PORTUGAL, Coimbra - Em 2019, ano em que se completam 500 anos da largada da armada de Fernão de Magalhães, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) realiza o colóquio 'Três Magalhães', nesta quarta-feira (06/03), a partir das 15h.

Foto: reprodução/UC

No evento, com entrada gratuita, serão conhecidos os caminhos de três Magalhães, dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Conheça um pouco mais sobre os três Magalhães que marcaram a História de Portugal e do Mundo:
- Fernão de Magalhães (1480 — 1521), o primeiro navegador que circunavegou o planeta Terra.
- Gabriel de Magalhães (1610 - 1677), padre jesuíta natural do Pedrogão que partiu como missionário para o Oriente, passando por Goa e seguindo para a China, onde fundou a Igreja de São José em Pequim.
Ao serviço dos imperadores Shunzhi e Kangxi, Magalhães construiu uma série de dispositivos mecânicos, incluindo um relógio de carrilhão e torre que tocava uma música chinesa de hora a hora.
- João Jacinto de Magalhães (1722-1790), físico, químico e construtor de instrumentos nascido em Aveiro. Estudou em Coimbra, partiu para França em 1756, voltou a viajar em 1763, ano em que chegou a Londres, onde fixou residência. Não voltou mais a Portugal, mas manteve contatos com algumas instituições portuguesas a propósito de pedidos de envio para Portugal de instrumentos científicos. No Gabinete de Física da UC encontram-se alguns instrumentos da sua autoria.

Programa
15h - Fernão de Magalhães (1480 — 1521), o primeiro navegador que circumnavegou o planeta Terra, por Carlota Simões (Universidade de Coimbra)
A viagem de Fernão de Magalhães não se destinava a circunavegar a Terra. D. Carlos I, Rei de Castela, foi muito claro nas instruções que lhe deu: o hemisfério português estava interditado a Magalhães para não comprometer o ambiente de paz entre Portugal e Castela selado pelo casamento do Rei D. Manuel com uma irmã do rei castelhano. O objetivo da viagem era atingir as ilhas de Maluco viajando para ocidente, regressando pelo mesmo hemisfério. O grande feito de Magalhães foi ter ligado o Atlântico ao Pacífico por uma passagem até então desconhecida, e ter atravessado toda a imensidão do Pacífico, que já tinha sido avistado por Vasco de Balboa em 1513, mas cuja vastidão era desconhecida.
E ficaram a faltar os 22 graus de longitude que separam Malaca (que Magalhães atingiu ao serviço da coroa portuguesa) de Cebu (que ele atingiu ao serviço da coroa castelhana) para poder dizer-se que Magalhães deu de fato a volta ao mundo; deixemos esse feito para Sebastião de Elcano e restantes 20 homens a bordo da nau Victoria.

15h45 - Gabriel de Magalhães (1610-1677), jesuíta na China, por Eugénio Maia do Amaral (Biblioteca Geral da UC)
O Padre Gabriel de Magalhães é ainda mal conhecido mas foi um dos primeiros jesuítas portugueses na China. Teólogo por Coimbra, sinólogo por necessidade, combinou uma eficiente catequese com uma abundante escrita, sobretudo impressa na China e em grande parte perdida. É geralmente lembrado por ter sido o construtor da igreja de Dongtang (S. José), em Pequim, pela sua “Nova Relação da China” publicada na Europa e pelo confronto que manteve com o seu colega alemão Adam Schall.

16h30 - João Jacinto de Magalhães (1722-1790), físico, químico e construtor de instrumentos nascido em Aveiro, por Isabel Malaquias (Universidade de Aveiro)
O último quartel do século XVIII assistiu a vários desenvolvimentos na ciência e tecnologia, estando a química, a medicina e a instrumentação científica no topo dos assuntos mais fascinantes. Tendo-se libertado da sua condição inicial de cónego regrante em Santa Cruz de Coimbra, João Jacinto de Magalhães (1722-1790) tornou-se um especialista e escritor muito ativo, quer através da sua correspondência, recentemente publicada, quer através de várias memórias, principalmente sobre instrumentos científicos, assumindo uma posição de homem de ciência prolífico, correspondente de várias academias e sociedades científicas e de quase todos os homens de ciência conhecidos do seu tempo e de diferentes partes do mundo.
Nesta apresentação, abordaremos alguns exemplos dessa dinâmica específica que entreteceu uma rede de inter-relações globais entre pessoas, mercadorias, informação e conhecimento.

17h15 - Magalhães e a tabela periódica, por Sérgio Rodrigues (Universidade de Coimbra)
Evocação breve de outros Magalhães de Portugal e do mundo e apresentação do ciclo de atividades "Ao encontro da tabela periódica, dos elementos e das moléculas" a propósito do Ano Internacional da Tabela Periódica, 2019.

Laboratorio Chimico (corte), Guilherme Elsden e Manuel de Sousa Ramos, 1773 (Foto: divulgação/UC)

Fonte: divulgação por e-mail

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