RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - A artista argentina que foi presa na época da ditadura participa de mostra coletiva em cartaz na CAIXA Cultural Rio.

Julieta Hanono nasceu em Buenos Aires e, nos anos 1970, aos dezesseis anos de idade, foi sequestrada e presa pela ditadura Argentina.

Após a experiência dolorosa, instalou-se na França nos anos 1980, onde renovou totalmente sua prática artística.

Na exposição "Um Só Corpo. Arte Contemporânea nos Países do Mercosul", Julieta Hanono traz para o público um filme produzido por ela em 2013, o qual mostra um grupo de jovens desfilando pelas ruas de um bairro humilde na periferia de Rosário (Argentina). O bairro é um assentamento, construído de forma progressiva na extensão do muro de um cemitério como se fosse ao extremo de um barranco. Os jovens vagam entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, num espaço intermediário, entre a cidade tentacular e o acampamento.

Os "modelos" usam camisas com estampas brancas em fundo branco, as quais trazem as palavras: "prisioneira", "clandestina", "detestada", "expulsa" e "exilada", que também podem ser vistas na exposição. Julieta conta: "Durante a ditadura militar na Argentina, entre 1977 e 1979, fui desaparecida e prisioneira. Estas palavras são um autorretrato que relata um momento particular da minha vida e uma conjuntura histórica, a do meu país. Quando os participantes vestem as camisetas, eles também são eu mesma; meu corpo se projeta no corpo dos demais.".

A exposição "Um Só Corpo. Arte Contemporânea nos Países do Mercosul" traz 19 artistas de Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela que dialogam nesta mostra sobre as particularidades e pluralidades do povo e da cultura destes países. A exposição fica em cartaz até 25 de junho de 2016, na CAIXA Cultural Rio, de terça a domingo, das 10h às 21h. A entrada é gratuita.

Fonte: divulgação por e-mail

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