PARANÁ, Curitiba - A Secretaria de Estado da Cultura do Paraná lamenta a morte do maestro Waltel Branco.

Divulgação/SEEC (Foto: Kraw Penas)

Paranaense, nascido em Paranaguá, em 1929, é considerado ícone da música brasileira. Em 2017, a Secretaria da Cultura prestou homenagem ao compositor, com um concerto da orquestra Sinfônica, durante o Mês da Consciência Negra.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Waltel, que tinha 89 anos, faleceu no dia 28 de novembro, apesar da divulgação da sua morte ter sido feita apenas hoje, duas semanas após o ocorrido. O compositor faleceu e foi sepultado no Rio de Janeiro, cidade onde morava há um ano e meio. A causa da morte não foi divulgada.

O músico, que ganhou o mundo nas décadas de 1940 e 1950, marcou também a história do jazz. É considerado um dos precursores do jazz fusion. Nos Estados Unidos integrou trio de jazz com Nat King Cole, além de produzir discos para Fred Cole (irmão de Nat) e Natalie Cole (filha). Integrou a equipe do maestro Henry Mancini, responsável por várias trilhas sonoras e composições, entre as quais a famosa Pantera Cor-de-Rosa. Ainda nos Estados Unidos trabalhou e gravou com Franco Rosolino, Charles Mariano, Sam Noto, Dizzy Gillespie, Mel Lewis e Max Bennet.

No Brasil, Waltel teve importância fundamental na formatação da Bossa Nova. Gravou discos com Baden Powell e também com João Gilberto, sendo o arranjo da canção “Chega de Saudade”, uma parceria entre eles. Em 1965, Waltel tornou-se diretor responsável por trilhas sonoras de novelas e especiais da Rede Globo. Como arranjador, criou arranjos para João Gilberto, Dorival Caymmi, Alceu Valçença, Ney Matogrosso, Tim Maia. É atribuída a ele também, a participação em mais de mil discos de artistas como Tom Jobim, Astor Piazolla, Quincy Jones, Roberto Carlos, Djavan, entre tantos outros.

Fonte: SEEC

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