DISTRITO FEDERAL, Brasília - O Fortim Bass, datado de século XVII, na Ilha dos Guedes, em Porto Calvo, município localizado a 96 km ao Norte de Maceió (AL), está lançando novas luzes sobre a história da ocupação holandesa em Alagoas.

A fortificação é o tema do seminário Discutindo o Forte Bass: História, Arqueologia e Restauração, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Alagoas (Iphan-AL) e que ocorrerá no dia 21 de fevereiro, no auditório da Casa do Patrimônio de Maceió.

A descoberta do fortim aconteceu em 2015, durante pesquisa arqueológica coordenada pelo Iphan. Trata-se do mais íntegro fortim do período holandês no Brasil. O encontro tem como objetivo apresentar para comunidade a trajetória da pesquisa histórica, a escavação arqueológica e restauração do fortim da Ilha do Guedes. Serão disponibilizadas 40 vagas para o público, que pode confirmar a presença pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Todos os participantes receberão certificado com carga horária de 8h.

O evento conta com a participação dos pesquisadores Marcos Albuquerque, coordenador do laboratório de Arqueologia da UFPE; Levy Pereira, pesquisador especialista em cartografia; Benjamin Teensma, historiador da Universidade de Leiden; Flávio Calippo, diretor do Centro Nacional de Arqueologia do IPHAN; e Adler Fonseca, historiador do IPHAN/RJ. No contexto do seminário, também será debatido o tema da ocupação holandesa durante o século XVII, no norte de Alagoas. Além disso, o historiador Teensma irá apresentar novos documentos históricos sobre o cerco e a conquista de Porto Calvo, recentemente descobertos nos arquivos da Holanda.

O pequeno forte de terra, localizado em uma ilha fluvial, funcionou como ponto estratégico no período colonial. O responsável pela pesquisa, Marcos Albuquerque, conta que “Nassau determinou a construção de uma estrutura logística na Ilha do Guedes onde ficavam os armamentos, munição e, sobretudo, a chamada ‘munição de boca’, ou seja, os alimentos para a tropa”.

Com a realização das atividades voltadas à produção de conhecimento científico sobre a fortificação histórica, tem sido possível compreender mais profundamente as distintas áreas que a integram e seu uso e cotidiano militares. Além do mais, está sendo produzido todo o levantamento topográfico do fortim, das estruturas e demais evidências arqueológicas descobertas.

A atividade arqueológica na região tem demonstrado a importância da pesquisa para evitar a perda de informações e, gradativamente, a reconstrução dos aspectos da vida dos cidadãos nos primeiros tempos do Brasil colônia. Marcos Albuquerque afirma que a relevância da fortificação ultrapassa a história de Alagoas, já que insere o bem descoberto em um complexo mais amplo da história internacional.

A pesquisa arqueológica e a restauração estão à cargo go Iphan-AL, responsável também pela elaboração da proposta de restauração e requalificação arquitetônica do monumento. A estrutura fortificada foi identificada durante a execução do projeto de pesquisa sobre a ocupação holandesa na bacia do rio Manguaba que, junto com outros rios, foi de grande importância para o período colonial, tanto português como holandês em Alagoas. “Inicialmente foi realizado um levantamento a partir da cartografia holandesa de Porto de Pedras até Porto Calvo, por onde os holandeses trilharam. O estudo analisou a foz do rio Manguaba em Porto de Pedras até a Ilha do Guedes“, diz Albuquerque.

Educação patrimonial
Para promover a educação patrimonial sobre o tema, já foram realizadas ações com a comunidade civil e com os agentes da comunicação local, com o intuito de inserir a população no processo de valorização e preservação do reduto da Ilha do Guedes. Os temas abordados nos encontros foram o resultado do estudo etno-histórico, a importância do bem e as expectativas da pesquisa.

Em parceria com o diretor do museu local, Adelmo Monteiro, e a secretária de Cultura de Porto Calvo, Maria Terezinha da Silva Oliveira, foi dado início ao procedimento para a realização de visitas agendadas com estudantes de escolas locais e grupos comunitários. Os agendamentos estão sendo feitos pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Uma exposição de fotos e com o material arqueológico encontrado até o momento está acontecendo no local das escavações.

Fonte: Iphan

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