RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - A Mostra Rio de Esculturas Monumentais, retorna com sua segunda edição na Praça Paris, no bairro da Glória, no período de 14 de agosto a 2 de outubro de 2016, com a participação de 17 artistas do Rio de Janeiro e outros estados.

A iniciativa dá seguimento a sua primeira edição, realizada na Praça Paris em 2014, que levou mais de 60.000 visitantes ao local.

Com curadoria e organização do produtor de artes visuais Paulo Branquinho, esta nova edição  apresenta esculturas inéditas em diferentes estilos e materiais,  trazendo para a cidade artistas de diferentes regiões do País, promovendo um saudavél intercambio cultural que agrega artistas e apreciadores de arte.

A Mostra, que vem dispertando grande curiosidade ainda em sua fase de montagem, levando para a Praça Paris um grande número de visitantes além do habitual, terá sua inauguração oficial com todas as obras instaladas no proximo dia 13 de agosto e apresentará trabalhos dos artistas Alex Moreira (BA), Aline Matheus (RJ), Ângelo Milani (SP),  Claudio Aun (RJ), Cenildo Silva (BA), Edgar Duvivier (RJ), Felippe Morais (RJ), Fernanda Lago (RJ), Leandro Gabriel (MG), Marçal Athayde (MA), Marcelo Caldas (RJ), Marcelo Lago (RJ), Pedro Paulo Domingues (RJ),Osvaldo Gaia (PA) , Renata Richard (RJ),  Roberto Chagas (RS), Robson Macedo (RJ).

Entre as obras, algumas despertam grande curiosidade e interação com os visitantes, entre elas a “Carranca Queimada”, do artista de Juazeiro da Bahia Alex Moreira. A escultura é uma grande carranca de carvão de três metros e meio de altura.  “A  Carranca Queimada surge como um novo guardião das águas do velho Chico. Ela vem não mais para espantar as lendas ribeirinhas, mas, para afugentar a ingratidão, a inércia, a não preservação,a poluição, o assoreamento, e o descaso para com o rio Opará – assim chamado pelos indígenas”, conta Alex Moreira.

Do artista Angelo Milani, de São Paulo, a instalação “Naveganças”, vem atraindo grande atenção de adultos e crianças. A obra é inteiramente interativa onde os visitantes podem entrar no interior da mesma, confeccionada com refugos domésticos e industriais, com 36 m² de base e 5m de altura, conta também com trechos de 400 poesias plotadas em espelhos automotivos, dos poetas Ferreira Gullar, Manoel de Barros, Manuel Bandeira, Cora Coralina, entre outros.

Felippe Morais traz a escultura “Escala Humana”, onde o visitante se depara com uma obra monumental, mas quase invisível, só a percebendo quando esta praticamente passando sobre ela. A escultura é uma grande circunferência de 12 metros de diâmetro em ferro de apenas 2 centímetros de espessura instalada em área de caminhada do visitante, que se obriga a passar sobre ela.

Surgindo como uma colaboração ao grupo de artistas, Paulo Branquinho também dá a sua contribuição e traz a instalação Fênix, criada com a sucata de um avião Bandeirantes. O avião, já como sucata foi alugado para ser usado em um filme, sendo totalmente incendiado, guardando as marcas do valente percurso.  Para Branquinho a obra Fênix, como sugere o nome mostra que podemos ressurgir das cinzas, levantar vôos e seguir, acreditando que sonhos podem ser realizados. Fênix vem sendo pilotada por crianças de um a oitenta e oito anos, que fazem filas e poses para as muitas fotografias, sentadas nas cadeiras do piloto e copiloto do avião.

Esta realização conta com as parcerias da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Furnas Centrais Elétricas, Grupo Libra, Escola Parque, Copa Engenharia, Pereira Maquinas e Ferragens, Sub Prefeitura da Zona Sul, Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Gerência de Monumentos e Chafarizes), Secretaria de Ordem Pública e Fundação Parques e Jardins, como patrocinadores ou apoiadores da Mostra.

Fonte: Jornal do Brasil

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