BRASIL, Brasília - Publicação é voltada aos gestores institucionais com programas de pós-graduação stricto sensu que participam ou desejam integrar um futuro edital do PrInt

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), elaborou e divulga na quarta-feira, 23, o Guia para Aceleração da Internacionalização Institucional. O guia toma como base três características das Universidades de Classe Mundial, associadas à qualidade e excelência na pós-graduação: alta concentração de estudantes e professores talentosos, rico ambiente de aprendizado e pesquisas de alto impacto.

O objetivo principal é apoiar a gestão de projetos contemplados no Programa Institucional de Internacionalização (PrInt). Mas o conteúdo também é útil à comunidade acadêmica com cursos de pós-graduação stricto sensu que deseja buscar sua internacionalização sistêmica. O Guia traz orientações elaboradas a partir de um repositório de experiências da Diretoria de Relações Internacionais da CAPES nos últimos dois anos.

Para a produção do guia, a CAPES integrou as informações do Projeto Laboratório de Internacionalização do American Council on Education, em parceria com a Comissão Fulbright, e levou em conta as iniciativas de cooperação com Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. “A proposta é contribuir para que as instituições possam planejar as ações, considerando o contexto conjuntural e objetivos da internacionalização”, explica Benedito Aguiar, presidente da Fundação.

O guia apresenta a visão da CAPES sobre a internacionalização institucional, que ultrapassa a ideia de simples mobilidade acadêmica e abrange aspectos como o desenvolvimento de projetos cooperativos e acesso a bases tecnológicas mais sofisticadas. Também visa ampliar as possibilidades de financiamento, de publicação de impacto internacional, e de geração e depósito de patentes.

As orientações desse guia indicam caminhos para que as instituições incorporem padrões internacionais de excelência em educação, pesquisa e extensão, fatores de inserção no cenário mundial. “Os processos de elaboração de políticas educativas – que antes eram majoritariamente motivados por questões nacionais e de desenvolvimento regional – a partir de agendas estabelecidas pela economia política global e com o apoio de rankings de organismos internacionais, passam a considerar também tendências globais”, justifica Heloisa Hollnagel, diretora de Relações Internacionais da CAPES.

O guia sintetiza os processos em quatro níveis: conhecimento e compromisso, implementação, consolidação e internacionalização plena. Como resultado, Hollnagel espera que “os gestores acadêmicos possam ter mais informações para projetar seu plano e estabelecer metas e recursos específicos para seus programas de pós-graduação stricto sensu”. A ideia, segundo a diretora, é que uma instituição em processo de internacionalização seja capaz de monitorar o próprio desempenho, a fim de adquirir maturidade em nível internacional e, em consequência, ser reconhecida como uma Universidade de Classe Mundial.

Fonte: Redação CCS/CAPES

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