DISTRITO FEDERAL, Brasília - Situado em antiga moradia senhorial do séc. XVIII (apogeu da mineração do ouro na região), exemplar da arquitetura civil colonial brasileira, o Museu Casa da Princesa abriga acervo composto por cerca de 1,2 mil itens que incluem documentos históricos, fotografias, mobiliário, utensílios sacros, domésticos, de trabalho (engenho, mineração e tear) e também instrumentos de tortura utilizados nos casarões de fazendas goianas dos séculos XVIII, XIX e XX.

Fotos: divulgação/Ibram

No período 2016/2017, o museu passou por obra de restauro, em parceria com o Iphan, que contemplou áreas estruturais do prédio, como telhado, forro, piso, instalações elétricas, drenagem e requalificação dos banheiros. Foram restaurados esteios, forros, pintura e esquadrias do imóvel histórico, que possui doze cômodos e quintal, com área total de 722,81 m². Tombada desde 1954, a casa tivera seu último restauro realizado no período 1979/1980, quando o museu foi inaugurado.

No mesmo período, a instituição teve seu plano museológico atualizado e ganhou projetos museográfico e curatorial, elaborados pela equipe do Ibram. Uma força-tarefa integrada por servidores do órgão também realizou inventário de todo o acervo do museu, composto por 1,2 mil itens que incluem documentos históricos, fotografias, mobiliário, utensílios sacros, domésticos, de trabalho e também instrumentos de tortura do período colonial.

Além de etapa básica para a preservação dos bens culturais citados, o inventário foi essencial para repensar a comunicação do acervo da Casa da Princesa – etapa que foi complementada com a elaboração de nova expografia para o museu, que começou a ser pensada em workshop realizado com a participação de profissionais do Ibram em agosto de 2017 e foi executada por empresa especializada em 2018.

Nova apresentação de conteúdo
O novo circuito expositivo contempla a diversidade dos acervos que o museu possui e homenageia um personagem fundamental para sua história: o ex-zelador da instituição Antônio Gomes, também ex-morador e grande responsável por reunir durante anos a maior parte do acervo da Casa da Princesa, carinhosamente conhecido pela comunidade local como “Seu Tição”.

A nova exposição abriga nova identidade visual, iluminação, cores e interação com o público. Na recepção, o visitante pode agora conhecer um pouco mais sobre os primeiros ocupantes do território, os povos indígenas e quilombolas. No segundo módulo, é convidado a conhecer o garimpo, a mineração e a cachoeira do Ogó. Em seguida, poderá interagir com a Casa da Princesa através de jogo de espelhos que possibilita apreciar detalhes iconográficos do imóvel histórico.

A história dos modos de vida, trabalho, economia e tecnologia da região também estão representados com instrumentos doados pelos moradores da cidade, incluindo o primeiro computador de Pilar de Goiás. A devoção, as festas, as religiosidades e a diversidade cultural da cidade também é apresentada, inclusive com a famosa receita do tradicional bolo de arroz.

A execução do trabalho incluiu a produção de novo mobiliário, montagem de painéis, nova identificação visual, sinalização e iluminação. Além da melhor fruição dos bens culturais que o museu abriga, a reformulação readequou a reserva técnica do museu, contribuindo para a adequada conservação das peças.

Horários
O Museu Casa da Princesa, localizado a 236km de Goiânia (GO), ficará aberto ao público às terças-feiras, das 9h às 13h; de quarta-feira a sábado, das 9h às 18h; e aos domingos, das 13h às 18h.

Fonte: Ibram

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