BRASIL, Brasília - No Dia Internacional dos Museus reivindicamos o poder de museus inclusivos, acessíveis e abertos para todos

Na Ibero-América existem cerca de 90 milhões de pessoas com deficiência, segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), das quais se estima que 80% sofram marginalização por diversos tipos de barreiras e atitudes. O Programa Ibermuseus, ciente da importância de promover a eliminação de barreiras e promover instituições acessíveis, trabalha para promover a inclusão de grupos historicamente excluídos, incluindo grupos étnico-raciais, mulheres e pessoas com deficiência.

Dois anos após o lançamento público da Ferramenta de autodiagnóstico de acessibilidade para museus desenvolvida por meio do nosso Observatório Ibero-Americano de Museus, temos o prazer de apresentar os resultados das avaliações realizadas no Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha e Portugal. Os sete estudos nacionais, que perfazem um total de 273 museus, compõem a coleção Acessibilidade nos Museus Ibero-americanos.

A ferramenta permite que os museus avaliem quantitativamente seu nível de acessibilidade com base nas dez questões que devem ser levadas em consideração para garantir o cumprimento da cadeia de acessibilidade, que integra questões relacionadas à infraestrutura, comunicação e gestão, e que resultam essenciais para garantir que a visita aos museus é satisfatória e sem barreiras.

Do estudo implementado nestes sete países, pode-se saber que:
- O cumprimento das Normas e Boas Práticas de Acessibilidade dos museus sobre os quais as análises refletidas nos relatórios tratam somam: 49,39%
- Os melhores resultados foram obtidos em temas como por exemplo: exposições: 64,59% e localização: 64,05%.
- Entre as áreas que requerem mais atenção estão, entre outros, trabalho: 21,63% e capacitação: 35,54%.

Além dos números indicativos do diagnóstico, os documentos trazem reflexões interessantes e sugestões específicas para melhorar a situação dos museus nos temas analisados. Ao mesmo tempo, incluem o corpus legislativo dos países sobre acessibilidade, bem como seus programas e políticas específicos sobre o tema.

Os resultados dos relatórios mostram que o investimento em acessibilidade pode ser mais econômico e viável do que se imagina. Mais do que um orçamento, é preciso consciência e conhecimento das particularidades que possibilitam ser mais inclusivos.

Este importante acervo é complementado por um grande Repositório de recursos para a promoção da acessibilidade e inclusão nos museus, onde estão disponíveis ferramentas, manuais, referências bibliográficas voltadas para acessibilidade e inclusão, material de formação e as melhores práticas destacadas na coleção de estudos.

Desde o Programa Ibermuseus continuamos empenhados e convictos de que os museus têm o poder de sensibilizar e contribuir para a construção de sociedades mais equitativas e democráticas. A coleção de relatórios é um passo importante para conhecermos o estado das instituições de cada país e, assim, fortalecer nossas ações em prol da inclusão plena nos museus.

Convidamos você a usufruir dessas informações valiosas, aproveitar os recursos e se inspirar nas interessantes iniciativas implementadas por instituições de diversos portes, titularidade, acervo e foco.

O poder dos museus inclusivos

Fonte: Ibermuseos

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