DISTRITO FEDERAL, Brasília - O ministro Roberto Freire reuniu-se, na última quinta (29), com a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques.

No encontro, discutiu-se a ideia de criar uma agenda de trabalho com questões estratégicas tanto para o Ministério da Cultura (MinC) quanto para a instituição financeira, discutindo ações de fomento à economia da cultura.

Um dos assuntos abordados foram os endowments (fundos patrimoniais), que são uma proposta de fundos para a sustentabilidade de instituições culturais, prática comum no exterior e que ainda é pouco difundida no Brasil. De acordo com a presidente do BNDES, o banco está usando seu peso institucional para acelerar as discussões sobre esse tipo de fundo.

Em novembro deste ano, foi realizado o I Fórum Internacional de Endowments Culturais, na sede do BNDES, no Rio, com a presença de representantes do mercado financeiro, governos, gestores de equipamentos públicos e estudiosos para debater como o Brasil pode explorar a utilização dos fundos patrimoniais de longo prazo para a área cultural. Maria Silvia destacou a presença do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no evento.

"O endowment tem a vantagem de dar previsibilidade para a instituição cultural, já que o recurso fica aplicado, e a instituição vive do rendimento. Mesmo em época de crise, ela tem o principal assegurado", ressaltou a presidente do BNDES. Em resposta à colocação de Maria Silvia sobre os endowments, o ministro Roberto Freire comentou que verá a possibilidade de agilizar a tramitação dos projetos de lei sobre o tema no Congresso Nacional.

A presidente do BNDES frisou que a reunião foi muito proveitosa. "Discutimos como podemos montar uma agenda estruturante entre o Ministério da Cultura e o BNDES, com focos em projetos que possam dar sustentabilidade aos equipamentos culturais, pensando em geração de empregos. A cultura é superimportante para o turismo também. Vamos sentar juntos, definir um plano de trabalho, para que a gente possa buscar o objetivo comum, que é fortalecer a cultura no País e, ao mesmo tempo, trazer empregos e a retomada do crescimento", disse Maria Silvia.

Para o ministro Roberto Freire, o encontro também foi muito produtivo, com coincidências de interesses tanto do MinC quando do BNDES, como a questão dos endowments. "Saímos daqui com uma ideia que é muito cara para nós, do Ministério da Cultura, que é trabalhar de forma mais integrada, criando formas de planejar estrategicamente os incentivos. O BNDES é um dos maiores incentivadores no campo da cultura e do patrimônio histórico brasileiro. A ideia é fazer isso de forma cada vez mais coordenada e com maior interação entre o BNDES, o MinC e as instituições vinculadas", completou.

A comitiva do MinC incluiu também a secretária do Audiovisual, Mariana Ribas, o secretário de Articulação e Desenvolvimento Institucional, Adão Cândido, e o secretário da Economia da Cultura designado, Mansur Bassit.
 
Fonte: MinC - Alessandra de Paula

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