BAHIA, Salvador - A Capela do Solar do Unhão receberá no próximo dia 12, às 19h, a exposição fotográfica 'Olhares sobre a Bahia', que reúne quatro diferentes perspectivas artísticas sobre o estado.


Foto: Akira Cravo

A proposta idealizada por Tereza Lino, diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia, convida Pico Garcez, Akira Cravo, Renan Benedito e Vinícius Sapucaia a expor suas diferentes visões e experiências no mesmo espaço.

O Museu de Arte Moderna da Bahia é vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura, autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). Possui importante acervo de obras e de documentação sobre momentos da cultura baiana e brasileira. Está instalado no Solar do Unhão, um sítio histórico tombado e banhado pela Baía de Todos os Santos. As relações deste sítio com a comunidade, com a cidade e seus contextos históricos, urbanísticos, sociais, políticos e econômicos, influenciaram diretamente o projeto da italiana Lina Bo Bardi para implantação do MAM, resultando em uma proposta de abertura ampla do espaço, marcada pela expressão artística como instrumento crítico para compreensão do mundo.

Sobre os artistas
Pico Garcez (1963, São Paulo, Brasil) – Apaixonado por fotografia, iconografia e pintura desde a infância, pratica a intuição e a liberdade do olhar, buscando desafios estéticos ligados à observação da imagem em temas como solidão, reflexos do vazio e comportamento. Sua experiência inclui fotografia, direção de filmes e videomapping. Foi homenageado quatro vezes pelo The Art Of intuitive Photography em Nova York e pela Fundação Circle For The Arts. Suas fotografias estão em coleções permanentes como as do Museu de Arte do Rio (MAR) e Museu de Fotografia de Fortaleza, entre outras coleções particulares brasileiras e internacionais. É representado por galerias em Nova York, Paris, São Paulo e Salvador.

Akira Cravo (1991, Salvador, Bahia) – Estimulado desde criança pelo universo criativo da família, pinta, cria objetos e manuseia o barro. Em 2008, com dezesseis anos, começa a interessar-se por fotografia. Com a primeira máquina fotográfica, inicialmente utilizando-se da função macro, faz fotografias da natureza e abstratas, entusiasmado e contando com o apoio do pai, Mario Cravo Neto, que sempre o motivava. Em 2009, após o sofrimento e o difícil período da perda prematura do pai, surge a busca de um objetivo, uma razão maior que dê continuidade à própria vida – a fotografia. Intuitivamente foca o olhar na interação do homem com a natureza e encontra nas ruas da Bahia e no seu povo a motivação para seu trabalho. Com interesse diversificado, passa a estudar e trabalhar com escultura em argila, no atelier da ceramista Dalva Bonfim, e, frequenta o Espaço Cravo com o intuito de enriquecer seu conhecimento técnico, tendo o avô, o escultor Mario Cravo Junior, como mestre. Após 2012, volta-se para o trabalho em fotografia de arte e resolve interagir com os locais mais populares e ativos da cidade, como a feira de São Joaquim e festas de largo da cidade de Salvador. Em 2013 passa a trabalhar com os fotógrafos Araquem Alcântara e J.R. Duran em São Paulo. Em 2014, retorna a sua cidade natal dando continuidade ao processo criativo do povo baiano desde então.

Renan Benedito (1997, Salvador, Bahia) – Sonhava em ser jogador de futebol, mas acabou mergulhando nas águas profundas da fotografia. Autodidata, apaixonado por contar histórias e exalar sentimentos por meios das fotos que faz, explora os seus registros para que revelem o que traz dentro de si.
Começou fotografando eventos sociais e, há um ano, despertou o olhar para a beleza e as pérolas que a Cidade Baixa traz consigo, com atenção especial para os bairros da Ribeira e Santa Luzia do Lobato, onde mora desde que nasceu. Percebeu que nas mais espontâneas situações conseguia transmitir os sentimentos das pessoas da sua comunidade: a partir daí as fotografias deixaram de ser apenas registros para se tornarem um livro onde histórias são contadas, lidas e conhecidas por outras pessoas.

Vinicius Sapucaia (2003, Salvador, Bahia) – O convívio com a fotógrafa baiana Juh Almeida despertou seu interessou por fotografia e, inspirado pelo ato fotográfico, começou a se dedicar ao seu estudo. Morador da Comunidade Solar do Unhão, fotografa o cotidiano do lugar onde vive, o entorno e as pessoas que encontra no decorrer de seu caminho.

Fonte: Secult BA

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