BAHIA, Salvador - O ‘Inventário de locais com vestígios arqueológicos de Morro do Chapéu’ será lançado amanhã (21), às 18h, no mercado municipal da cidade, localizada a cerca de 330 km de Salvador.

O projeto é vencedor dos Editais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), sob coordenação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). O investimento foi de R$ 99,6 mil do Fundo de Cultura da Bahia, com realização do Grupo Bahia Arqueológica e tendo como proponente o conceituado arqueólogo e professor da Universidade Federal da Bahia, Carlos Etchevarne.

“Os editais da SecultBA atendem o amplo espectro da cultura baiana, apoiando projetos arquitetônicos, de urbanismo, obras de restauro, livros, sites, inventários, educação patrimonial e até videodocumentários”, destaca o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, a ferramenta dos editais possibilita que especialistas das mais variadas áreas do conhecimento participem de forma efetiva das políticas públicas de proteção aos bens culturais, materiais e imateriais. Os editais da SecultBA são coordenados pela superintendência de Promoção da Cultura (Suprocult).

arqueologia na Chapada Diamantina, Bahia

Diretrizes

O inventário objetiva estabelecer diretrizes de atuação no campo da preservação, gestão e educação. Segundo Carlos Etchevarne, o conhecimento prévio possibilitou avaliação mais rápida do potencial dos locais com vestígios arqueológicos. “A proposta está relacionada com o histórico de ações patrimoniais e participação de pessoas da região”, diz Etchevarne. O trabalho do inventário pode fornecer subsídios para o estabelecimento de diretrizes de outras ações de preservação do patrimônio cultural na região. Com território formado há 1,7 bilhão de anos, a Chapada detém as maiores altitudes do Nordeste e enorme variedade ambiental. Além dos bens naturais, a região tem acervo arquitetônico-urbanístico dos séculos XVIII, XIX e XX.

Já o parque do Morro do Chapéu está inserido em uma região de elevado significado cênico/turístico da Chapada. Ele foi criado 1998 para proteger inúmeras espécies de animais raras e ameaçadas de extinção, preservar a vegetação, campo rupestre, o cerrado/caatinga e os sítios arqueológicos existentes. Com área estimada em 46 mil hectares, o parque faz parte da bacia hidrográfica do Rio Paraguaçu.

Mais informações sobre editais, na Astec/IPAC, via telefone (71) 3117-7482 ou email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

Acesse o site www.ipac.ba.gov.br , facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e instagram ‘@ipac.patrimonio’.

Fonte: Secult BA

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