RIO GRANDE DO NORTE, Natal - Reconhecido como Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2010, o Centro Histórico de Natal, no Rio Grande do Norte, apresenta peculiaridades que podem passar desapercebidas pelos transeuntes apressados.

No relevo, na paisagem, na pavimentação de ruas, na construção e ornamento de prédios, em monumentos diversos, nas praças, bem como outros locais, estão expostos fragmentos geológicos que remontam o início da formação da cidade.

Para auxiliar nesta nova leitura do Centro Histórico, a partir dos elementos da geodiversidade, o projeto 'As rochas contam sua história' busca popularizar este tipo de conhecimento por meio de um roteiro com ênfase na geologia do local. O mapeamento indica 12 lugares do bairro da Cidade Alta ondem podem ser encontrados diversos fragmentos, a exemplo de granitos, beachrocks ou arrecifes, mármores que contam um pedaço história potiguar.

A iniciativa, resultado de parceria entre o Iphan-RN, os departamentos de geologia, arquitetura e turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo do Natal e empresa Creative Turismo, contou também com pesquisas e eventos acadêmicos. Segundo a superintendente do Instituto do estado, Andrea Costa, o projeto coordenado pelo professor de Geologia Marcos Nascimento, contou com a participação de uma equipe multidisciplinar formada por geólogos, arquitetos, turismólogos e historiadores, abrangendo os monumentos, espaços e prédios que possuem registros de fragmentos geológicos remanescentes do período de formação e construção da cidade do Natal.

Em um passeio pela Praça 07 de Setembro, observa-se que o Monumento da Independência erguido em 1922 tem sua base formada por granito proveniente das pedreiras de Macaíba, cidade próxima de Natal. Esta rocha se mostrou útil para diversos fins, desde o pavimento de ruas, até os ricos trabalhos que adornam os pedestais e obeliscos dos monumentos inaugurados na capital no início do século XX. Já a Rua da Igreja do Rosário conserva parte do calçamento original, formado por arenitos ferruginosos, chamado comumente como pé de moleque. As formas e tamanhos irregulares destas rochas limitaram sua aplicação em elementos decorativos de cantaria e sua utilização ficou restrita às fundações e alvenarias de pedras.

O mapa com todas as informações geológicas do centro histórico está disponível no Iphan do Rio Grande do Norte e junto ao Departamento de Geologia da UFRN.

Fonte: Iphan

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