PARANÁ, Curitiba - Inspirada pelo trabalho da artista britânica Margareth Mee (1909-1988), uma das expoentes da arte botânica no mundo e especialista em plantas da Amazônia brasileira, a também artista e desenhista Maria Celina Delespinasse Bini seguiu a trajetória de desenhar, da forma mais fiel possível, plantas nativas brasileiras.

Foto: divulgação

Formada em Desenho e História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) e especialista na Society Botanical Artists (SBA) de Londres, ela também ensina a técnica na Academia Andersen do Museu Casa Alfredo Andersen: o curso "Arte Botânica — Oficina em Lápis de Cor" é um dos 13 da grade do museu abertos ao público.

"As minhas aulas começam com o trabalho de aprender a mistura das cores primárias, secundárias e terciárias. Com isso temos uma base para utilizar o lápis de cor, pois é preciso uma certa quantidade de cores para criar as camadas necessárias", explica Celina. Círculo cromático, escolha dos papéis e principalmente técnicas de luz e sombra também fazem parte do conteúdo das aulas. A lente de aumento é outro objeto necessário para os alunos, para auxiliar na observação dos detalhes das imagens.

Os desenhos são feitos sempre baseados em plantas que a professora colhe da natureza, com o intuito de mostrar as espécies nativas do Brasil, como orquídeas, bromélias, manacá da serra, entre outras. "Nós começamos as aulas com desenhos de pequenas folhas, para que o aluno consiga aprender bem a técnica de luz e sombra, que é o que dá o volume da planta", esclarece. Outra vantagem das plantas naturais, e não da fotografia, segundo Celina, é que o aprendiz consegue captar melhor a tridimensionalidade na ilustração.

A professora salienta que o trabalho é minucioso (por isso, quem tem conhecimento prévio em desenho costuma se dar melhor nas aulas, mas não é necessário ter essa experiência para fazer o curso). "Na natureza, tudo tem a sua beleza e proporções. Precisamos representar bem a realidade e chegar o mais próximo possível do que a planta é", diz.

Desenho científico
Arte que serviu de complemento narrativo a manuscritos, o desenho botânico, frisa Celina, não é "apenas para ser bonito", mas também um elemento importante para embasar e contextualizar pesquisas acadêmicas e médicas relacionadas à biologia (ela mesma já realizou ilustrações para livros acadêmicos). No Paraná, Celina é uma das integrantes e fundadoras do Centro de Ilustração Botânica do Paraná (CIBP), criado no começo dos anos 2000 para contribuir com o registro da flora brasileira e dar continuidade à obra de Margareth Mee.

O curso "Arte Botânica — Oficina em Lápis de Cor" acontece às segundas-feiras, das 9h às 11h45.


Foto: divulgação

Serviço
Oficina Arte Botânica
Academia Andersen
Segundas-feiras, das 9h às 11h45.
Investimento: R$ 100 mensais.
Novas turmas: inscrições a partir de julho de 2019.
Informações: (41) 3222-8262.

Museu Casa Alfredo Andersen
Rua Mateus Leme, 336. Centro. Curitiba/PR

Fonte: Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (SECC)

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