RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - O Oi Futuro abriu para visitação, nesta terça-feira, 1º de outubro, ocupação artítica do FESTIVAL MULTIPLICIDADE, que completa 15 anos de existência.

Para celebrar a data, esta edição foi intitulada BRASIS e será realizada em 15 atos, com uma programação pela primeira vez 100% nacional. Idealizado pelo artista Batman Zavareze, o evento que une imagem e música através da tecnologia começou no dia 27 de setembro no Circo Voador, com show do grupo BaianaSystem. Até 06 de outubro, ocupa o Centro Cultural Oi Futuro, no Flamengo, com exposições, performances e instalações. (Veja sinopses e programação dia a dia no serviço deste documento).

"Este é um ano que fecha uma trilogia importante em torno das escutas e barulhos que nos guiaram em 2017 e do ato de resistir e existir em busca de novas saídas, tema do ano seguinte. Agora, mais importante que nunca, estamos olhando para dentro, com uma programação 100% brasileira, com muitos artistas e temas que pouco frequentaram o festival. Este é um ano para olhar para os muitos BRASIS que estão sendo excluídos da cena artística", afirma Zavareze.

A banda BaianaSystem também criou uma experiência expositiva e realiza uma instalação artística com suas referências visuais e de som, além de reflexões inéditas. A obra ficará exposta no Centro Cultural Oi Futuro e mostrará os processos particulares de criação do grupo, algo que jamais foi compartilhado com o público.

"Desde que nasceu com o Oi Futuro, no agora distante maio de 2005, o festival Multiplicidade cresceu muito, ajudando, ano após ano, a embaralhar as fronteiras entre as linguagens artísticas no Brasil e acompanhando, bem de perto, as transformações da cena contemporânea mundial. Criar novas possibilidades. Inovar nos encontros. Reinventar formatos. Buscar o inimaginável. São quinze edições conjugando 'multiverbos'. Não faltarão fôlego e criatividade para chegar a muitas outras", diz Roberto Guimarães, gerente executivo de Cultura do Oi Futuro.

A ocupação artística também terá o lançamento do livro "MULTIPLICIDADE>BARULHO/RESISTÊNCIA" com performance, instalação, leituras e doação dos 11 livros já publicados pelo festival em sua trajetória. Logo na entrada do Centro Cultural o público se depara com a obra Johann Moritz Rugendas Remix, uma instalação audiovisual criada a partir da obra do naturalista alemão J. M. Rugendas durante sua viagem ao Brasil, em 1836. Através de um olhar de cabeça para baixo, neste momento delicado que vivemos nas liberdades artístico-culturais, o trabalho representa o "DNA" das investigações conceituais deste ano e faz referência às realizações voltadas para nossas origens, em busca de novas perspectivas. A carnavalesca Rosa Magalhães, ícone pioneiro da história do samba, teatro, ópera e televisão, que este ano celebra 50 anos de carreira, em parceria com Marlus Araújo, apresenta Côncavo e Convexo, uma instalação multimídia utilizando técnicas de filmagem e projeção de duomos, também conhecidas de "littleplanet". Entre artistas e atividades confirmadas, estão uma projeção da série Donos do Brasil, de Thiago TeGui, com origem no grafite e na arte de rua, que busca mostrar a resistência dos povos indígenas. O poeta, músico e artista plástico Cabelo apresenta a performance Luz com Trevas, com participação de Nado Leal e a turma do Passinho. O artista plástico Raul Mourão integra o line-up do festival com a obra The New Brazilian Flag, uma bandeira do Brasil na qual o círculo azul, onde habitualmente vemos estrelas e a frase "Ordem e progresso", é substituído por um recorte vazado. O Festival Multiplicidade também promove uma aula-intervenção chamada Brasis, sobre história do Brasil e atualidades. Pelo teatro do Oi Futuro, passarão obras como Incorporais, instalação audiovisual a partir de uma experiência fotográfica de Daniela Dacorso com participação do músico Léo Leobons, filho de ogã de Xangô e pesquisador de ritmos afro-brasileiros do candomblé; T: partitura #1 por uma microrevolução, uma performance da atriz Denise Milfont, composta por fragmentos extraídos do livro homônimo de Paul B. Preciado; Ambiente, um sarau poético do DJ, diretor e ator Rodrigo Penna convidando Felipe Storino, com palavras, poemas, diálogos e música ao vivo; além de Fala que eu te escuto, uma vídeoinstalação criada pelos artistas João Oliveira e Fred Alves. Completam a escalação do Multiplicidade 2019, performances dos coletivos Digitaldubs, que apresenta Estudando o Dub, uma performance sonora sobre a história do sound system, Poetas do Vagão e Slam das Minas.

MULTIPLICIDADE 2019 – BRASIS 15 ANOS | 15 ATOS
ATO_01 – BAIANASYSTEM [SHOW E INSTALAÇÃO PIB/ PRODUTO INTERNO BRUTO]
ATO_02 – JOHANN MORITZ RUGENDAS REMIX
ATO_03 - DONOS DO BRASIL - THIAGO TEGUI
ATO_04 - LIVROS - PEGUE, LEIA, DOE /LANÇAMENTO DO LIVRO MULTIPLICIDADE 2017|2018 /
ATO_05 – FALA QUE EU TE ESCUTO - JOAO OLIVEIRA E FRED ALVES
ATO_06 – THE NEW BRAZILIAN FLAG - RAUL MOURÃO
ATO_07 – AMBIENTE - RODRIGO PENNA CONVIDA FELIPE STORINO
ATO_08 - CÔNCAVO E CONVEXO - ROSA MAGALHÃES [EM COLABORAÇÃO COM MARLUS ARAÚJO]
ATO_09 - ATO_14 – BRASIS (AULA-INTERVENÇÃO)
ATO_10 - INCORPORAIS - DANIELA DACORSO (part. Léo Leobons)
ATO_11 – T: PARTITURA #1 POR UMA MICROREVOLUÇÃO - DENISE MILFONT
ATO_12 – LUZ COM TREVAS - CABELO
ATO_13 – POETAS DO VAGÃO
ATO_14 – SLAM DAS MINAS
ATO_15 – ESTUDANDO O DUB - DIGITALDUBS

Serviço
Até 06.10 - Ocupação Multiplicidade no Centro Cultural Oi Futuro
15 ANOS 15 ATOS
Centro Cultural Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63- Flamengo, Rio de Janeiro, RJ)
De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca
Classificação: Livre/ algumas performances no teatro serão para maiores de 18 anos.

Fonte: divulgação por e-mail

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