MINAS GERAIS, Belo Horizonte - Professores e estudantes desenvolverão 11 ações de extensão nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco


Vista do subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, após o rompimento da barragem (Agência Senado | Wikipedia | CC BY 2.0)

A situação das comunidades afetadas pelo rompimento de barragens agravou-se durante a pandemia, uma vez que os impactos desses desastres associaram-se àqueles diretamente relacionados à crise sanitária. Diante do contexto de emergência, a UFMG lançou o projeto Programa Participa UFMG – Mariana / Rio Doce: enfrentamento da pandemia de covid-19.

A iniciativa agrega 11 ações que serão desenvolvidas por grupos do programa nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da Samarco-Vale e BHP Billiton, ocorrido em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana, em novembro de 2015.

As atividades serão desenvolvidas por docentes e estudantes das áreas de belas-artes, educação, enfermagem, engenharia, história, medicina e psicologia. As ações, reunidas nos eixos Saúde, Educação e Trabalho, têm como foco o diálogo com a população atingida e o fortalecimento das políticas públicas.

O projeto é resultado de cooperação entre a Pró-reitoria de Extensão, o Comitê de Universidades, o Ministério Público do Trabalho e a Vara do Trabalho de Ouro Preto.

Conheça as atividades que serão executadas
- Desenvolvimento de ecossistemas de produção cooperativos com base na agroecologia e em circuitos curtos de comercialização em contexto de pandemia
- Covid-19: vigilância sindical e popular de populações de territórios do Vale do Rio Doce, atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, da Samarco-Vale e BHP Billiton
- Memória social dos conflitos socioambientais no Vale do Rio Doce – as experiências de trabalho e dos trabalhadores na mineração em tempos de pandemia
- Mapeamento e visibilização de práticas didáticas e desafios de professores na bacia do Rio Doce, sob efeito do rompimento da barragem de Fundão
- Trabalho e educação do campo no enfrentamento do "pós-pandemia": formação de rede de cooperação produtiva por meio das Escolas Famílias Agrícolas da Calha do Rio Doce (Efas)
- Educação em tempos de pandemia: desafios para professores, escolas e redes de ensino na região da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais
- Projeto Telepan Rio Doce UFMG
- Mitigação dos efeitos, em médio e longo prazo, da infecção por Sars-CoV-2
- Telessaúde no enfrentamento da covid-19
- Análise espacial de surto de covid-19 nos municípios diretamente afetados pelo rompimento da Barragem de Fundão em Minas Gerais, considerando os aspectos de saúde e sociais
- Sistematização em vídeos e livros do processo de implementação e dos resultados alcançados pelas 10 ações

Sobre o Participa
A Pró-reitoria de Extensão criou, em 2015, o Programa Participa UFMG – Mariana e Rio Doce, que reúne grupos de professores e estudantes que atuam com extensão e pesquisa nas diversas áreas do conhecimento para colaborarem com as políticas de recuperação implementadas nos territórios atingidos, em diálogo com as populações locais.

A partir de 2019, o programa estendeu sua atuação para Brumadinho, cujo território foi atingido pelo rompimento da barragem 1 da mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale. Os dois episódios estão entre os maiores desastres de barragens de rejeitos de mineração do mundo em matéria de extensão, danos socioambientais e mortes imediatas.

Fonte: UFMG e Comunicação da Proex

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