EUA, Nova York - Saber mais de como Nova York era antes de seus famosos arranha-céus terem sido construídos é o objetivo do projeto nova-iorquino "Calling Thunder", que compara os sons de Manhattan de hoje em dia com os da "Mannhatta" de 1609.

Antes da colonização, a natureza da região da "cidade da maçã" era tão exuberante que ela poderia se tornar a "glória dos parques nacionais dos Estados Unidos", já havia afirmado Eric W. Sanderson, da Wildlife Conservation Society e autor do livro "Mannahata: A Natural History of New York City". Já Peter Kalm, naturalista escandinavo que conheceu a região em 1748, dizia que na época as rãs faziam um ruído tão ensurdecedor que era "difícil que uma pessoa pudesse ouvir seus pensamentos".    

Com essas e muitas outras informações semelhantes, o norte-americano David Al-Ibrahim, junto a uma equipe, percebeu que alguns registros de paisagens de NY do século 17 podiam ser recuperados ainda hoje em dia, como da Jamaica Bay, do Inwood Hill Park e do Pelham Bay Park, mas que até o momento era impossível descobrir de verdade como a cidade soava no século 17. Assim surgiu a ideia do "Calling Thunder".

No site Unsung.NYC, a plataforma usada no projeto, pode-se escutar como eram os sons da natureza da Nova York primitiva e compará-los com os ruídos, principalmente humanos, que a cidade produz no século 21.    

De acordo com o New York Times, o resultado do projeto é uma "ponte auditiva através dos séculos". O trabalho é  acompanhado por fotografias que mostram alguns locais da antiga Mannahata, a "ilha de muitas colinas", na língua nativa, junto aos pontos atuais que os correspondem. Assim, antigas colinas e pequenos riachos foram cobertos por asfalto, túneis de metrô e arranha-céus e um pântano que era adornado por árvores de troncos avermelhados virou uma loja da marca H&M na Times Square.

"Calling Thunder" conta com sons naturais de quatro áreas de Nova York: o Collect Pond Park, em Lower Manhattan; o High Line, o parque construído em cima de uma antiga linha férrea da New York Central; o American Museum of Natural History, em Upper West Side; e o Inwood Hill Park, na ponta norte da ilha. Às gravações de áudio e aos vídeos em 360° que estão presentes no site, se somará a realidade virtual em breve.

"Não vemos o mundo em 360°, mas o ouvimos em 360°. Escutamos sons em todo o nosso entorno. É a forma na qual estamos conectados", explicou um dos responsáveis do projeto.

A conclusão, surpreendente e reveladora, é que no século 17 Manhattan tinha mais comunidades ecológicas por hectares, por exemplo, que o grandioso Parque Nacional de Yellowstone.

Fonte: Agência ANSA

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