MINAS GERAIS, Belo Horizonte - De 15 a 21 deste mês, o Espaço do Conhecimento UFMG vai abrigar programação especial em comemoração à Semana Nacional de Museus, trazendo à tona assuntos pouco abordados em espaços museológicos.

Inspirada pelo tema Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus, que rege as celebrações do Dia Internacional dos Museus (18 de maio), a instalação interativa O museu e o não dito vai estimular o público a opinar sobre o que falta ser abordado nesses espaços. Durante a semana, serão projetadas imagens sobre temas mantidos na invisibilidade.

Algumas das outras atividades previstas são uma visita aos bastidores do Espaço e uma conversa com Charles Darwin sobre o caminho que ele percorreu para chegar às suas teorias. Também serão debatidos temas como a relação entre saúde mental e arte, e haverá apresentações musicais e exposições na fachada digital.

Na Semana Nacional de Museus, promovida anualmente, instituições dedicadas à cultura desenvolvem programação especial. A iniciativa é do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

foto: divulgação

Descobrindo outros sentidos
Na sessão do Planetário Astronomia indígena com Libras, o Espaço do Conhecimento vai apresentar o conhecimento astronômico de etnias indígenas brasileiras, com destaque para o povo Guarani. A exibição, acessível em Língua Brasileira de Sinais, será feita de 16 a 21 de maio, sempre às 16h.

Há limite entre sanidade e loucura?
No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, também 18 de maio, a fachada digital vai exibir o vídeo De tempo e luta: desfiles da luta antimanicomial, que resgata imagens de antigos desfiles da Escola de Samba Liberdade Ainda Que Tan Tan. A passeata, que reúne cerca de três mil pessoas, todos os anos, em Belo Horizonte, denuncia o estigma que acompanha pessoas acometidas por sofrimento mental. Fotografias dos 20 anos dessa luta também estarão expostas, durante toda a semana, na Cafeteria do Espaço.

O Espaço terá ainda um sarau musical especial no sábado, 13, a partir das 11h. O grupo São Doidão, que surgiu nos centros de convivência da política de saúde mental da capital, vai apresentar composições próprias e releituras de clássicos da MPB. O coral é formado por artistas com sofrimento psíquico.

No dia 20, também às 11h, o Café Controverso debate O que é, o que não é arte?. A escritora, psicanalista e professora da Faculdade de Letras da UFMG Lucia Castello Branco [foto] e o artista visual, ator e diretor teatral Wesley Simões vão conversar sobre as fronteiras entre loucura e sanidade, com destaque para o papel da arte nessa relação.

Arte é liberdade?
Nova exposição da fachada digital, Arte liberdade usa desde a palavra escrita até algoritmos para convidar o público a repensar os sentidos da relação entre arte e liberdade. Elaborada por coletivo de pesquisadores de mesmo nome, a mostra reúne obras de poetas e artistas digitais mineiros e será projetada de segunda, 15, até quinta, 18 de junho.

Um passeio pelos bastidores
O que o museu esconde por trás das paredes que abrigam as exposições? O Espaço do Conhecimento UFMG levará o público a um passeio pelos seus pontos desconhecidos, como o interior da fachada digital e os equipamentos que fazem o Planetário funcionar. A visita aos bastidores será no sábado, 20, com início às 14h.

No mesmo dia, a Intervenção teatral: ciência e religião vai abordar os meandros da produção do conhecimento. Às 16h, mediadores do Espaço interpretarão personagens da história da ciência, mostrando quem são as pessoas por trás das teorias. Charles Darwin, sua esposa Emma e o amigo Wallace vão oferecer reflexões sobre os limites da ciência e da religião nas explicações do mundo.

O Espaço do Conhecimento está localizado na Praça da Liberdade, 700, bairro Funcionários.

Museu Ponto UFMG
O Museu Itinerante Ponto UFMG também participa da Semana, com programação especial. O caminhão estará aberto para visitas guiadas de 15 a 19 de maio, das 9h às 12h e das 13h às 15h, no Centro Pedagógico (em frente à Faculdade de Educação), campus Pampulha.

Sob o tema O ser humano e sua interação com o Universo, o museu conta com um caminhão dividido em seis salas interativas. O objetivo é aproximar sociedade e ciência, por meio do aprimoramento dos conhecimentos dos visitantes acerca de temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação, e ampliar a compreensão sobre os meios de produção científicos e de sua relação com educação, cultura e sociedade.

Fonte: UFMG e Espaço do Conhecimento

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