BRASIL, Belo Horizonte - Aproveitando as atividades em Paris, o prefeito Marcio Lacerda se reuniu nesta segunda-feira, dia 30 de novembro, com a embaixadora Eliana Zugaib, representante permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. A pauta principal do encontro foi a candidatura do Conjunto Arquitetônico da Pampulha a Patrimônio Mundial da Humanidade. Segundo o prefeito Marcio Lacerda, as expectativas sobre o processo de avaliação pela entidade são positivas. “Tivemos a oportunidade de ouvir da embaixadora brasileira impressões sobre a candidatura e sentimos, tal como já sabíamos, que há um clima muito favorável, embora isso se confirme em meados do ano que vem. A candidatura está bem consolidada. As informações enviadas, por meio do dossiê, e a auditoria realizada pela consultora da Unesco, em outubro, demonstram que a Prefeitura está realizando um bom trabalho”, ressaltou o prefeito.

Nesta terça-feira, dia 1º de dezembro, o prefeito Marcio Lacerda participa da abertura do Pavilhão de Cidades e Regiões. Durante as duas semanas de realização da COP21, nesse pavilhão as cidades e regiões vão apresentar e discutir exemplos de suas ambições climáticas, além de compromissos e ações. Na terça, Marcio vai apresentar o trabalho de Belo Horizonte para enfrentar a alteração climática e as questões sobre as emissões de gases de efeito estufa. Confira a seguir as principais ações da capital mineira neste setor.

Belo Horizonte é a segunda cidade brasileira a atingir a conformidade plena com o Compacto de Prefeitos (hoje são 31 no mundo), ao cumprir todos os critérios mínimos propostos para redução das emissões de gases de efeito estufa e de adaptação às mudanças climáticas, recebendo esse reconhecimento das redes globais de cidades C40, Iclei e CGLU, que lançaram o Compacto em 2014. O Compacto de Prefeitos é a maior coalizão global de prefeitos e cidades para enfrentar a mudança do clima, preparar-se para seus impactos e acompanhar e reportar periodicamente seu progresso em um padrão comum.

Fonte: PBH

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 01/12/2015 às 01:36hs - 96 visitas até 16/05/2016 ) 

FRANÇA, Paris - A destruição pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico do templo de Bel, em Palmira, no deserto da Síria, “constitui um crime intolerável contra a civilização”, declarou hoje (1º) a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova.

Num comunicado em que exprime “profunda angústia”, a responsável da Unesco assegurou, no entanto, que o “crime não apagará nunca 4.500 anos de história”.

Palmira, situada na província de Homs, no centro da Síria, é patrimônio da Humanidade e foi conquistada em maio pelo Estado Islâmico. O grupo já destruiu vários locais arqueológicos no Iraque, país vizinho da Síria.

“É fundamental explicar a história e o significado dos templos de Palmira. Quem quer que tenha visto Palmira guarda para sempre a recordação de uma cidade que carrega a dignidade de todo o povo sírio e encarna as mais altas aspirações da humanidade”, indicou Bokova no comunicado, adiantando que cada um desses ataques exige que o patrimônio da humanidade seja cada vez mais divulgado.

“Face a este novo crime de guerra, a Unesco reafirma a determinação em prosseguir na proteção do que pode ser salvo, através de uma luta sem tréguas contra o tráfico de objetos culturais, da documentação e da criação de redes de milhares de especialistas, na Síria e no mundo, trabalhando para promover a transmissão deste património às gerações futuras”, destacou a diretora-geral.

A ONU informou ontem (31) que imagens obtidas por satélite confirmavam a destruição do templo de Bel, que o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) tinha anunciado antes.

Com sede em Londres, mas com uma vasta rede de militantes no terreno, o OSDH indicou que o grupo terrorista explodiu, no domingo, o interior do templo de Bel.

Ao comentar nesta terça-feira a difusão das imagens pela ONU, o diretor das Antiguidades da Síria, Maamoun Abdelkarim, afirmou que o templo de Bel é o “mais belo símbolo de toda a Síria”. “Perdemo-lo para sempre. Eles mataram Palmira”, adiantou.

Essa é a segunda ação de destruição do Estado Islâmico contra um templo de Palmira, depois de no dia 20 ter sido confirmado que os jihadistas detonaram explosivos colocados no templo de Baal Shamin, construído no ano 17 d.C.

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