DISTRITO FEDERAL, Brasília - Erguida sobre uma grande rocha, de arquitetura colonial e preservando até hoje seus materiais construtivos originais, a Capela de Santa Luzia pertenceu à fazenda que deu origem à Vila de Vitória, fundada em 1551.

Serão investidos na recuperação da capela mais de R$ 302 mil, em recursos do estado, com acompanhamento técnico do Iphan (Foto: Acervo Iphan)

Considerada a mais antiga construção da capital do Espírito Santo e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1946, a igreja agora recebe uma ampla obra de restauro. Serão investidos na recuperação do edifício mais de R$ 302 mil, em recursos do estado, com acompanhamento técnico do Iphan.

A ordem de serviço para início das obras será assinada nesta terça-feira (16), às 15h30, no Palácio Anchieta, pelo governador do estado, Renato Casagrande, com presença do secretário especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania, Lelo Coimbra, e da presidente do Iphan, Kátia Bogéa. O processo de restauro compreende serviços no telhado, alvenarias, pisos, esquadrias, forro, substituição da fiação elétrica e da iluminação, substituição de elementos hidráulicos e restauração das pinturas das alvenarias, forro e do retábulo da capela-mor. O imóvel atualmente encontra-se com grandes focos de degradação nos elementos arquitetônicos, hidráulicos e elétricos, além do piso que sofreu infiltração nas grandes chuvas que atingiram o estado em 2013, causando a interdição da capela em 2016.

Considerado um bem de grande valor histórico e cultural, a Capela de Santa Luzia é um marco do início da colonização do Espírito Santo. O prédio funcionou como Igreja até 1928, depois como Museu de Arte Sacra do Espírito Santo durante o período de 1950 a 1970. Também já foi Galeria de Arte e Pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo entre 1976 a 1994 e abrigou a Superintendência do Iphan-ES entre 1996 e 2001.

Arquitetura religiosa capixaba
A ocupação do território capixaba remonta à Capitania Hereditária do Espírito Santo, destinada a Vasco Fernandes Coutinho. Nos primeiros anos, foram fundados diversos povoamentos, entre eles Vitória, Vila Velha, Nova Almeida e Reritiba (atual Anchieta). Entretanto, são parcos os vestígios dos primeiros tempos, além da própria localização.

O universo dos edifícios tombados pelo Iphan no Espírito Santo testemunha o processo de colonização do seu território, com o predomínio da arquitetura religiosa. Os jesuítas tiveram papel importante em todo o território brasileiro, sendo o padre José de Anchieta seu missionário mais ilustre. Ele fundou alguns dos núcleos mais antigos do Estado, destacando-se as atuais cidades de Anchieta, Guarapari e Viana.

Fonte: Iphan/Ministério da Cidadania

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