PORTUGAL, Porto – O primeira curta-metragem luso-brasileiro produzido durante a quarentena foi filmado em Portugal e no Brasil.

Produzida inteiramente por telemóvel (celular) realizada por Bárbara Tavares, premiada cineasta brasileira residente no Porto. O curta-metragem traz imagens íntimas e pessoais, captadas pelas próprias personagens, produzido sem nenhum contato físico da equipe com as personagens. As filmagens foram feitas em Lisboa pela personagem de Eloá Chaignete, e em Brasília (no Brasil) por Michele Nogueira.

Em exibição no Corona Short Film Festivalaté 24 de maio de 2020.

Sinopse
Um retrato íntimo e pessoal de mulheres em quarentena devido à pandemia de Covid-19. Um mergulho nas suas dúvidas, fraquezas e fortalezas. Uma imersão na força da vida sob o olhar feminino.

Sobre as personagens
Michele Nogueira é mãe solteira de Ariel (14 meses), ambas vivem sozinhas num apartamento pequeno e com poucos recursos financeiros na cidade de Brasília, no Brasil. A dificuldade de fazer compras no supermercado com uma bebê pequeno e gerir todas suas necessidades são os seus maiores obstáculos. Eloá Chaignet vive com o seu filho Noah (8 anos) e seu marido francês, Nicolas, na cidade de Lisboa. Eloá sente-se forçada a deixar o menino sair para a rua, tendo em vista a grande dificuldade de Noah em lidar com o isolamento social.


Foto: divulgação

Sobre a motivação
A realizadora Bárbara Tavares desejava fazer um registo desse momento histórico mundial da atual pandemia da Covid-19 sob o olhar das mulheres. Começou por divulgar a notícia junto de algumas amigas e grupos de mulheres a qual faz parte, a dizer que estava à procura de mulheres que desejassem partilhar os seus sentimentos e as atividades diárias durante o confinamento para um documentário. Bárbara recebeu mensagens via WhatsApp de mulheres do mundo todo. Pediu-lhes que gravassem suas atividades diárias e fossem livres para expressar as suas emoções, dúvidas e medos como se estivessem num confessionário. Neste primeiro momento, ela gostava de perceber as histórias dessas pessoas e ver quais poderiam ser potenciais personagens. Não houve orientação para enquadramento ou perguntas que deveriam ser respondidas. As personagens tiveram liberdade para filmar o que julgassem representativo dos seus dias e os seus sentimentos vivendo a quarentena.A intenção principal da realizadora foi deixar as personagens serem elas mesmas e capturar os momentos e emoções reais durante o isolamento social.
A partir do material enviado pelas personagens, a montagem foi realizada juntamente com seu parceiro, sócio e marido, Frandu Almeida, ambos residentes na cidade do Porto.

Sobre a motivação para a curta-metragem de 5 minutos
A ideia surgiu ao ver uma reportagem no dia 14 de abril de 2020 de que o 1º (e desejável último, como dizem os organizadores do festival) Corona Short Film Festival estava a receber curta-metragens de todos os géneros até 5 minutos produzidas durante a pandemia. Bárbara e Frandu, sócios da produtora brasileira sediada na cidade do Porto, Bodhgaya Films, resolveram avançar mais cedo com a produção da curta documental a qual já haviam estabelecidos contatos com personagens, “Mulheres em quarentena”.

O Corona Short Film Festival é um festival online organizado por cineastas alemães, que recebeu 1.262 filmes de mais de 70 países. O curta-metragem “Women locked inside” está entre os 36 filmes selecionados. O festival inclui premiações do júri e do público.


Foto: divulgação

A votação do público acontece online no site do festival até o dia 24 de maio
https://www.coronashortfilmfestival.com/votingpoll.html (filmenº 9).

O filme vencedor do prémio de júri receberá 1.500 Euros e o vencedor do prêmio de público 500 Euros. Os dois filmes vencedores serão distribuídos internacionalmente pela distribuidora Interfilm Berlin.

A realizadora pretende produzir também uma versão alargada do curta “Mulheres em quarentena” incluindo novas personagens.

Sobre a realizadora
Bárbara Tavares, brasileira, residente no Porto, recentemente concluiu o mestrado em Cinema Documental pela ESMAD (P. Porto), tendo iniciado os seus estudos de cinema na UCLA em Los Angeles. Em 2010, no Rio de Janeiro, fundou a produtora Bodhgaya Films juntamente com Frandu Almeida, diretor de fotografia, montador e finalizador. Bárbara realizou a sua primeira longa-metragem documental em 2015 o filme “HERMÓGENES, PROFESSOR E POETA DO YOGA” que esteve em cartaz nos cinemas no Brasil por 12 semanas, foi o 7º documentário brasileiro mais visto no ano. O filme está disponível no iTunes e Amazon em vários países. Bárbara teve a sua estreia como realizadora com a curta documental “O GIGANTE DO PAPELÃO” (2010), o filme que foi indicado ao Grande Prémio do Cinema Brasileiro, ganhou prémios de júri e público e participou de vários festivais no mundo, incluindo os festivais de Havana (Cuba) e festival de Huesca (Espanha).

O curta documental “BOM CAMINHO” (2017) foi a sua primeira curta filmada em Portugal, produzida juntamente com a escola ESMAD. A produção ganhou o prémio do júri no Festival Cinema de Aventura e circulou em festivais pelo mundo. Um curta sobre o Caminho de Santiago pela rota portuguesa, inteiramente filmado no alguergue de São Pedro de Rates, na Póvoa de Varzim. O trailer do filme poder ser visto aqui.

Em 2016, Bárbara e Frandu Almeida mudaram-se para o Porto, transferindo as produções da produtora carioca Bodhgaya Films também para Portugal. www.bodhgayafilms.com

Ficha técnica
‘WOMEN LOCKED INSIDE’(‘MULHERES EM QUARENTENA’)
Direção e argumento: Bárbara Tavares
Produção: Bodhgaya Films
com Michele e Ariel Nogueira, Eloá, Nicolas e Noah Chaignet
Produção: Bárbara Tavares e Frandu Almeida
Montagem, correção de cor e mixing de som: Frandu Almeida
Design: Adriana Tavares Torresan
Indicação: Livre (não classificado)

Assista ao curta (5 min.) e vote no júri popular (filme nº 9 na lista)até 24 de maio de 2020.

Trailer

Fonte: divulgação por e-mail

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