Ana Virginia Pinheiro [1]

Que nunca o livro fique longe de tua mão e de teus olhos
(Nunquam de manu et oculis tuis recedat liber)
(São Jerônimo)

Nada há no intelecto que não tenha estado antes nos sentidos
(Nihil est in intellectu quod non fuerit prius in sensu)
(Santo Tomás)

Desde sempre, o livro é um atributo de superioridade intelectual e, muito notadamente, social - é o "símbolo de todos os poderes" (Chartier; Roche, 1995, p. 106) e tem cumprido, de maneira paradigmática, a essência desse símbolo (Pacheco, 1998, p. 17). A exegese de seu significado leva à consideração de seu conteúdo e de sua forma - o interior e o exterior, o alegórico e o superficial, o espírito e o corpo, no âmbito de duas ciências fundamentais, respectivamente: a Bibliografia e a Bibliologia.

Enquanto a Bibliografia releva a informação como objeto de estudo, onde o livro é a fonte de informação, a Bibliologia releva o livro como a própria informação (cf. Houaiss, 1983).

Com a consideração do livro em função da informação explícita, a ser lida e examinada a partir do sentido crítico de seu conteúdo, o leitor encontra na Bibliografia os recursos para buscar, recuperar, questionar, selecionar e usar a informação registrada, validando o caráter fidedigno do livro em sua intelectualidade. Se o livro fosse um ser humano, a Bibliografia seria a ciência do espírito, expressa na informação lida, que pode ser boa ou não, dependendo do talento do leitor para ver, isto é, através do olhar agudo, traduzir e interpretar o sentido da mensagem dada, finita ou infinita, em determinada circunstância.

Não há no mundo livros que se devam ler, mas somente livros que uma pessoa deve ler em certo momento, em certo lugar, dentro de certas circunstâncias e num certo período de sua vida.
(Lin Yutang apud Rónai, 1985, p. 573)

Essa abordagem do livro, como a síntese de um conhecimento registrado, capaz de se transformar em outro conhecimento, através de um continuado e silencioso oferecimento-apreensão, é ratificada por teorias, que atribuem ao livro uma força intelectual que enuncia, traduz e forma pensamentos (Otlet, 1939), porque "[...] quem vê conhece perfeitamente" (Plauto apud Tosi, 1996, p. 149).

Com a consideração do livro como uma obra resultante da intervenção de vários artistas e artífices, a ser examinada e descrita a partir do sentido transmitido pela imagem, o leitor encontra na Bibliologia os elementos necessários para tocar o livro em sua materialidade, segundo a realidade de cada época. Se o livro fosse um ser humano, a Bibliologia seria a ciência do corpo, expressa nos suportes e nas composições de imagem e texto utilizados para o registro da informação; o "corpo" é o espaço preenchido e o espaço vazio, que se manifestam quando o suporte é "seguro ou alcançado pela mão" (Chevalier; Gheerbrant1998, p. 589, grifo nosso), pelo toque do leitor.

Meu camarada, este não é um livro
Quem toca nele, toca num homem.
(Whitman apud Rónai, 1985, p. 571).

Essa abordagem do livro, "como um corpus de traços físicos é, de alguma maneira, uma arqueologia" (Chartier; Roche,1995, p. 110), de tal modo materialística que, em alguns casos, "o texto é só um pretexto" ( Martínez de Sousa, 1992, p. 130). A materialidade do livro não é tão evidente quanto possa parecer; ao contrário, é outra informação, secreta, implícita, oblíqua, carente de decifração, pela falta de registro dos modos de sua produção (a arte da tipografia manteve o seu segredo), e sujeita a múltiplas interpretações.

Tanto na Bibliografia quanto na Bibliologia, o valor do livro está associado à experiência quase esotérica, proporcionada pelo ver (intelectual) e pelo tocar (física): a seiva e o sangue, a substância (sucum ac sanguinem) e a aparência (colorem et speciem) são os elementos essenciais (Cícero apud Tosi, 1996, p. 331).

A experiência "intelectual", através do ver, faz com que o leitor alcance aquele estágio, a que Aristóteles chamou intelecto agente ou virtus activa do intelecto, em que é capaz de desmaterializar as formas imersas na matéria para fazê-las inteligíveis, a partir dos dados da sensibilidade individual (Tosi, 1996, p. 161; Arqués, 1998, p. 74).

A experiência "física", que o livro raro oferece no tocar, ratifica a idéia de que é "[...] conveniente para folhear, confortável de se aconchegar com ele, fantástico de se guardar [...]. Seu design faz dele um deleite para os olhos. Sua forma faz com que seja um prazer tê-lo em mãos" (Darnton, 1999) - aquela mesma forma, desde o manuscrito, aperfeiçoada pelos artífices do livro, a partir do século XV.

Os séculos XV e XVI viram o nascimento e o florescimento da imprensa tipográfica. O livro era considerado um objeto de arte, negociável a bom preço, por sua beleza e pela correção com que fora impresso. Desse modo, o impressor adquiria notoriedade e assumia importância maior que a do próprio autor. Os livros, produzidos nessas condições, careciam de identificação de origem - o que se resolveu com o uso da marca de impressor ou marca tipográfica (Figura 1).

Marca de Pierre Bellère, III, impressor e livreiro, em Anvers, de 1646 a c. 1665, e Mestre da Guilda de São Lucas, a partir de 1643.Marca de Pierre Bellère, III, impressor e livreiro, em Anvers, de 1646 a c. 1665, e Mestre da Guilda de São Lucas, a partir de 1643.

No século XVII, por tradição, "o livro é decoração e a biblioteca sinal de saber ou de um poder" (Chartier, 1996, p. 90). Vale lembrar que a biblioteca dos séculos XV a XVII era a biblioteca de todos os livros e das poucas bibliografias, ao mesmo tempo, reais e fictícias, onde o livro, de acesso restrito, era uma jóia rara, um cimélio em tintas sobre pergaminho ou papel (Figura 2). Quando Gabriel Naudé, naquele século, dessacralizou e classificou a biblioteca, provocando uma verdadeira ruptura com a concepção humanística do livro, rejeitando, em parte, a abordagem "maníaco-bibliofílica" (Flaubert, s.d., v. 1, p. 78-83), refutando a privatização de seu conteúdo, ele permitiu uma visão global da biblioteca (Naudé, 1627), como se fosse um livro só; como se cada prateleira, "lida" da esquerda para a direita e de cima para baixo, fosse uma linha escrita e cada face de estante, a mancha de texto de uma página - para Naudé, as estantes da biblioteca eram as páginas de um livro, e como livro que era, a biblioteca precisava ser lida, do início ao fim, e deveria ser "um lugar de descobertas e um instrumento de invenção" (Biblioteca Nacional, 1999). Esta visão revolucionária da biblioteca, que marca a transição para as modernas práticas biblioteconômicas, vigorava, ainda, um século depois - o saber e o poder se organizavam sob a aparente dispersão e heterogeneidade de uma biblioteca universal, formada de livros "essenciais". Uma biblioteca de livros "essenciais" era aquela que exteriorizava a cultura letrada ou erudita, oferecendo uma leitura coesa, como a de um só livro, posto que, nessa biblioteca, o livro não era um objeto cultural - era uma objetivação (Naudé, 1627).

Capital ornamentada da 1ª edição de De Re Diplomatica libri VI..., de Jean Mabillon, 1681.Capital ornamentada da 1ª edição de De Re Diplomatica libri VI..., de Jean Mabillon, 1681.

O livro do século XVIII documentou a ascensão da ilustração como linguagem (Figura 3), a organização da página impressa, a projeção popular do texto, a contrafação e a edição monumental, com vinhetas de extrema beleza, promovendo ainda mais a Bibliofilia e a Ex Librística como privilégios de poucos (Campos, 1994, p. 203, 206). Nesse universo do livro-jóia, Kant formulou, em 1781, a teoria que veio a fundamentar o princípio da irredutibilidade do livro à sua materialidade física: a associação de belo e bom, até então sobejamente aceita, não teria finalidade nas nossas faculdades anímicas; o predicado do juízo estético não era o conhecimento, porque repousava sobre fundamentos subjetivos e, "[...] pela beleza, como uma finalidade subjetiva formal, de nenhum modo é pensada uma perfeição do objeto" (Kant, 1984, p. 184, 228).

Detalhe de um florão da Escuela de leer letras cursivas antiguas y modernas..., 1780, de Andrés Merino de Jesuchristo.Detalhe de um florão da Escuela de leer letras cursivas antiguas y modernas..., 1780, de Andrés Merino de Jesuchristo.

No século XIX, o século da imprensa, o livro foi padronizado e simplificado, perdeu a capa dura e ganhou a capa flexível; o tamanho e a quantidade de suas ilustrações sofreram drástica redução, mas, nesse período foi retomada a colaboração de artistas destacados. Foi no século XIX que as referências que confrontaram a explosão bibliográfica com a necessidade de guardar o livro para futuras gerações, passaram a ser relevadas, configurando-se as primeiras denúncias relativas ao caos, como conseqüência da falta de pertinência sob o dilúvio informacional, que poderia inviabilizar a recuperação e o acesso à informação, no século XX (cf. Bíblia, 1989, Eclesiastes, 12,12):

Geme o Mundo opprimido, ou esmagado debaixo do peso enorme de papeis impressos; diluvio incessante: se o universal durou 40 dias, e 40 noites, este não conhece limites, nem pormette fim. Escreve-se Politica, Legislação, theorias de governo, Economias, e de tudo isto escrevem todos; porque todos escrevem Jornaes, Gazetas, Periodicos, todos promettem, e annuncião melhoramentos, reformas, venturas, riquezas, illustrações, e indefinitos progressos de Civilisação, ou derramamento de luzes taes, que mostrão já constituidos os homens naquelle estado de perfeição, que parece mais compativel com a natureza angelica, que com a condição humna. He epidemico, he geral o vicioso prurido de escrever, e he já desesperadamente insanavel!
(Macedo, 1827).

No século XX, o livro assumiu uma estética industrial, de grandes tiragens a preços reduzidos e assumiu seu papel como registro de memória, passando a ser tanto o livro de massa, catalogado e localizável na biblioteca organizada, quanto o livro das coleções, cientificamente, preservado. A materialidade oferecida pelo livro já não importava pela beleza, mas, pela praticidade e conforto que garantiriam no ato da leitura. Além disso, a informação devia ser alcançável no tempo mais imediato possível, em face da ampliação da capacidade de produção de registros da humanidade. Além disso, desde meados do século XX, o escopo dos interesses de pesquisa também foi ampliado; se antes se buscava a informação recém-publicada ou a ser gerada, depois, constatou-se que aquela informação só era relevante no contexto de outra, retrospectiva e documentária. Essa condição trouxe novas luzes de importância para o livro raro - antes, uma jóia; agora, um monumento. A biblioteca do século XX, porém, não tinha fim, posto que era universal (Borges, 1995, p. 84-92) e sua organização passou a constituir a meta para a formulação de sistemas de informação. A noção de conhecimento totalmente organizado é perceptível, por exemplo, quando o leitor acredita que "pesquisou tudo o que existia" sobre determinado assunto em determinada biblioteca, como se o "caos documentário" fosse uma ilusão (cf. Bradford, 1961, p. 196-216).

A Bibliografia e a Bibliologia requerem fundamentos teóricos que se baseiam no "poder do conhecimento de um universo inventariado" (Chartier; Roche, 1995, p. 107). Mas, muitos livros não foram e jamais serão arrolados sistematicamente, por múltiplas e diversas razões, corroborando a idéia do livro-Graal, a sabedoria suprema, a "palavra perdida" (cf. Chevalier; Gheerbrant, 1998, p. 555) - aquele de que se precisa, porque tem todas as respostas ou que é, simplesmente, desejado, mas que não se sabe onde está, nem exatamente como é; favorecendo, ainda, a expectativa do livro que ninguém tem, o livro "único", ou o exemplar "único" - o livro, por tudo isso, raro (Pinheiro, 1989).

Quando jóia, o livro raro primava pela aparência incomum, pela beleza, por sua condição de acessível a poucos. Como monumento, paradoxalmente, o livro voltou a valorizar-se pelo aspecto; só que, desta vez, também pelo conteúdo - pelo "corpo" e pelo "espírito". Como antes, o livro mantinha-se inabalável como um símbolo de poder, e as bibliotecas continuaram a ser estudadas como referenciais da dimensão intelectual de seus proprietários (Jobim, 1999), como se a propriedade fosse uma garantia de leitura; como se a "biblioteca imaginária" (Barbosa, 1999) ou a biblioteca construída a partir de intenções de leitura (Eco, 1993, p. 191-193), fosse uma biblioteca "lida".
Se um livro é uma entidade, com espírito e corpo, feito à imagem do homem (Jouhandeau apud Costa, 1982, p. 34), que sintetiza a persona humana (Otlet, 1939), que ganha sentido quando essas duas partes, mesmo que em ambígua e abstrata oposição, estabelecem uma relação com o leitor, sua existência exclusivamente material não constitui metáfora do conhecimento assimilado. Embora, a presença de um livro possa ser "sentida" pelo leitor "potencial" (Borges apud Costa, 1982, p. 33), o livro é um fator de mudança, apenas, quando passa a ser um fato de cultura - isto é, lido. O livro é a simbólica do Mundo ou da soma de todos os saberes, apenas, quando é ou está aberto, quando oferece ou lhe é tomada a "revelação das ciências profanas e a dos mistérios sagrados" (Fulcanelli apud Chevalier; Gheerbrant, 1998, p. 555), quando expõe o universo manifesto da onisciência divina, perceptível, apenas, por aqueles que dispõem dos talentos necessários para ver e tocar:

Aí estão nas altas estantes,
A um tempo próximos e distantes,
Secretos e visíveis como os astros
Aí estão os jardins, os templos.
(Borges, 1997, p. 44)

[*] Artigo publicado, originalmente, na Revista Editorial EdUFF [Editora da Universidade Federal Fluminense], Niterói, ano 2, n. 1, p. 25-35, 2002.

[1] Bibliotecária, Chefe da Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional (Brasil) e Professora da Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Integra o Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco (MoWBrasil), representando a Biblioteca Nacional.

Referências

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Mensagem da UNESCO

No dia 23 de abril de 1616 faleciam Cervantes, Shakespeare e a Inca Garcilaso de la Veja. Também em 23 de abril nascera – ou faleceram – outros eminentes escritores como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ou Manuel Mejía Vallejo. Por este motivo, esta data tão simbólica para a literatura universal foi a escolhida para a Conferência Geral da UNESCO para render uma homenagem mundial ao livro e seus autores, e alertar a todos, em particular aos mais jovens, a descobrir o prazer da leitura e respeitar a insubstituível contribuição dos criadores do progresso social e cultural. A idéia desta comemoração partiu de Cataluña (Espanha), onde este dia é tradicional presentear com um rosa o comprador de um livro.

O êxito desta iniciativa depende fundamentalmente do apoio que receba dos meios interessados (autores, editores, livreiros, educadores e bibliotecários, entidades públicas e privadas, organizações não-governamentais e meios de comunicação), mobilizados em cada país através das Comissões Nacionais para a UNESCO, as associações, os centros e clubes UNESCO, as redes de escolas e bibliotecas associadas e quantos se sintam motivados para participar desta festa mundial.


Copyright 2003. Revista Museu. Todos os direitos reservados.
Artigo publicado no Revista Museu em 23/04/2003, 21:20h, e obteve 9.225 visitas até 17/05/2016.
Republicado no Revista Museu em 04/12/2018.

 

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