RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Resultado da Pesquisa Vigitel 2021, um dos mais amplos inquéritos de saúde realizados no País, indica que 11,3% dos brasileiros relataram ter recebido um diagnóstico médico de depressão entre setembro de 2021 e fevereiro de 2022

Desânimo, fadiga, alterações do sono, do apetite e do desejo sexual, tristeza, desinteresse, falta de perspectiva, descrença no futuro e, às vezes, pensamentos suicidas. Esses são alguns dos sintomas mais frequentes da depressão, um transtorno mental que pode ter intensidades leve, moderada ou grave. A doença é multifatorial e suas causas têm aspectos biológicos, genéticos e psicológicos. De acordo com a professora e pesquisadora do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cristine Mattar, os altos índices de depressão, principalmente depois da pandemia mundial de Covid-19, podem ser repensados coletivamente através da rearticulação das redes de solidariedade e da melhoria das condições de vida das pessoas, sobretudo da população periférica, que vivencia situações de risco e inúmeras violências, através do desamparo ético-político a que estão submetidos seus membros.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 322 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão, sendo 11,5 milhões de casos no Brasil, o maior índice na América Latina. O aumento no número de pessoas deprimidas no Brasil durante a pandemia está certamente relacionado às perdas pessoais com as mais de 600 mil mortes no país, bem como às perdas de trabalho, renda, moradia e direitos fundamentais. Segundo Cristine, o diagnóstico da doença tem se tornado cada vez mais difícil de fechar, por isso a avaliação psiquiátrica e o acompanhamento psicoterápico serão fundamentais.

Fonte: FAPERJ

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