BRASIL, Brasília - Cada sítio Patrimônio Mundial em Portugal conta com um espaço de acolhimento e recepção de turistas e visitantes, que narra a história do local e traduz os valores ali preservados: os Centros de Interpretação.


Centro de Interpretação. Castelo de Guimarães, Portugal (Foto: divulgação/Iphan)

O Brasil pretende implantar esse modelo nas 14 cidades onde há bens reconhecidos pela Unesco. Com esse propósito, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) organizou, junto ao Ministério do Turismo, uma missão de intercâmbio com gestores de todos os sítios culturais declarados Patrimônio Mundial no Brasil. O grupo voltou ao Brasil nesta segunda, 25 de novembro, cheio de expectativas.

“Trazemos dessa missão um grande repertório de possibilidades que podem se adequar a cada caso específico dos sítios brasileiros, considerada toda a sua diversidade. Os gestores estiveram em contato com experiências concretas e acessaram materiais sobre o que significa, de fato, interpretar o Patrimônio Cultural”, conta Marcelo Brito, diretor de Cooperação e Fomento do Iphan.

Com 24 representantes de prefeituras e instituições brasileiras, a missão começou em 18 de novembro e passou pelo Centro Histórico do Porto, cidade costeira conhecida mundialmente pela produção de vinho; visitou os sítios de arte rupestre do Vale do Côa onde há gravuras do período paleolítico com cerca de 20 mil anos; conheceu a região vinhateira do Alto Douro, paisagem cultural rodeada de montanhas de mais de 26 mil hectares; percorreu a charmosa Guimarães, considerada a cidade-berço da nação portuguesa; terminando na capital Lisboa.

Cada Centro de Interpretação visitado guarda um aspecto diferente, dialogando com o sítio em que está inserido. O Espaço Patrimônio a Norte, no Mosteiro da Serra do Pilar, guarda uma das melhores vistas para o Rio Douro e os centros históricos de Porto e Vila Nova de Gaia. Em Torre de Moncorvo, o espaço fica imerso no casario do singelo povoado. O Centro de Interpretação do Mosteiro de São João de Tarouca, na Casa da Tulha, antigo celeiro monástico do século XVIII, conta com premiado projeto museográfico. O Lisboa Story Centre proporciona uma experiência sensorial e interativa sobre momentos históricos da cidade.

Em intensa agenda em contato direto com especialistas europeus, a missão é resultado de uma parceria firmada entre o Iphan e os institutos de preservação portugueses, Direção Regional de Cultura do Norte e Direção-Geral do Patrimônio Cultural. A experiência se traduz na sensibilização e capacitação dos gestores brasileiros para o planejamento e execução desses equipamentos que visam atender bem aos turistas nos destinos patrimoniais. A proposta é desenvolver, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estratégias para a elaboração de projetos desses Centros de Interpretação.

São Luís e Salvador devem ser os dois primeiros sítios a desenvolver os projetos para os seus Centros de Interpretação. Serão os projetos-pilotos a serem desenvolvidos ainda em 2020.

Centros de Interpretação
Em linguagem acessível tanto para adultos como crianças, o Centro de Interpretação orienta o visitante como conhecer o sítio. “Não é museu. Pois não precisa necessariamente de um acervo museológico”, explica Marcelo Brito.

Os espaços promovem o atendimento a turistas e visitantes, com informações sobre o sítio histórico, atrativos locais, programação cultural, entre outros serviços e produtos. Um recurso valioso dos Centros de Interpretação são produtos de merchandising que traduzem a riqueza dos sítios patrimoniais.

“O principal objetivo da interpretação não é instruir, mas instigar”, complementa o diretor do Iphan. O estudo do caso português traz uma rica inspiração. A gestão turística em Portugal, associada ao Patrimônio Cultural, entre outros aspectos, foi capaz de colocar o país como o quarto destino turístico da Europa.

Fonte: Iphan

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