DISTRITO FEDERAL, Brasília -  Com a maior área tombada do planeta, Brasília completou, nesta sexta-feira (21/4), 57 anos de existência. Este ano, a capital celebra também 30 anos do reconhecimento da cidade como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Para comemorar o título, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), a Unesco e o Governo do Distrito Federal (GDF) uniram esforços para realizar uma série de ações entre 2017 e 2018 para revitalização e conservação do patrimônio cultural da cidade. Intitulada de Brasília+30, a campanha prevê a modernização de equipamentos culturais, despoluição visual do Plano Piloto, exposição, livro e seminário sobre a capital federal.

A Unesco preparou um conjunto de placas de sinalização turística, que deverão ser implementadas pelo governo local. Haverá ainda a instalação de quatro totens em cada ponta das Asas (Sul e Norte) e nas extremidades do Eixo Monumental, que vão identificar a cidade como Patrimônio da Humanidade.

Foto da série #BrasíliaEmEscalas, que retrata a área abrangida pelo tombamento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade (Foto: Janine Moraes/MinC)

Na avaliação do ministro da Cultura, Roberto Freire, o Brasil, ao apresentar a candidatura de Brasília como Patrimônio Mundial, rompeu paradigmas. "Em geral, a análise de um Patrimônio leva em consideração o passado, já que boa parte está nas cidades históricas. No entanto, no caso de Brasília, observou-se presente e futuro. A capital federal não era uma cidade do passado. Muito pelo contrário", explica.

Moderna, Brasília foi, desde sua criação, um marco para a arquitetura no País, e tornou-se também uma referência internacional de urbanismo. O título de Patrimônio Cultural foi concedido a Brasília pela Unesco em 1987 por seu valor universal para a humanidade, a harmonia do projeto urbanístico criado por Lúcio Costa e a arquitetura de Oscar Niemeyer, símbolos que se tornaram a identidade de seus habitantes.

Por suas características arquitetônicas únicas, Brasília possui um conjunto de bens que foram tombados pelo Iphan. Todo o Conjunto Urbanístico de Brasília, que não se restringe somente ao Plano Piloto, são símbolos da riqueza da arquitetura da cidade. Os palácios da Alvorada, do Planalto e do Jaburu, o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, o Museu da Cidade, todos os prédios da Esplanada dos Ministérios e a Catedral são alguns dos bens tombados.

Para a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, Brasília é um modelo da almejada cumplicidade entre patrimônio cultural e desenvolvimento. "A transferência da capital para o interior do país, prevista na primeira constituição republicana e materializada por JK (Juscelino Kubitschek), transformou a geografia do Centro-Oeste, trazendo esperança para milhares de famílias que embarcaram na ousada aventura que foi a sua construção. Símbolo da arquitetura e do urbanismo moderno, a cidade revelou de uma vez por todas para o mundo a capacidade do Brasil de criar algo novo, grandioso, moderno e que projetasse o país para o futuro", destacou.

Ações de comemoração dos 30 anos como Patrimônio Mundial
- Lançamento do livro Patrimônio em Transformação - atitudes e permanências na preservação de bens culturais em Brasília, do Iphan, em maio, na UnB.   
- 50ª edição do Festival de Cinema de Brasília, entre os dias 15 e 24 de setembro, terá programação especial focada na história de Brasília e no conjunto urbanístico. Há 21 anos, o festival é realizado com o apoio do MinC por meio da Lei Rouanet.
- Exposição O Brasil em Brasília - Mosaicos do Patrimônio Cultural, de agosto a outubro, no Museu da República, em Brasília. A ação também integra as comemorações dos 80 anos do Iphan.
- Seminário Internacional sobre Patrimônio Moderno, no Museu da República, ainda sem data definida.
- Modernização de equipamentos culturais.
- Despoluição visual do Plano Piloto, com os diagnósticos dos engenhos publicitários na área tombada, durante todo o ano de 2017.

Fonte: MinC

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