RIO GRANDE DO SUL, Porto Alegre - No próximo sábado (23), a Fundação Iberê dá continuidade a série de lives sobre a nova exposição “O Fio de Ariadne”.


Tapeçaria,. Exposição “O Fio de Ariadne” (Foto: divulgação)

Denise Mattar conversa com a curadora da 12ª Bienal do Mercosul, Andrea Giunta, sobre o diálogo entre as duas mostras, o trabalho de pesquisa e presença das mulheres na arte. A transmissão ocorre às 11h, pelo Instagram da Fundação.

“O Fio de Ariadne” reunirá 37 cerâmicas, sete tapeçarias de grandes dimensões, cartões pintados por Iberê, e gravuras. A mostra será complementada por uma cronologia ilustrada, reunindo fotos e depoimentos de algumas das mulheres que marcaram presença na vida de Iberê. Entre elas, a esposa Maria Coussirat Camargo, a artista Djanira, as ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck, as artistas Regina Silveira e Maria Tomaselli, a tapeceira Maria Angela Magalhães, a gravadora Anna Letycia, a escritora Clarice Lispector, as gravadoras Anico Herskovits e Marta Loguercio, a galerista Tina Zappoli, a produtora cultural Evelyn Ioschpe, a cantora Adriana Calcanhotto e a atriz Fernanda Montenegro.

No texto para o catálogo da exposição, Giunta escreve: “Expressões ligadas ao artesanato, ao fazer feminino, ocupavam lugares de destaque na obra de renomados artistas internacionais (não apenas Picasso, também Leger ou Miró, entre muitos outros, cujas obras por eles pintadas foram tecidas). Nas obras que as mulheres bordaram para Iberê Camargo, é preservada a textura do fazer coletivo. Embora não saibamos seus nomes, nessas tapeçarias está envolvido o tempo em que elas estiveram bordando essas peças com as suas mãos. Nessas tapeçarias, entramos em contato com os afetos de uma ação comum que constitui um momento essencial em todo o processo de transformação. As séries cerâmicas e têxteis de Iberê Camargo contribuíram para a transformação das hierarquias entre as linguagens da arte. Essa abertura foi central para o processo que hoje permite usos inesperados e deslumbrantes da cerâmica e do tecido”.


Andrea Giunta (Foto: Bienal do Mercosul)

Andrea Giunta é professora da Universidade de Buenos Aires, onde obteve seu doutorado e é pesquisadora principal do CONICET, Argentina. Curadora e autora de diversos livros sobre Arte Latino-Americana e Internacional. Professora convidada na Duke University e na Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales em Paris, assim como professora visitante na Columbia University em 2017.

A Fundação Iberê tem o patrocínio de Itaú, Grupo GPS, Renner Herrmann S/A e Lojas Renner, OleoPlan, Banco Safra, e apoio de Ventos do Sul, BTG Pactual, Grendene, Unifertil, Nardoni Nasi, DLL Group, Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Tecnopuc e Plaza São Rafael, com realização e financiamento da Secretaria Especial da Cultura - Ministério da Cidadania / Governo Federal. O Programa Educativo/ Iberê nas Escolas tem o patrocínio de CMPC – Celulose Riograndense e Dufrio, com realização e financiamento da Secretaria Estadual de Cultura/ Pró-Cultura RS, Secretaria da Educação – Prefeitura de Porto Alegre, Secretaria de Educação – Prefeitura de Guaíba e Viação Ouro e Prata.

Fonte: Fundação Iberê

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