RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Nesta segunda-feira (8), às 19h, quem estiver passeando pela Casa Brasil poderá conferir a exibição do filme Besouro, sobre o maior capoeirista de todos os tempos.

cartaz do filme 'Besouro'O filme de aventura, paixão, misticismo e coragem abre a programação desta semana da mostra da Fundação Cultural Palmares - instituição vinculada ao Ministério da Cultura -, no espaço que é a cara do Brasil no Rio de Janeiro.

Quatro obras apresentarão a brasileiros e turistas uma mostra de como a história, o cotidiano, as manifestações culturais e os herois negros do Brasil são refletidos pelo olhar da sétima arte. Os filmes serão exibidos no Auditório da Casa Brasil, que tem espaço para 200 expectadores por sessão. Os ingressos serão distribuídos antes da exibição, por ordem de chegada.

O filme Besouro, do diretor João Daniel Tikhomiroff, conta a história de um capoeirista que enfrenta preconceito e opressão no Recôncavo Baiano dos anos 1920. O nome do filme, Besouro, remete à identificação do capoeirista com o inseto, que desafia as leis da física por voar. O cenário ainda ganha destaque ao contar uma história imortalizada por gerações. O filme marca a estreia de Tikhominoff - um dos diretores de comerciais mais premiados do mundo - na direção de longa metragens e conta com o roteiros de Patrícia Andrade (a mesma roteirista de 2  Filhos de Francisco - o maior sucesso do cinema nacional em 2005).

O documentário Canta um Ponto será exibido na terça-feira (9) e apresentará um relato poético do tempo do cativeiro do negro escravizado aos dias de hoje. A partir dos cantos entoados na forma de pontos de jongo, o filme mostra os ecos do tempo deste período em Pinheiral, município do interior do Rio de Janeiro.

Pelo jongo, se evoca a resistência, a alegria e a espiritualidade. A memória dos tempos de escravidão no Brasil é apresentada em linguagens típicas dos pontos de jongo, verso cifrado, metafórico e mágico pelos mestres jongueiros, fazendo emergir uma nova forma de se contar e de se fazer história. Canta um Ponto foi produzido por Julia Botafogo, Luciano Dayrell, Tais Lobo e João Paulo Silveira (Jongo de Pinheiral) e contou com a equipe técnica formada por jovens jongueiros da região.

Ainda compõem a programação da mostra os filmes Branco Sai Preto Fica e Axé do Acarajé. Registrado como bem imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o ofício das baianas de acarajé é tema do documentário de Pola Ribeiro, Axé do Acarajé.

Inscrito no Livro dos Saberes em 2005, é uma prática tradicional de produção e venda, em tabuleiro, das chamadas comidas de baiana, feitas com azeite de dendê e ligadas ao culto dos orixás, amplamente disseminadas na cidade de Salvador, Bahia. O documentário mostra as diversas tradições do famoso bolinho de feijão frito, tanto na sua produção, quanto na venda nos tabuleiros das baianas.

Já o diretor Ardiley Queirós dá o tom político a partir de uma história trágica em Branco Sai Preto Fica. Dois homens negros, moradores da maior periferia de Brasília, ficam feridos em uma ação policial. Tiros e correria marcam a invasão de policiais em um baile black, conta o filme em uma história ficcional fantasiosa que traz a narrativa documental desses homens, que vivem à margem da sociedade, assolados pelo preconceito de raça.

Fonte: MinC

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