DISTRITO FEDERAL, Brasília - Em 10 de julho deste ano, a histórica e litorânea Laguna, em Santa Catarina, foi uma das 328 cidades brasileiras por onde a Tocha Olímpica passou.

Nesta quinta (8), será inaugurado no município o monumento artístico De Laguna à Grécia, que relembra o feito. A obra é uma das 22 selecionadas no Prêmio Arte Monumento Brasil2016.

Lançada pelo Ministério da Cultura (MinC), Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República, a iniciativa premiou obras permanentes de artes visuais (como monumentos) que visassem promover, comemorar e homenagear, de forma criativa, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil.

De Laguna à Grécia, do artista catarinense Alencar Loch, é um monumento minimalista, que simula, em sua forma, a tocha olímpica e, em seu topo, cinco listras referindo-se aos arcos olímpicos. Voltado para a Grécia, permite uma conexão entre a cidade de Laguna e o berço da essência olímpica.

"São 6 mil quilos de concreto e o aço vai ser inserido nessa base. A obra é inclinada 15 graus, simboliza o atleta, sempre em frente, não é estática", explica Alencar. "Queria trazer o universo lúdico para as pessoas pela arte. Se não tivermos isso, não temos nada na vida, se não temos arte para fomentar universo lúdico não temos mais nada", justifica.

Alencar nasceu em Tubarão (SC), mas morou 17 anos de sua vida em Laguna. Aos 17, começou a pintar e não parou mais. O artista plástico mora atualmente em São Paulo e se dedica a pinturas, esculturas e várias outras formas de arte.  "O que mais gosto é a tentativa de fazer com que a pessoa tenha, por meio da arte, um olhar diferente sobre os pequenos gestos", contou.

A obra de Alencar é a 21ª premiada a ser inaugurada. Em 14 de setembro está prevista a última inauguração dos 22 contemplados, em Vitória (ES). Os critérios de seleção de projetos do prêmio Arte Monumento levaram em consideração a excelência quanto à qualidade, aos objetivos, à inovação, à linguagem artística e à abrangência; a familiaridade com os atributos da chama e dos valores olímpicos; a adequação da linguagem do artista aos objetivos do projeto de exposição permanente e inscrição da sua obra nas poéticas da arte contemporânea; a relevância da obra na localidade onde será afixada ou instalada; a valorização de características culturais locais e regionais; e a capacidade de execução do projeto de acordo com o cronograma apresentado.

Fonte: MinC

Agenda

Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31