BRASIL, São Paulo - Com o objetivo de aproximar o público brasileiro da produção dos artistas portugueses selecionados para a edição 2016 da Bienal de São Paulo, o Consulado Geral de Portugal apresenta entre os dias 07 de setembro e 11 de dezembro de 2016 a mostra O Futuro será uma réplica – Participação Portuguesa na 32ª Bienal de São Paulo.

Com curadoria geral de Isabella Lenzi, a exposição – realizada em parceria com a Fundação Bienal de São Paulo – traz uma coleção de livros de artista de Lourdes Castro, considerada uma das figuras vivas mais importantes da arte de Portugal. No dia da abertura, feriado de Independência do Brasil, os artistas portugueses Priscila Fernandes, Carla Filipe, Grada Kilomba e Gabriel Abrantes apresentam uma programação especial. Confira:

* 16h – Abertura da exposição de livros de artista de Lourdes Castro
* 16h30 – Performance de Priscila Fernandes
* 17h30 – Lançamento do livro de artista de Carla Filipe
* 18h – Apresentação do MAAT - Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia da Fundação EDP
* 18h30 – Exibição de filmes de Grada Kilomba
* 19h – Exibição de filmes de Gabriel Abrantes

Lourdes de Castro, 86 anos, nasceu e vive em Funchal, na Ilha da Madeira, depois de ter morado em Munique e Paris. Suas obras estão em importantes museus do mundo, como Victoria and Albert, de Londres, e Fundação Serralves, do Porto. Realizou várias exposições internacionais e participou das Bienais de São Paulo e Paris em 1959. Sua mostra no Consulado Geral de Portugal é um recorte de Todos os Livros, realizada no ano passado na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbekian, de Lisboa. Serão exibidos cerca de 30 livros, produzidos entre 1956 e 1984, com textos de poetas, desenhos, colagens e bordados. A curadoria é de Isabella Lenzi e Paulo Pires do Vale, com parceria da Fundação Gulbekian.

Priscila Fernandes (Coimbra, 1981 – vive e trabalha em Roterdã) realiza a inédita performance Jardim da Gozolândia, baseada no mito do País da Cocanha, na abertura da exposição. Ela fará um grande banquete no jardim do Consulado, para elogiar a preguiça, comemorar o tempo livre, o lazer, o desejo e o vício.

“Vi no espaço exterior do Consulado uma oportunidade única de continuar a minha pesquisa sobre lazer e ócio e adapta-la para um espaço com uma piscina (veio logo à memória Macunaíma e a cena da piscina do filme de Joaquim Pedro de Andrade). O fato de ser um Consulado, onde vigoram as leis de outro país fez todo sentido para a criação ficcional do meu país da Gozolândia.  Um país imaginário, que, nem que seja por um dia, tem o seu próprio edifício de representação nacional e, como retratam as rimas medievais, um jardim paradisíaco e tropical, de Roberto Burle Marx”, afirma a artista.

Carla Filipe (Póvoa do Valado, 1973) lança seu livro de artista com poemas visuais que revisitam o passado de sua família e de Portugal, revelando as características políticas e sociais do país. Neste dia, o livro será oferecido gratuitamente ao público presente.

A programação segue com as exibições da vídeo-performance Plantation Memories, Staged Reading (2014-2015), de Grada Kilomba (Lisboa, 1968), que aborda vários aspectos do racismo cotidiano, e de filmes de Gabriel Abrantes (EUA, 1984), com temas focados na transformação que a globalização impõe sobre a política, economia e cultura em países em desenvolvimento como Angola, Haiti, Sri Lanka e Brasil.

MAAT: uma nova proposta cultural e paisagística em Lisboa
O novo museu de Lisboa o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, será apresentado aos brasileiros pelo diretor artístico da instituição, Pedro Gadanho.

O MAAT é uma proposta cultural da Fundação EDP (Energias de Portugal) para a cidade de Lisboa: um museu que cruza três áreas num espaço de debate, de descoberta, de pensamento crítico e de diálogo internacional.

É um projeto inovador que coloca em comunicação o prédio, projetado pelo escritório de arquitetura britânico Amanda Levete Architects e a Central Tejo, central termoelétrica do início do século XX , que é um dos polos museológicos mais visitados do país. Com o MAAT, a Fundação EDP oferece um novo impulso cultural e paisagístico à cidade de Lisboa. Os dois edifícios ficam num parque de 38 mil metros quadrados, localizado na margem do Rio Tejo. O projeto paisagístico é de Vladimir Djurovic.

O MAAT irá apresentar exposições nacionais e internacionais de artistas, arquitetos e pensadores contemporâneos. A programação terá ainda diversos olhares curatoriais sobre a Coleção de Arte da Fundação EDP.

A programação começou no dia 30 de junho de 2016, nas renovadas salas da Central Tejo. Dia 5 de outubro, o novo edifício abrirá ao público a primeira parte do projeto Utopia/Distopia, uma instalação de Dominique Gonzalez-Foerster, concebida especialmente para este espaço. Outras duas exposições estrarão em cartaz, The World of Charles and Ray Eames, organizada pelo Barbican de Londres, e “A Forma da Forma”, da Trienal de Arquitetura de Lisboa.

O Futuro será uma réplica – Participação Portuguesa na 32ª Bienal de São Paulo
Local: Consulado Geral de Portugal
Endereço: Rua Canadá, 324, Jardim América / Tel.: (11) 3084-1800
Abertura: 07 de setembro, das 16h às 20h
Período da exposição: 8 de setembro a 11 de dezembro
Horários de funcionamento: segunda a sábado, das 10 às 18h
Entrada gratuita

Fonte: divulgação por e-mail

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