BRASIL, São Paulo - A Galeria Lehmann Maupin, de Nova York (EUA), tem o prazer de anunciar Silence of the Music, primeira exposição individual da dupla brasileira OSGEMEOS no local. A mostra abrirá no dia 8 de setembro e seguirá em cartaz até 22 de outubro.

Com uma combinação de desenhos, pinturas, colagens, escultura de mídia mista e elementos cinéticos e de áudio, os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo transformarão as várias salas do espaço em uma instalação imersiva. Os novos trabalhos da dupla, ao mesmo tempo que representam uma evolução do estilo que aperfeiçoaram ao longo de décadas, também retomam as experimentações que tiveram no início da carreira com mídias diversas, incluindo agora novas pinturas a óleo. A exposição promete oferecer uma experiência multissensorial elevada, que abraça o poder da imaginação humana e as vastas possibilidades de interpretação visual do subconsciente.

A exposição estende a abordagem d'OSGEMEOS para um trabalho artístico mais amplo, conceito exemplificado na exposição individual que realizaram no Instituto de Arte Contemporânea de Boston, em 2012. Silence of the Music foi concebida como uma instalação arte ambiente, onde cada sala reúne um agrupamento original de pinturas e objetos que cobrem as paredes do chão ao teto. A exposição presta homenagem à música em particular. Na sala "B-Boy", por exemplo, há pinturas de rádios com alto-falantes embutidos que reproduzem faixas ligadas ao imaginário sobre as telas, além de esculturas interativas que tocam discos de vinil.

Tal como os artistas surrealistas do início do século 20, OSGEMEOS procuram desafiar as convenções e empurrar os limites da arte e da sociedade a partir da exploração desenfreada do subconsciente e da imaginação. Em contraste direto com a noção surrealista de um espaço de sonho solitário, no entanto, os gêmeos têm descrito uma intuição compartilhada e experiências do subconsciente que são traduzidas visualmente através de seu processo colaborativo. Muitas vezes, eles fazem alusão a esta noção de dualidade com a incorporação do sol e da lua, que é representante das forças masculinas e femininas. A sala "Kiss", por exemplo, é pintada em tons brilhantes que exalam um esplendor ensolarado e é ancorada por uma escultura mecânica, que representa o masculino. No teto, diretamente sobre ela, outra escultura retrata uma mulher, cujo rosto tem forma de lua. Esta aparenta beijar a estátua abaixo, acionando então a música que é tocada no ambiente. Essas imagens e suas instalações têm como intuito evocar um estado de sonho lúcido, capacitando o público a considerar o seu próprio subconsciente.

O simbolismo d'OSGEMEOS estende-se a seus personagens, bem como, o indiscriminado tom amarelo destina-se a desafiar as associações raciais, uma decisão artística que pretende enfatizar a unidade e que estabelece o papel desempenhado pela diversidade no Brasil e no exterior. Os gêmeos costumam incorporar máscaras, instrumentos e músicos em seu trabalho como uma forma de visualizar os costumes populares, festivais e o artesanato que representam as inúmeras influências culturais que compõem a paisagem social e cultural brasileira. A exposição Silence of the Music combina arte popular, cultura pop e detritos urbanos a fim de oferecer uma impressão entusiasta da singular perspectiva artística dos dois artistas e de seus processos criativos.

Sobre os artistas
OSGEMEOS é duo de arte colaborativa formada pelos irmãos gêmeos Gustavo e Otávio Pandolfo, paulistanos nascidos em 1974. Eles apareceram na cena artística no final dos anos 80 como grafiteiros do bairro em que viviam em São Paulo, o Cambuci, e são agora reconhecidos internacionalmente por um estilo figurativo que normalmente apresenta personagens amarelos, de fino delineamento vermelho-escuro e desenhos padrões intricados. Inicialmente influenciados pelo movimento de grafite de Nova York, eles foram inspirados pela criatividade e desenvoltura evidente do bairro proletário em que viviam. Eles fizeram sua arte acessível à comunidade, contribuindo para um senso de otimismo em meio à disparidade econômica, violência e uso de drogas que se alastraram na época.

Os Pandolfos acreditavam que os movimentos de arte brasileiros populares da época, que favoreceram a arte conceitual, minimalista e concreta, foram limitantes para um público maior. Em vez disso, eles abraçaram o trabalho de artistas autodidatas como Arthur Bispo do Rosário, que criou todo o seu trabalho de um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro durante os anos 1930. Após uma visita ao notável artista Barry McGee, de São Francisco (EUA), em 1993, os gêmeos desenvolveram uma prática de estúdio rigorosa enquanto continuaram a fazer murais. Isto permitiu a eles levar a singular visão artística de rua que possuíam para um público internacional, incluindo galerias, museus e coleções particulares. O trabalho d'OSGEMEOS segue marcado pelo compromisso que têm com a acessibilidade da arte e com a exposição das realidades da classe trabalhadora, ao mesmo tempo em que permanece celebrando sua resiliência.

OSGEMEOS tiveram exposições individuais de seu trabalho organizadas pelo Instituto de Arte Contemporânea, Boston (2012); Museu Colecção Berardo, em Lisboa (2010); e Museu Het Domein, Sittard, Holanda (2007), entre outros. Entre as exposições coletivas das quais participaram, estão Art in the streets, no Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, CA (2011); Viva la Revolucion: A Dialogue with the Urban Landscape, no Museu de Arte Contemporânea em San Diego, CA (2010); e When Lives Become Form: Creative Power from Brazil, Museu de Arte Contemporânea de Tóquio (2008).

O trabalho dos dois está ainda em inúmeras coleções públicas internacionais, incluindo a The Frank-Suss Collection em Londres; Museu de Arte Moderna, São Paulo; Museu de Arte Brasileira, São Paulo; e Museu de Arte Contemporânea de Tóquio. Em 2014, OSGEMEOS foram incluídos na Bienal de Vancouver. Grandes trabalhos públicos incluem HangarBicocca, Milão (2016); Parallel Connections, Times Square Arts: Midnight Moment, Nova York (2015); Wynwood Walls, Miami (2009); Tate Modern, em Londres (2008); e Creative Time, Nova York (2005).

Sobre Lehmann Maupin
Fundada em 1996 por Rachel Lehmann Maupin e David Lehmann Maupin, a galeria promoveu as carreiras de um grupo diversificado de artistas de renome internacional, tanto emergentes quanto estabelecidos, trabalhando em diversas disciplinas e formas de mídia. Com três locais, sendo dois em Nova York e um em Hong Kong, a galeria representa artistas dos Estados Unidos, Europa, Ásia, América do Sul, África e Oriente Médio. Conhecidos por defender os artistas que criam formas de expressão visual inovadoras e desafiadoras, Lehmann Maupin apresenta trabalhos destacando investigações pessoais e narrativas individuais através de abordagens conceituais, que normalmente abordam questões como gênero, classe, religião, história, política e globalização.

Exposições atuais e futuras:
Sr. Sunset in my heart, a partir de 12 de agosto de 2016, Nova York, West 22nd Street & Rua Chrystie
Reintegração de posse, a partir de 12 de agosto de 2016, Nova York, West 22nd Street & Rua Chrystie
Radical Materialidade, a partir de 27 de agosto de 2016 , Hong Kong, edifício Pedder
Alex Prager, La Grande Sortie, 23 de setembro a 7 de outubro, 2016, New York, West 22nd Street & Rua Chrystie
David Salle, 12 de setembro a 8 de novembro, 2016, Hong Kong, edifício Pedder
Liu Wei, 3 de novembro de 2016 a 18 de dezembro de 2016, Nova York, West 22nd Street & Rua Chrystie
Mickalene Thomas, 18 de novembro de 2016 a 14 de janeiro de 2017, Hong Kong, edifício Pedder

Fonte: divulgação por e-mail

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