BRASIL, Belo Horizonte - Aluno de graduação da Escola de Belas Artes da UFMG, o artista Raylander Mártis, que desde setembro está em Portugal para intercâmbio na Escola Superior Gallaecia como bolsista pelo programa Minas Mundi, foi convidado para apresentar seu projeto Duas toalhas de banho, no centro cultural da Área Panorâmica de Tui, pequeno município espanhol localizado na província de Pontevedra.

A abertura da exposição foi realizada no dia 20 de janeiro, e suas obras permanecerão na galeria até 21 de fevereiro. O convite partiu da curadora da mostra, Andréia Teixeira. É a segunda vez que Raylander expõe seus trabalhos em sua estada na Europa, sendo a primeira exibição individual - em dezembro de 2016, o artista participou de exposição coletiva no Museu da Fundação Bienal de Cerveira, em Portugal.

A exposição, segundo o próprio Raylander, busca expressar as ideias de luto, ausência e vazio. Ele evoca esses conceitos a partir da emulação de uma casa de banho dentro do espaço da galeria, onde cria situações poéticas marcadas por pequenas manipulações formais. Segundo ele, esse espaço serve como pretexto para discutir temas de seu interesse e do mundo.

Duas toalhas de banho, instalação que dá nome à exposição e que o artista planejava há quase dois anos, é marcada pela ambivalência: o objeto está, a um só tempo, presente e ausente.

O nome da instalação evidencia a presença das toalhas, mas o espectador que se defronta com a obra é surpreendido pelo fato de que apenas um dos dois cabides de banheiro fixados na parede é ocupado por uma toalha de banho. De acordo com a curadora Andréia Teixeira, tal aspecto denota um jogo entre o título e a imagem da instalação.

Vídeo
Na mesma exposição, o vídeo No raio de, produzido e exibido no Brasil em 2015, retrata um homem engravatado que toma banho sem tirar a roupa. Um burburinho do cair da água toma conta do vídeo ao mesmo tempo em que o vapor embaça a câmera. Um ato particular - tomar banho - é trazido a público a partir da ação da câmera, e a obra ganha contornos de um flagrante.

O plástico é um dos materiais que permeiam grande parte das obras que compõem a exposição. Para a curadora Andréia Teixeira, a presença do plástico nas instalações chama atenção por suas variações formais. Ao usá-lo opaco para construir uma cortina (cabine), o artista cria uma espécie de obstrução entre o espectador e o interior da estrutura, praticamente excluindo barulhos ou movimentos dos objetos no interior.

Fonte: UFMG

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