascido em Montbrison, o maestro dirigiu a Orquestra Filarmônica de Nova York. 

"Para todos os que o trataram e puderam apreciar sua energia criativa, sua exigência artística, sua disponibilidade e sua generosidade, sua presença continuará viva e intensa", disse uma nota da Filarmônia de Paris.

 

Fonte: Agência ANSA

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 06/01/2016 - 53 visitas até 16:46h)

BRASIL, Brasília - A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicou, em 23 de dezembro de 2015, seu Plano de Trabalho de Cultura para América Latina e Caribe 2016-2021. O documento, disponível na página da entidade em espanhol e inglês, propõe ações na área cultural a serem implementadas durante os próximos sete anos, ou seja, até 2021. 

A prioridade das ações é ajudar os países envolvidos a alcançar os objetivos relacionados à cultura aprovados pela última Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável, realizada em setembro de 2015 em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O plano também visa contribuir com as prioridades da área cultural apontadas pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e pelo Programa de Cultura da própria Unesco. 

Todas estas prioridades são sintetizadas em oito pontos pelo documento. Entre eles estão: elaborar estudos sobre impacto da cultura no desenvolvimento sustentável; reconhecer e manter o patrimônio material e imaterial, incluindo as línguas autóctones; promover políticas contra o tráfico de bens culturais; e melhorar o acesso ao conhecimento mediante promoção da história e da memória comuns.

O documento se utiliza das definições de cultura estabelecidas na Conferência Mundial sobre Políticas Culturais, realizada no México, em 1982, e na Declaração Universal da Unesco sobre Diversidade Cultural, de 2001, mas também vai além e afirma:

"A cultura é um meio de transmissão de conhecimento e produto resultante desse conhecimento, tanto passado como presente. É um elemento facilitador e impulsionador do desenvolvimento sustentável, da paz e do progresso econômico. Em sua forma multifacetada, une sociedades e nações. São estas quem reconhecem o valor excepcional de seu patrimônio construído e natural; as comunidades manifestam a importância de seus usos, representações, técnicas e conhecimentos para afiançar o sentimento de identidade e continuidade; e, por meio das indústrias criativas e culturais, as mulheres e homens, especialmente os mais jovens, se incorporam ao mercado de trabalho, impulsionando o desenvolvimento local, e estimulam a inovação".

O Plano de Trabalho de Cultura da Unesco para América Latina e Caribe 2016-2021 está dividido em quatro áreas temáticas: Desenvolvimento de políticas e legislação nacionais; Fortalecimento de capacidades; Investigação e Sensibilização; e Mecanismos de cooperação. Ao final, o documento apresenta uma tabela de controle detalhada por cada área temática, como forma de acompanhar a evolução de cada um dos estados membros.

 

Fonte: MinC - Vinicius Mansur

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em /01/2016 - 48 visitas até 17:04h)

 

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