MINAS GERAIS, Belo Horizonte - Mostra promoverá, a partir de terça-feira, um passeio interativo pelos saberes de cinco povos.


Casa de Cultura do povo Xakriabá (Edgar Kanykã Xakriabá)

A palavra cantada encontra os ouvidos do visitante que adentra o segundo andar do Espaço do Conhecimento UFMG. Os sons se revezam, partindo de lados diferentes do salão. São as vozes de alguns povos indígenas do Brasil que, no museu, revelam suas formas de estar em seus mundos. O cantar é um aspecto que conecta comunidades diferentes e ricas em suas particularidades.

Esse cenário poderá ser apreciado, a partir de 3 de dezembro, pelos visitantes da exposição Mundos indígenas. Nela, esses cantos se associarão a artefatos, gravuras, vídeos e imagens em um passeio interativo pelos saberes dos povos Maxakali, Pataxoop, Yanomami, Ye'kwana e Xakriabá. Sem trajeto predefinido e repleta de estímulos sensoriais, a visita é um convite ao entendimento e ao respeito às populações que selecionaram conceitos para mostrarem seus mundos. Trata-se de uma experiência inédita no museu: a curadoria indígena.

A exposição, que ficará em cartaz até julho de 2020, foi concebida e produzida de forma colaborativa com base em proposta conceitual elaborada pela professora Deborah Lima, do Departamento de Antropologia e Arqueologia da Fafich. Segundo ela, a mostra pretende promover o entendimento de outras formas de realidade e de se viver no mundo. “Esperamos que haja uma maior aproximação, encantamento e – por que não? – amor aos povos indígenas. Esse modo de entender o mundo indígena, direto, sem mediação, sem tradução, sem teoria, tenderá a promover um favorecimento da convivência entre indígenas e não indígenas”, explica ela, em matéria publicada na edição 2.082 do Boletim UFMG, que circula nesta semana.

Fonte: UFMG

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