BAHIA, Salvador - O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia encontra-se com inscrições abertas para o Curso História da Bahia.

As aulas, com início dia 7 de agosto, serão ministradas pela professora doutora Antonietta D´Aguiar Nunes, acontecendo sempre uma semana por mês, entre agosto a novembro (das 14h às 18h), com carga horária de 80 horas. O IGHB é apoiado pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA).

Durante o curso serão debatidos temas como a Pré-História Brasileira e Baiana; capitanias hereditárias; primeiros engenhos e negros vindos para o Brasil; o séc. XVIII baiano: ouro em Rio de Contas e Jacobina; Revolução dos Búzios; a província da Bahia do sec. XIX; a Bahia republicana; arte moderna na Bahia; revolução de 1930 e a chamada Era Vargas, dentre outros.

Estão sendo oferecidas 180 vagas. A taxa de inscrição é R$ 150, que pode ser feita pelo site www.ighb.org.br – Informações: Avenida Joana Angélica, 43, Piedade, e tel. 71 3329 4463 (das 13h às 18h).

O material de apoio do curso é o livro História Baiana – dos Tempos Pré-Históricos ao Brasil Reino, de autoria da professora Antonietta Nunes. Editado pela Kalango e lançado em maio deste ano, o livro começa nos tempos pré-históricos em que menciona os registros dessa época existentes na Bahia, fala dos indígenas que aqui habitavam quando os portugueses chegaram, das primeiras expedições exploradoras, guarda-costeirs e colonizadora, antes de mencionar o sistema de capitanias e falar das que primitivamente compuseram o território do hoje estado da Bahia. Traz práticas tabelas relacionando os administradores civis e eclesiásticos e os principais acontecimentos na gestão de cada um deles.

Trata da exploração econômica da terra, da defesa militar e da sociedade e cultura na Bahia colonial. Conclui com a elevação do Brasil a Reino, unido aos de Portugal e ao de Algarves, recém-criado, formando a comunidade lusófona de nações, submetida à mesma autoridade monárquica. Menciona, com breves históricos, cerca de 200 monumentos que devem ser conhecidos e visitados por soteropolitanos e turistas. No final, traz um glossário com explicação do sentido de certos termos usados que, ou são pouco conhecidos, ou têm outra significação em nossos dias.

Sobre a instrutora
Antonietta D´Aguiar Nunes  é graduada em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; Mestre e Doutora pela Universidade Federal da Bahia, onde também lecionou a disciplina de História da Educação. Atuou como Historiógrafa do Arquivo Público do Estado da Bahia entre 1981 e 2001. É instrutora, desde 2011, do Curso História da Bahia.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA)
Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

Serviço
Curso de história da Bahia
Data: Agosto a novembro de 2017 (quatro módulos)
Agosto (7 a 11); Setembro (4 a 9); Outubro (16 a 20); Novembro (6 a 10).
Instrutora: Antonietta D´Aguiar Nunes
Historiógrafa do Arquivo Público do Estado da Bahia por 30 anos e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia.
Valor: R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais)
Carga horária: 80 horas
Informações: www.ighb.org.br

Programação do Curso

Agosto
Pré História brasileira e baiana. Índios que viviam na Bahia quando os europeus aqui chegaram.
Descobrimento do Brasil na Bahia / Expedições exploradoras, guarda-costeiras e colonizadora.

Escambo do pau Brasil. Naufrágio de Diogo Álvares Correia em 1509 (Caramuru) Capitanias hereditárias baianas em 1534: Todos os Santos, Ilhéus, Porto Seguro, (e Pernambuco). Capitanias de Itaparica e Tamarandiva, Paraguaçu e Sergipe d´El Rei.

Governo Geral, fundação de Salvador. Instâncias administrativas Administração eclesiástica: divisão em freguesias, e Criação do Bispado de São Salvador e instituição do Arcebispado. O sistema do Padroado e a Propaganda Fidae.

Os Jesuítas e seu sistema educacional: com os índios e negros; b) colégios urbanos c) Destacados jesuítas.

Primeiros engenhos e negros vindos para o Brasil. Tráfico negreiro. Monumentos históricos do sec. XVI.

Setembro
Açúcar como principal gênero no Recôncavo. A expansão pecuária: casas da Torre e da Ponte: o ciclo do boi, fornecimento de gado para a região das minas. Fumo e economia de subsistência e mandioca como subsidiárias da economia açucareira.

União Ibérica. Governo de Luiz de Souza (1617-1622) e a criação do Estado do Maranhão e Grão Pará (1621). Ocupação holandesa em Salvador. Pesca da Baleia.
Defesa da Bahia nos secs. XVI a XVIII. Novo plano de fortificação da cidade (João Massé, 1714). O sec. XVIII baiano. Exploração aurífera. Ouro em Rio de Contas e Jacobina. Casas de Fundição. Tropas de burros.  Monumentos sec. XVII.

Restauração Portuguesa 1640 a 1750. Aldeias administradas de índios no interior. Fundação do seminário de Belém. Peste da “bicha” (febre amarela) e S. Francisco Xavier como padroeiro de Salvador. Barroco nas igrejas baianas da 1ª metade do sec. XVIII. Reforma na Universidade de Coimbra.

Reinados de D. José I e D. Maria I: 1750 a 1816. Terremoto de Lisboa em 1755. O Marquês de Pombal e suas reformas administrativas e educacionais. Mudanças das capitais dos dois estados da América Portuguesa. Expulsão dos jesuítas e criação das Aulas Régias. Monumentos sec. XVIII.

Outubro
Formandos na Universidade de Coimbra reformada. Anseios de liberdade – índios. Anseios de liberdade – brancos.  A vinda da Família Real para o Brasil, Instituição do Reino do Brasil. Governo do 8º Conde dos Arcos na Bahia: aulas régias, Biblioteca, Teatro, Associação Comercial, Seminário diocesano.

Brasil Reino. Independência. Luta pela expulsão dos portugueses. Brasil Império. Governo de Pedro I.
Missão artística francesa e Neoclassicismo. Brasil Império. Período Regencial. Anseios de Liberdade – negros. A Sabinada

Reformas de igrejas Para o Neoclássico. Governo de Pedro II. Guerra do Paraguai
Proclamação da República projetos educacionais em conflito. (Apres. Tese AAN: 56q). Monumentos sec XIX.

Novembro
Aclamação da República na Bahia: Separação da Igreja e Estado. O episódio de Canudos. Advento da prosperidade cacaueira.

Bombardeio de Salvador e sua remodelação. Educação na Bahia durante a 1ª república. Reforma Escola Nova no governo Goes Calmon. Desenvolvimento de indústrias e movimentos grevistas. A “involução” baiana. A Revolução de 1930 e a chamada “era Vargas” na Bahia. Isaias Alves e sua atuação.

Redemocratização de 1946, constituição estadual, governo Otávio Mangabeira e a atuação de Anísio Teixeira. Arte Moderna na Bahia 1.

Desenvolvimento baiano: descoberta e exploração do Petróleo, CPE, Centro industrial de Aratu, Pólo Petroquímico de Camaçari.  Arte Moderna na Bahia 2. O período do governo policial-militar na Bahia (1964-1985) (56q).  Monumentos do sec XX///

Fonte: Secult BA

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