Cátia Rodrigues Barbosa [1] 
Renata Maria Abrantes Baracho [2] 

A Museologia para o desenvolvimento sustentável implica em considerar que toda relação do homem com a natureza, do homem com o seu ambiente envolve um aprendizado, habilidades, atitudes e valores necessários para um presente-futuro sustentável.

O museu por meio de suas exposições, suas ações culturais e educativas possibilita a conscientização e sensibilização do público sobre as implicações e necessidades de preservação do patrimônio, sobretudo o patrimônio da biodiversidade, o patrimônio científico e tecnológico que são patrimônios culturais, na sua essência.

A gerência dos recursos da nossa biodiversidade de forma inteligente é prioridade na agenda do desenvolvimento sustentável, no sentido de garantir a melhoria da qualidade da vida humana e do planeta. O que implica em um equilíbrio do crescimento econômico com a preservação do meio ambiente. Eis o significado de uma sociedade sustentável, uma sociedade que busca um equilíbrio entre produção, consumo e crescimento.

Nesse sentido, a gestão da informação e do conhecimento torna-se cada vez mais relevante. Ao considerarmos a nossa sociedade como a sociedade da informação, em que as tomadas de decisões são realizadas baseadas na organização, no tratamento e disseminação da informação e na geração de conhecimentos não devemos dissociar uma sociedade sustentável de uma eficiente gestão da informação e do conhecimento nessa sociedade, em nível global, mundial.

Cabe ressaltar que a UNESCO é uma agência do sistema das Organizações das Nações Unidas que desempenha papel primordial na promoção da Década Internacional da Educação para o desenvolvimento sustentável no Brasil. Cada vez mais, os museus por meio de suas ações culturais e educativas estão envolvidos com as ações da UNESCO na promoção da Década Internacional da Educação para o desenvolvimento sustentável no Brasil.

Em que medida os museus podem contribuir para uma sociedade sustentável? Refletir essa questão, no sentido de buscar um significado direciona a possíveis aprendizagens nos museus de diversas tipologias que possam trabalhar com os temas mudança climática, biodiversidade, consumo sustentável, empreendedorismo, turismo, saúde, direitos humanos.

Os museus, por meio dos seus educadores ou por meio de suas exposições também podem motivar o seu público a mudar comportamento e valorizar o desenvolvimento sustentável. Eles promovem competências como pensamento crítico, quando criam estruturas para que o público participe e assim se torne agente-ator das ações educativas e culturais.


[1] Cátia Rodrigues Barbosa - PPGCI-UFMG. Membro do ICOM (CECA-CIMUSET). Pós- Doutorado em Museologia pela UQÀM. Doutora em Museologia pelo MNHN/Paris. Mestre em Educação- UFMG. Coordenadora do Grupo de pesquisa MUSAETEC (UFMG). Profa. adjunta da Escola de Ciência da Informação - UFMG.

[2] Renata Maria Abrantes Baracho - Presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação ( ANCIB). Membro do ICOM. Doutora em Ciência da Informação ECI/UFMG. Mestre em Ciência da Computação. Arquiteta - Bacharel em Ciência da Computação. Profa. adjunta da Escola de Ciência da Informação - UF.


Referências Bibliográficas

  • BARACHO, R. M. A. ; BARBOSA, Cátia Rodrigues . O objeto museal em diferentes contextos e mídias. Em Questão (UFRGS. Impresso), v. 17, p. 197-210, 2011.
  • KASTRUP, V. A invenção de si e do mundo. Belo Horizonte, Autêntica, 2007.
  • http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/natural-sciences/environment/ consulta realizada no dia 16 de maio.

 

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