BAHIA, Salvador - Na terça-feira (5), a sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) recebe o projeto ‘Conversas na varanda’, das 14h às 17h. ‘À frente das lentes e aos pés de sua alteza imperial: Amanda Paranaguá Dória, dama da Princesa Isabel (1849-1931)’ é o tema do evento.

O IGHB é uma das 17 instituições apoiadas pelo Fundo de Cultura da Bahia por meio do edital de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais.

A apresentação tem por objetivo destacar a trajetória de Maria Amanda Paranaguá Dória, dama da princesa Isabel e baronesa de Loreto, por meio da cultura visual, com destaque para as suas fotografias. Nascida em Salvador em 1849, “Amandinha”, como era carinhosamente chamada, mudou-se com toda a família para a Corte ainda criança e por lá passou a frequentar o Paço Imperial através das boas relações familiares cultivadas ainda na Bahia. A moça, neta do depois visconde de Monteserrate, era membro de uma parentela que experimentou sensível ascensão social por meio das guerras pela independência na província baiana em 1823. Além disso, construiu sólida relação de amizade com os imperantes, conquistando o cargo de dama da herdeira do trono, participando da vida polít ica nacional, tornando-se abolicionista, pelo que lhe favoreceu tornar-se baronesa. Quando da proclamação da República, ela partiu para o exílio com a família imperial, voltando ao Rio em 1890, onde procurou preservar a memória sobre o Império até a sua morte naquela capital, no ano de 1931.

Sobre Itan Cruz
Mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF); Membro do Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI/UFF); Integra o grupo de pesquisa em Botânica Aplicada, Avaliação Antropológica, Socioambiental e Educacional do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Graduado em História (bacharelado e licenciatura), pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); Graduado pelo Bacharelado Interdisciplinar (B.I.) em Humanidades, pelo Instituto de Humanidades, Artes e Ciências prof. Milton Santos - UFBA.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) 
Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br.

Fonte: Secult BA

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