BAHIA, Salvador - “Colecionadores e Colecionismo de Arte Popular na Bahia” é o tema da próxima live promovida pela equipe do Centro Cultural Solar Ferrão.

A live acontece na terça-feira, 30/06, às 17h, no Instagram @museusdabahia. Rejane Paz (museóloga do Centro Cultural Solar Ferrão) vai conduzir o encontro com Jancileide Santos (professora do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da UFOB) que vai falar sobre a experiência do colecionismo de Arte Popular na Bahia destacando o papel de Martins Gonçalves no processo de valorização e salvaguarda da arte e cultura popular baiana. Será discutido, também, a formação da Coleção de Arte Popular do Centro Cultural Solar Ferrão.

A Coleção de Arte Popular detém peças representativas da Cultura Popular do Nordeste, coletadas entre as décadas de 50 e 60 do século XX. A coleção foi iniciada pelo cenógrafo e diretor de teatro Martim Gonçalves (1919-1973) com o propósito de subsidiar e ilustrar estudos e práticas na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, depois sendo ampliada pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992). A exposição registra a importância das expressões populares para a compreensão da nossa identidade cultural, e busca disseminar aspectos marcantes da arte nordestina e do contexto socioeconômico em que foi produzida. Dentre as peças utilitárias e figurativas que compõem a Coleção de Arte Popular, encontram-se carrancas, ex-votos, imaginária, esculturas em cerâmica, panelas, potes de barro, brinquedos, utensílios domésticos e objetos criados a partir de materiais recicláveis, que mostram uma sintonia entre a arte e a vida cotidiana.

O Solar Ferrão
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o casarão construído entre o fim do século XVII e início do XVIII possui seis andares e abriga a Galeria Solar Ferrão, o Museu Abelardo Rodrigues e quatro coleções: a coleção de Arte Popular (ampliada pela arquiteta Lina Bo Bardi) que reúne peças representativas da cultura popular do Nordeste coletadas entre as décadas de 50 e 60; a Coleção de Arte Africana Claudio Masella, que mostra a riqueza estética e a diversidade da produção cultural africana do século XX; a Coleção de Instrumentos Musicais Walter Smetak, suíço que marcou a história da música brasileira, influenciando movimentos como a Tropicália; e a Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi (com Centro de Referência para pesquisas). O Solar Ferrão integra os espaços administrados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Fonte: Secult BA

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