ITÁLIA, Roma - O Tribunal Administrativo Regional (TAR) de Lazio anulou nesta quinta-feira (25) a nomeação de cinco diretores de museus italianos, que estão entre os 20 nomeados pelo governo italiano.

"O mundo viu a mudança em dois anos dos museus italianos e agora o TAR de Lazio anula a nomeação de 5 diretores. Não tenho palavras, e é melhor", escreveu o ministro dos Bens Culturais, Dario Franceschini, em sua conta no Twitter.

Os diretores afastados foram Carmelo Malacrino, Museu Arqueológico Nacional de Reggio-Calábria, Eva Degli Innocente, diretora do Museu Arqueológico Nacional de Taranto, Martina Bagnoli, diretora da Galeria Estensi de Modena, Peter Assmann, diretor do Palácio Ducale de Mantova, e Gabriel Zuchtriegel, do Parque Arqueológico Paestum.

De acordo com o Tribunal, foi considerado "que não havia condições para a abrir a seleção de candidatos internacional e sete dos diretores são estrangeiros, entre os quais, aquele do parque arqueológico Paestum e do Palazzo Ducale de Mantova, interessados diretamente no veredicto do TAR".

Entre aqueles que estavam felizes com o êxito da ação, está Giovanna Paolozzi Strozzi, que foi uma das que entrou com o recurso no TAR. Em entrevista ao jornal "Corriere della Sera", ela afirmou que "a Itália tem regras que devem ser respeitadas" e, ao ser questionada se gostaria de reassumir o museu em Mantova, ela afirmou que "não é esse o ponto porque queríamos apenas justiça".

Após usar as redes sociais, Franceschini convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que entrará com um recurso contra a decisão. "Estou preocupado com o papel que a Itália fará perante o resto do mundo, e pelas consequências práticas porque a partir de hoje alguns museus estão sem diretores".

Franceschini ainda lembrou que, em outros países europeus, é comum estrangeiros liderarem os museus. "É absurdo fazer uma distinção sobre a nacionalidade dos candidatos. O diretor da National Gallery é italiano enquanto aquele do British Museum é alemão. Isso é uma grande dano em nossa imagem", acrescentou.

Em 2015, Franceschini liderou uma série de reformas na legislação com o objetivo de "modernizar" as administrações de museus, parques arqueológicos e demais sítios culturais. Para isso, o Ministério nomeou 20 pessoas - entre as quais, sete estrangeiros - para administrar e gerenciar os pontos turísticos mais importantes do país.

Fonte: ANSA

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