SÃO PAULO, São Paulo - “Que História da Arte queremos conhecer e que história do Ensino da Arte estamos construindo?”.

Esta é a questão que abre o "Congresso de Ensino/Aprendizagem das Artes na América Latina: Colonialismo e Questões de Gênero" idealizado pela educadora pioneira nos estudos de arte e educação no Brasil e criadora da proposta educativa de arte contra-hegemônica aos modelos trazidos da Europa, Ana Mae Barbosa, que acontece no Sesc Vila Mariana entre 23 e 25 de abril, terça, quarta e quinta-feira. As mesas de debates pretendem aprofundar a reflexão crítica sobre o os paradigmas deixados pelo colonialismo cultural nos âmbitos educacional e emocional aliado a questões de gênero, raça, classe social e códigos hegemônicos de cultura.

Na abertura, Ana Mae Barbosa e Salomon Azar (Uruguai) prestam homenagem ao recém-falecido arte-educador argentino Victor Kon, que muito lutou em prol do ensino da arte na América Latina. Ao todo serão dezenove convidados especialistas das áreas de educação e artes de países da América Latina, como, entre outros, o professor e autor cubano Ramon Cabrera; PhD em Arte/Educação no Instituto de Pesquisa Científica de Moscou e o uruguaio Luis Camnitzer, um dos principais artistas contemporâneos, pedagogo e autor de livros sobre arte e assuntos políticos, como identidade, linguagem, liberdade, debates éticos e tragédia histórica, além das argentinas Nora Merlin e Chiqui González, que fará uma conferência.

Ana Mae lança, no encerramento do Congresso, o livro de sua mais recente pesquisa; ‘Mulheres não devem ficar em Silêncio’ pela Editora Cortês, no qual destaca a trajetória de mulheres que influíram na história do ensino da arte no Brasil enquanto refaz o itinerário da história recente da arte/educação, jogando luz sobre a contribuição feminina, muitas vezes ocultada.

“Arte/Educação no Brasil é feminina, isto é, dominada por mulheres que têm de lutar contra duas desqualificações ao mesmo tempo: a desqualificação do trabalho da mulher e a desqualificação da Arte no sistema educacional. Por isso serão também discutidos os problemas que levam a ser necessária uma descolonização de gênero. ”, diz Ana Mae.

O processo de organização e referências preparatórias para os debates foram feitas de modo colaborativo por vários Arte/Educadores de diversos Estados do Brasil.

Confira a programação completa:
http://bit.ly/congressoensino

Organizadores
Ana Mae Barbosa é educadora, professora, pesquisadora e escritora. É pioneira nos estudos de arte e educação no Brasil. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (1960), mestrado em Art Education - Southern Connecticut State College (1974) e doutorado em Humanistic Education na Boston University (1978). Atualmente é professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (USP) e professora da Universidade Anhembi Morumbi. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Arte/Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino da arte e contextos metodológicos, história do ensino da arte e do desenho, ensino do design, administração de arte, interculturalidade, pedagogia visual, estudos de museus de arte, mediação cultural e estudos visuais.

Conselho Latino-americano de Educação pela Arte (CLEA)
Criado em 1984, durante o 25º Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Educação Através da Arte (InSEA), no Rio de Janeiro. As principais bases de atuação e metas do CLEA são criar um espaço de intercâmbio latino-americano de colaboração e ajuda mútua entre organizações de diferentes países membros do Conselho, buscando o resgate da identidade latino-americana; procurar linhas de ação que correspondam às raízes e desenvolvimento histórico da América Latina, no sentido de compreender criticamente a nossa realidade para transformá-la criativamente; orientar trabalhos e pesquisas de acordo com o reconhecimento da identidade cultural; educar para a democracia e a construção da cidadania, incentivando, por meio de múltiplas formas que a arte oferece, a diversidade e a liberdade de expressão, assim como a capacidade crítica; identificar culturalmente, divulgando a obra do patrimônio artístico e cultural, nacional e latino-americano, para promover a valorização do acervo e o sentimento de pertencimento; alfabetizar esteticamente, para desenvolver a capacidade de perceber o mundo que nos rodeia por uma perspectiva sensível, ou seja, para além das considerações puramente práticas e utilitárias.

Idealização e organização: Ana Mae Barbosa
Organização: Lucia Pimentel (CLEA)
Rejane Coutinho (UNESP)
Analice Dutra Pillar (UFRGS)
Rita Luciana Bredariolli (UNESP)
Daniella Zanellato (USP)
Sidiney Peterson (FAEB)

Serviço
Congresso de Ensino/Aprendizagem das Artes na América Latina: Colonialismo e questões de gênero
Data: 23 a 25 de abril
Local: Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas,141 - Vila Mariana)

Sesc Vila Mariana | Informações
Bilheteria: Terça a sexta-feira, das 9h às 21h30; sábado, das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30 (ingressos à venda em todas as unidades do Sesc).
Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30.
Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): Terça a sexta-feira, das 9h às 20h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.
Estacionamento: R$ 5,50 a primeira hora + R$ 2,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
R$ 12 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (outros). 111 vagas.
Rua Pelotas, 141, São Paulo - SP
Informações: 5080-3000
sescsp.org.br
Facebook, Twitter e Instagram

Fonte: divulgação por e-mail

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