BRASIL, Salvador - O Adido Cultural Adjunto da Embaixada de Angola no Brasil, Benjamim Sabby, está propondo ao governo angolano uma parceria com exposições do Museu de Arte Moderna (MAM-Bahia), através da mostra ‘O museu de Dona Lina’ que está em cartaz até 10 de dezembro (2021) no Solar do Unhão, em Salvador


Adido Cultural Adjunto da Embaixada de Angola no Brasil, Benjamim Sabby (Foto: divulgação)

Sabby, que também é diretor da Casa de Angola na Bahia, diz que essa intenção é mais uma etapa da agenda promovida pela delegação angolana que representa o Ministério da Cultura, Turismo e Meio Ambiente do país africano.

“A relação da Bahia com Angola é secular e hoje os dois países reconhecem a arte e a cultura como parte importante desse diálogo. Uma das ideias é levar essa atual mostra do MAM para Luanda e trazer uma exposição de Angola para este museu”, explica o Benjamim Sabby. De acordo com o diretor geral do Instituto do Patrimônio (IPAC), João Carlos de Oliveira, a relação da instituição com o país africano já é antiga e profícua, pois a Casa de Angola é um imóvel cedido pelo Governo do Estado gerido há mais de 30 anos como espaço que representa a Angola na Bahia.

“Cerca de um mês atrás, a comitiva do Ministério da Cultura de Angola foi recebida pela Secretária de Cultura, Arany Santana, e os primeiros passos foram dados”, explica Benjamim Sabby. Segundo ele, agora é necessário esperar as análises e determinações sanitárias dos dois países para iniciar os trabalhos. Dentre os objetivos da visita, João Carlos de Oliveira destacou a possível cooperação entre o Instituto Nacional do Patrimônio Cultural (INPC) e o IPAC.

EXPOSIÇÕES
Sabby esteve visitando a exposição do MAM-Bahia na última quarta-feira (25) acompanhado do diretor do IPAC, a chefe de Gabinete da SecultBA, Cristiane Taquari, o administrador da Casa de Angola, Djair Nepomuceno, e o advogado Rodrigo Coelho, representando o deputado estadual Rosemberg Pinto. O grupo que foi recepcionado pelo diretor do museu, Pola Ribeiro, e a sua coordenadora geral, Marília Gil, visitou os dois espaços expositivos abertos do MAM, a Capela e o Casarão. A mostra é gratuita e está aberta de terça à sexta-feira, das 13h às 17h, até 10 de dezembro (2021).

“Queremos estreitar cada vez mais esses laços entre Angola e Brasil por meio da arte e da cultura”, complementou Benjamim Sabby. “Essa exposição do MAM com arte popular, moderna e contemporânea pode dialogar muito bem com a arte angolana; enquanto uma mostra de Angola pode vir para o MAM”, garantiu. “É fundamental o diálogo do museu com os povos africanos que também formaram a nossa sociedade, nossa cultura e nossa arte na Bahia”, lembrou o diretor do MAM, Pola Ribeiro.

SOLAR GRAVATÁ e ANGOLA
A Casa de Angola na Bahia ocupa o antigo Solar Gravatá, localizado na Praça dos Veteranos. O espaço dispõe de museu, sala de reuniões, auditório, área para eventos, centro administrativo e exposições. A biblioteca, que possui mais de sete mil exemplares de livros, revistas e jornais, reúne representantes da literatura em português na África.

Propriedade do Estado da Bahia, o imóvel da Casa de Angola está cedido ao governo angolano e é originário de 1733 (séc. XVIII), tombado pelo IPHAN/MinC como Patrimônio Nacional desde 1974. Com cerca de 1.247.000 km² o território angolano fica no litoral oeste da África e distante cerca de 7.550 km lineares do Brasil. Mais informações sobre o MAM estão em suas redes sociais (instagram e facebook) ou via telefone (71) 31176132, das 9h às 12h e das 13h às 15h.

Fonte: SecultBA

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