BRASIL, Rio de Janeiro - Paraty (RJ) poderá se tornar o primeiro sítio misto brasileiro a ser reconhecido como Patrimônio Mundial, em 2019.

Foto: divulgação

A candidatura defende que, além de sua riqueza cultural, o lugar encanta por sua beleza natural, de excepcional valor para a humanidade. Durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), de 25 a 29 de julho, o público terá oportunidade de conhecer o conteúdo do dossiê apresentado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em programação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Na Casa do Iphan, no Centro Histórico, o público pode conhecer os valores que fazem do território um lugar sem igual, no mundo. Fruto de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e o Iphan, a candidatura de Paraty a Patrimônio Mundial faz um recorte de mais de 130 mil hectares, em que o centro histórico se cerca de quatro áreas de preservação ambiental: o Parque Nacional da Serra da Bocaina; o Parque Estadual da Ilha Grande; a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul; e a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga. Ali, há mais de três séculos, a cultura viva se integra ao ambiente natural, em uma relação com o meio ambiente que está enraizada na tradição local.

A abertura da casa será na quarta-feira, 25 de julho, e vai contar com representantes do Iphan, Ministério do Meio Ambiente e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As publicações do Iphan estarão à venda no local, que irá também abrigar receptivo dos autores e patronos da Flip.

Programação na FlipZona
Integrado ao Programa Educativo da Flip, o Iphan irá promover uma Roda de Conversa com as educadoras Sônia Rampim, Beatriz Goulart e Izabel Cermelli. O objetivo é aprofundar o debate do Ciclo Literatura e Território, que, desde o início do ano, envolveu turmas escolares de Paraty em atividades de educação patrimonial que tratam dos valores patrimoniais do território, que é candidato a Patrimônio Mundial. Com o debate, a proposta é observar o alcance dos resultados e suas ferramentas, nos aspectos da vida local. A mesa acontece no auditório do Colégio Cembra, sábado, 30 de julho, às 10h. A entrada é livre.

Ainda no sábado, acontece a oficina Mapas e Narrativas Patrimoniais, também no Colégio Cembra. A atividade faz uso da metodologia dos Inventários Participativos, para cocriar com o público cartografias afetivas. São mapas que identificam referências do universo pessoal e coletivo, como vivências, lembranças e espaços que guardam significados especiais para cada um. A oficina começa às 13h e a inscrição é gratuita, com vagas limitadas.

O público das Oficinas Jovem Repórter poderá contribuir na divulgação da candidatura de Paraty a Patrimônio Mundial. Fotógrafos do Iphan irão desenvolver, com o grupo de inscritos, um olhar para as características que atribuem ao sítio o seu valor excepcional. O propósito de estimular a percepção e o olhar sobre o Patrimônio Cultural e Natural. Nas redes sociais, belas imagens do território entre as montanhas verdes e o mar poderão ser reproduzidas com a hashtag #ParatyPatrimônioMundial, em apoio à candidatura. As inscrições estão abertas.

Candidato a Patrimônio Mundial
A riqueza cultural, aliada à biodiversidade e excepcional beleza natural, faz de Paraty um candidato a sítio misto, que pode ganhar o título mundial de Patrimônio Cultural e Natural, em 2019. Sua paisagem é cercada de áreas de proteção ambiental, como o Parque Nacional da Serra da Bocaina e o Parque Estadual da Ilha Grande. Desde a Baía da Ilha Grande, são 187 ilhas cobertas de vegetação primária.

O sítio abriga comunidades tradicionais, como dos Quilombola, Guarani e Caiçara, que mantêm o modo de vida de seus antepassados, preservando seus ritos, religiões e festividades. O núcleo urbano guarda a história de rotas coloniais, que se abrem para o mar e para a terra, em contato com comunidades tradicionais em ambiente nativo.

Uma das mais importantes cidades de arquitetura colonial portuguesa, Paraty é também uma paisagem espetacular com montanhas cobertas de densa floresta primitiva, em área de reserva da biosfera da Mata Atlântica. Sua biodiversidade encantou os viajantes cientistas do século XIX e salta aos olhos dos visitantes, até hoje. De geometria simples, o centro histórico guarda uma arquitetura que imprime na paisagem natural o envolvente o ritmo característico da ação humana.

O reconhecimento mundial de Paraty e da Baía da Ilha Grande poderá representar avanços importantes para a região. Além de dar visibilidade a esse importante destino brasileiro, o título cria um compromisso internacional na proteção do sítio histórico e natural.

Área de preservação de Paraty, em números
Área total - 130.187,06 ha
Área de entorno - 266.375 ha
Centro histórico de Paraty - 33,06 ha
Altitude máxima - mais de 2.000 metros de altura na Serra da Bocaina
187 ilhas cobertas de vegetação primária
4 áreas de proteção ambiental - Parque Nacional da Serra da Bocaina; Parque Estadual da Ilha Grande; Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul; Reserva Ecológica Estadual da Juatinga
6 municípios abrangidos - Paraty, RJ; Angra dos Reis, RJ; Ubatuba, SP; Cunha, SP; São José do Barreiro, SP; Areais, SP
Fundação em 28 de fevereiro de 1667 (351 anos)
Tombamento do centro histórico em 13 de fevereiro de 1958 (60 anos)

Serviço
Paraty: Cultura e Biodiversidade
Data: quarta a domingo, 25 a 29 de julho
Horário: 10h às 22h
Local: Casa do Iphan - Praça Monsenhor Hélio Pires - Paraty (RJ)
Entrada: Livre

Oficinas Jovem Repórter
Data: quarta a domingo, 25 a 29 de julho
Horário: 10h às 17h
Local: Central Flipzona - Paraty (RJ)
Entrada: Gratuita (vagas limitadas)

Roda de Conversa de Educação Patrimonial
Data: sábado, 28 de julho
Horário: 10h às 12h
Local: Auditório do Colégio Cembra - Rua Mal. Deodoro, 479 - Paraty (RJ)
Entrada: Livre

Oficina Mapas e Narrativas Patrimoniais
Data: sábado, 28 de julho
Horário: 13h às 16h
Local: Auditório do Colégio Cembra - Rua Mal. Deodoro, 479 - Paraty (RJ)
Entrada: Gratuita (vagas limitadas)

Fonte: divulgação por e-mail

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