BRASIL, Brasília - A Fundação Nacional de Artes (Funarte) abriu nova convocatória para a edição de 2016 do Ibermúsica, programa desenvolvido pela instituição em parceria com a Diretoria de Relações Internacionais (DRI), do Ministério da Cultura.

As inscrições podem ser feitas através do site Ibermúsicas, até o dia 31 de agosto de 2016.

O Ibermúsica promove a criação musical, residências artísticas, a difusão e a produção das obras dos compositores ibero-americanos, além de contribuir para a formação de novos públicos em espetáculos musicais ibero-americanos. O Programa Ibermúsica abriu a Convocatória para a apresentação de propostas artísticas que serão realizadas em 2017.  No caso específico do concurso de composição para Orquestra Sinfônica, o prazo vai até dia 31 de outubro deste ano. Após a finalização dos prazos, as propostas serão analisadas por uma comissão interna. O resultado com o nome dos selecionados é anunciado tanto no site da Funarte quanto do Ibermúsica.

Para o Diretor do Centro da Música, da Funarte, Marcos Lacerda, o Ibermúsica está entre os quatro eixos estruturantes da instituição. Os programas Ibermúsica – de música popular-, e Iberorquestras – de música erudita-, são os únicos efetivamente voltados para política de internacionalização.

Nesta edição, a exemplo do que ocorreu no ano passado, foram abertas inscrições para as  modalidades Ajudas à mobilidade de músicos; Ajudas a Festivais e Encontros para a Mobilidade de Músicos; Ajuda a Compositores para Residências Artísticas; Ajudas a Instituições para Residências Artísticas de Compositores – engloba coletivos de músicos ou pequenos festivais; e Concurso Iberoamericano de Composição de Canção Popular, onde os artistas apresentam suas músicas para serem avaliadas por um júri.

Foram abertas ainda as convocatórias para o 2º Concurso Ibero-Americano de Composição para Orquestra Infantil e Juvenil, 2º Concurso Ibero-Americano de Composição para Orquestra Sinfônica "Ibermúsicas" e Ajuda para Residências Artísticas para Criação Sonora nos com novas tecnologias no Centro Mexicano para a Música e as Artes Sonoras (CMMAS).

O Ibermúsicas é formado por onze países, que financiam o programa por meio de um fundo mantido pelas nações que integram o programa. Os países participantes são Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai. O programa conta ainda com a Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib) e é dirigido por um comitê intergovernamental que analisa as propostas inscritas. Podem se inscrever nos processos seletivos pessoas residentes em todas as nações integrantes do programa – e, em algumas das convocatórias, instituições estabelecidas nesses países.

Na edição de 2015, os selecionados na categoria Mobilidade foram Karina Buhr, Tom Zé, Nação Zumbi, Graveola Lixo Polifônico e Alassio. "O interessante do programa é que ele está aberto para artistas contemporâneos que estão em processo de consagração cultural e também para músicos já consagrados, como o Tom Zé. Depende muito do projeto que os artistas inscrevem, da forma de articulação e do modo como vai se dar a apresentação", afirmou Lacerda.

Na avaliação do diretor, a construção de intercâmbio é outro ponto essencial do programa Ibermúsica. "O Centro da Música é a única instância dentro de todo o sistema MinC responsável pelas políticas específicas para a área musical. Permitir a possibilidade de interação real de criação compartilhar, de troca de informação, conhecimento, não só do aspecto estético e formal, mas também da economia da música é crucial para o redimensionamento da cadeia produtiva. Nossa proposta é desenvolver um diálogo permanente entre artistas brasileiros e estrangeiros das Américas e do resto do mundo", destacou.

América do Norte e Europa
A América do Norte, com exceção do México, e Europa não fazem parte do Ibermúsica. No entanto, os artistas podem apresentar projetos na modalidade de residência, ou festivais, para apresentação em países que não estão incluídos no Ibermúsica. "No ano passado, tivemos artistas fazendo residência em Portugal, Espanha e no Canadá. Isso é bom porque amplia o leque de perspectivas", revelou Lacerda.

A novidade este ano é a residência no Centro Mexicano para a Música e as Artes Sonoras, um instituto de excelência para músicas eletrônicas, eletroacústicas e exploratórias. "Essa modalidade é muito difícil determinar porque está em um âmbito que vai além do que entendemos como música. Às vezes não são utilizados nem instrumentos na composição das músicas, somente novas tecnologias para gerar timbres eletrônicos. Se existe uma vanguarda da música hoje, ela se situa nessa área ainda não classificada", disse.

De um ano para outro o número de modalidades tende a se manter, porém varia de acordo com a verba disponível e com as singularidades observadas a cada edição do programa.

Agenda cultural internacional
O Ibermúsica faz parte de um conjunto de programas que integram uma agenda internacional bastante valorizada pelo Ministério da Cultura. Ao todo são sete programas de intercâmbio cultural iberoamericanos são eles: Ibero-Orquestra Juvenil, Iberescena, Iberbibliotecas, Iber-Rutas, Ibermedia, Ibercultura Viva e Ibermuseus, sendo esses dois últimos são iniciativas propostas pelo Brasil.

Cada programa tem um fundo que se torna um instrumento de realização de ações culturais no âmbito internacional. Dentro do Ministério da Cultura, os recursos dos programas são geridos pela Diretoria de Relações Internacionais, que realiza os pagamentos dos artistas e projetos selecionados pelo Comitê Intergovernamental após a finalização das convocatórias. O MinC tem uma participação expressiva nos programas culturais iberoamericanos, que gere o maior número de programas dentre os países que integram o grupo.
 
Fonte: MinC - Ana Moura

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