DISTRITO FEDERAL, Brasília - O convênio para a restauração do pano de boca do Teatro Amazonas, localizado em Manaus, foi assinado neste sábado (29).

Pano de Boca do Teatro Amazonas homenageia o encontro das águas dos rios Negro e Solimões (Foto: Divulgação)

O Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Manaus (Iphan-AM), em parceria com a Secretaria de Cultura do Amazonas, irão investir R$ 1,5 milhão na restauração.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, é uma honra estar à frente do projeto. “Estou feliz e honrado em participar deste projeto, deste belíssimo trabalho de restauro”, afirmou. O secretário de Cultura do Amazonas, Denilson Novo, enfatizou a importância da parceria com o governo federal: “Estamos fechando com chave de ouro uma gestão que, em um ano, estabeleceu importantes parcerias com o MinC. Atuamos na valorização e no desenvolvimento cultural do Amazonas. O estado irá oferecer uma contrapartida de R$ 376 mil para a restauração.

O restauro é uma medida urgente de intervenção para garantir a integridade da estrutura, que vêm sofrendo deterioração do tempo. “O pano de boca do Teatro Amazonas é um bem cultural de beleza ímpar. Sua restauração vai abrilhantar ainda mais a beleza do nosso majestoso teatro que, sem dúvida alguma, é um dos mais importantes símbolos culturais do estado do Amazonas”, reforçou Denilson Novo.

A técnica do Iphan do Rio de Janeiro, Cláudia Regina Nunes, especialista em restauro na área têxtil, compareceu pessoalmente ao teatro, ao longo do ano de 2018, para debater soluções de restauro com os técnicos da Secretaria de Cultura Amazonense. O Iphan em Manaus acompanhará a restauração a ser realizada, já que a peça é um bem integrado ao teatro tombado como patrimônio histórico pelo Iphan em 1966, e incluído na lista indicativa da Unesco a Patrimônio Mundial.

Todo o processo de restauro do pano de boca, com dimensões de 13mx80cm por 13mx40cm, está previsto para acontecer em dois anos.

O Pano de Boca
A cortina do Teatro Amazonas, como é popularmente conhecida o Pano de Boca, já é um espetáculo à parte. Atribuída ao pernambucano Crispim do Amaral, a pintura em óleo de mais de 100 anos homenageia o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

O pano de boca merece destaque pela sua grandiosidade e técnica de produção. Há registros de que o pano possua a mesma idade do Teatro Amazonas, e que tenha sido submetido a intervenções do tipo enxertos, emendas, faixas de reforço, nivelamentos e reintegrações cromáticas.

Teatro Amazonas
Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas é a expressão mais significativa da riqueza da região durante o Ciclo da Borracha. A cidade era uma das mais prósperas do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias europeias e americanas. Por isto, necessitava de um lugar onde pudessem se apresentar as companhias de espetáculos estrangeiras. A construção do teatro, assim, era uma exigência da época.

O projeto arquitetônico escolhido foi o de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa e hoje é o principal patrimônio cultural arquitetônico do Amazonas.

Lançamento de livro
Na ocasião, também foi lançado o livro 'Manaus: história e arquitetura (1669-1915)', de autoria de Otoni Moreira de Mesquita.

Fonte: MinC (Com informações do Iphan)

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