RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) lançou o Bilhete Único dos Museus. Com o benefício, quem for ao Museu de Arte do Rio (MAR), a partir do dia 19, e ao Museu do Amanhã terá um desconto de 20% no valor dos dois bilhetes somados. Como os dois fazem parte da rede de equipamentos culturais da SMC, os cariocas pagam meia entrada, bastando apresentar documento de identidade, que mostre a naturalidade, ou comprovante de residência acompanhado da identidade. A resolução que institui o Bilhete Único dos Museus foi publicada, nesta terça-feira (15/12), no Diário Oficial.

Os cariocas de nascimento ou adoção poderão visitar as duas instituições pagando R$ 8,00 (em vez de R$ 10,00, valor do ingresso de cada museu). Quem não tiver direito a meia-entrada, paga R$ 16,00 (em vez de R$ 20,00).

O Bilhete Único dos Museus deve ser adquirido na bilheteria de um dos dois museus da Praça Mauá. Se o visitante for primeiro ao Museu de Arte do Rio, por exemplo, ele vai ganhar o ingresso de entrada do MAR e o bilhete que garantirá a visita ao Museu do Amanhã, que deverá ocorrer num prazo de até sete dias. A mesma regra vale se ele for primeiro ao Museu do Amanhã. A iniciativa faz parte da política cultural da SMC de facilitar o acesso aos bens culturais.

Este ano, por ocasião da comemoração dos 450 anos, já foi lançada a bem sucedida experiência do Passaporte dos Museus Cariocas que será ampliada em 2016. O passaporte passará a se chamar Passaporte Cultural Cidade Olímpica e vai oferecer gratuidade a quem for a museus e descontos para teatro e demais atividades artístico-culturais parceiras.

Fonte: Prefeitura do RJ

 (Nota do editor: notícia originalmente publicada em 17/12/2015 às 08:31hs - 47 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Com curadoria de Sara Alonso Gómez e coordenação de Bruno Devos, mostra traça um vasto panorama da arte contemporânea do país e encerra a programação do “Belgarioca”, festival que aproxima a Bélgica do Rio de Janeiro

Uma casa de três metros de altura pendurada de cabeça para baixo. Uma instalação com centenas de tijolos suspensos. Uma escada que convida o visitante a dar uma espiada por cima de uma nuvem de fumaça. Com impactantes obras de arte produzidas por 40 artistas belgas, a exposição A Importância de Ser...|The Importance of Being... promete surpreender os cariocas com uma cuidadosa seleção da arte contemporânea produzida na Bélgica nas últimas décadas.

Depois de ser vista no Museu Nacional de Belas Artes de Havana, em Cuba, e no Museu de Arte Contemporânea de Buenos Aires, na Argentina, a mostra, cujo título faz alusão à famosa peça de Oscar Wilde, A Importância de Ser Prudente, chega ao MAM-Rio para uma temporada de dois meses, de 16 de dezembro a 14 de fevereiro. Em seguida, será apresentada em São Paulo, no MAC-USP, de 11 de abril a 29 de novembro de 2016.

Mais que uma experiência visual, a exposição, que tem curadoria da cubana Sara Alonso Gómez, coordenação de Bruno Devos e produção da R&L Produtores Associados, traz 40 obras que vão mexer com todos os sentidos do público. Temas como poder, memória, conflitos, fronteiras e relações humanas são retratados num repertório variado, que inclui instalações, pinturas, objetos, gravuras, vídeos e fotografias. “A exposição The Importance of being... é o último evento do festival belga no Rio, o Belgarioca 2015, que homenageia as artes, não só através da música, mas também apresentando as artes plásticas e visuais do nosso país”, comemora o Cônsul da Bélgica, Bernard Quintin.

“A Bélgica é um pequeno país da Europa, mas com uma cultura muito rica e cena ativa na arte contemporânea. Foi uma escolha difícil chegar aos 40 nomes aqui reunidos. Passei quase um ano visitando estúdios, entrevistando cada artista para entender o seu pensamento e construir a narrativa da mostra. Essa exposição é uma experiência que pode ser vivenciada em diferentes formatos, com uma viagem a um local desconhecido, onde o próprio público vai eleger seus destaques”, explica a curadora.

Os destaques realmente são muitos. Em Smoke Cloud, Peter de Cupere criou uma nuvem em técnica mista, por meio da qual o espectador é instigado a sentir um forte odor de poluição. Conhecido por produzir instalações olfativas, Peter provoca uma reação que transcende o simples ato de ver ou de cheirar. Participante da Bienal da Veneza (2005 e 2009), Pascale Marthine Tayou apresentará The Falling House, uma enorme casa que estará, literalmente, invertida. A instalação, que pesa 250 quilos, chama atenção para as diferenças globais, retrata a imagem do pobre que vira rico e de crianças africanas que parecem vestidas com trajes da cultura ocidental.

A exposição reúne outras produções surpreendentes. O badalado artista belga Francis Alys apresenta o resultado de sua pesquisa sobre lapsos de tempo na vídeo-instalação Politics of Rehearsal, com direito a sofás e um monitor monocanal. Censurada na Bienal de Veneza de 2009, a obra do caricaturista Jacques Charlier, 100 Sexes d`Artistes, com desenhos de 100 órgãos sexuais, poderá ser vista pela primeira vez pelo público.

Fotografias documentais registradas no Congo, por Carl de Keyzer; instalação com urnas de votação de seis países, criada por Guillaume Bijl; e esculturas de cristal desenvolvidas por Lieve Van Stappen integram a exposição, que é o resultado de um esforço conjunto da Embaixada da Bélgica, em parceria com diversas instituições de apoio, entre elas o Grupo Multiterminais.

“A arte do país é aqui submetida a interpretações, hipóteses, descrições e conotações, que, apesar de situadas entre o mito e a realidade, ta

 (Nota do editor: notícia originalmente publicada em 17/12/2015 às 08:18hs - 46 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Neste sábado (19.12), o Museu do Meio Ambiente inaugura o Ateliê Mestre Valentim e lança o catálogo O Mestre no Jardim, uma coletânea de textos sobre a obra do artista e o processo de restauro

Após nove meses, a restauração das principais peças de Mestre Valentim integrantes do acervo do Jardim Botânico chega ao fim como um presente de natal do Jardim Botânico para a cidade do Rio de Janeiro em seus 450 anos. Em processo de restauro desde março de 2015, as peças renovadas ganharam um novo espaço, o Ateliê Mestre Valentim - antigo Galpão das Artes, ambientado com uma exposição que apresenta a vida e a obra deste que foi reconhecidamente um dos maiores artistas do século XVIII.

No mesmo dia, o Museu do Meio Ambiente lança o catálogo O Mestre no Jardim: Ateliê de Restauração de obras de Mestre, uma coletânea de cinco textos escritos por especialistas na obra do artista e na área de restauração. A publicação tem organização de José do Nascimento Júnior, Carmen Machado, Luisa Rocha e Julia Guttler, e traz textos assinados por Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho, Nireu Cavalcanti, Maria Ines Anachoreta, Marcus Granatto e Silvia Puccioni.

Mestre Valentim e suas obras no Jardim
Em meio às belezas naturais do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um tesouro com mais de dois séculos de existência passava despercebido pelo visitante. Desde o início do século vinte, quatro esculturas de um dos mais significativos artistas do Brasil Colônia, o Mestre Valentim, fazem parte do acervo da instituição. Além do valor artístico, as peças são as primeiras esculturas fundidas no Brasil e possuem inestimável valor histórico.

Trata-se de Eco, Narciso e duas aves pernaltas, esculturas originalmente projetadas para o Chafariz das Marrecas e o Chafariz do Jacaré. No século XIX, estas fontes serviram para abastecer a cidade de água e embelezar o Passeio Público, primeiro espaço planejado para o lazer da população carioca e o projeto de maior destaque de Mestre Valentim.

Datadas de 1785, as esculturas se encontravam deterioradas pelo tempo e umidade. Em 2015, alinhado a um projeto de valorização de seu patrimônio e em comemoração ao aniversário da cidade do Rio de Janeiro, o Jardim iniciou a restauração destas obras e abriu as portas do Ateliê de Restauração Mestre Valentim para o público, que pôde observar de perto as técnicas de restauro empregadas para garantir a conservação do legado deste artista ícone da cidade.

Sobre a Restauração
Com início em março e término em novembro de 2015, a restauração das obras de Mestre Valentim começou com o diagnóstico e o levantamento de danos. Equipes especializadas realizaram a fotogrametria das esculturas, mapeamento digital e tridimensional das peças, que resultou em um modelo guia para os restauradores na identificação de fissuras, limos, rachaduras entre outros problemas a serem recuperados.

Para Silvia Puccioni, responsável pela restauração, o maior desafio foi conservar autenticidade das peças e dos materiais usados. “Por serem as primeiras esculturas fundidas no Brasil, mais do que valor artístico, têm inestimável valor histórico. Sua restauração seguiu critérios de autenticidade e preservou os materiais originais seguindo um processo altamente criterioso”.

O projeto de restauração é coordenado pelo Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e tem patrocínio da Hope Serviços, através da Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro - a Lei do ISS.

Fonte: JBRJ

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 17/12/2015 às 08:02hs - 35 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - A Casa França-Brasil, um espaço da Secretaria de Estado de Cultura administrado pela organização social Oca Lage, apresenta a partir do próximo dia 17 de dezembro de 2015, às 19h, exposição com curadoria de Pablo León de la Barra, que convidou o coletivo chileno Mil M2 (mil metros quadrados) e reuniu as obras “Cruzeiro do Sul”, de  Cildo Meireles, e “Tempos Difíceis”, de  Ivan Grilo.
 
Na abertura da exposição, haverá uma conversa aberta ao público com os artistas integrantes do coletivo Mil M2, que vieram ao Rio a partir do financiamento do Fondo Nacional de Desarrollo Artístico y Cultural do Chile [convocatória 2015]. Por duas semanas, eles espalham pela cidade perguntas como “Você já disse eu te amo hoje? O samba nasceu na Bahia ou no Rio? O que você perguntaria aos cariocas? O que você perguntaria a sua cidade? De quem é a cidade?”. “O Projeto Pergunta é, acima de tudo, uma ferramenta para reconhecer e compartilhar nossos questionamentos sociais, políticos, urbanos e afetivos. Uma série de ativações do Projeto Pergunta no Rio de Janeiro buscam provocar os cariocas a refletir, discutir e compartilhar suas inquietações com respeito a sua vida, a cidade, suas políticas e seus afetos”, conta Pedro Sepúlveda, diretor criativo do coletivo. Desde a sua primeira edição na cidade de Valparaíso em fevereiro de 2014, o projeto percorreu diversos espaços públicos e instituições culturais do Chile, recolhendo mais de duas mil perguntas a partir da interação direta com as diferentes comunidades participantes. No espaço central da Casa França-Brasil estará um painel com perguntas que serão desenvolvidas junto com o público.
 
Na sala lateral, estará a obra “Cruzeiro do Sul” (1969-1970), de Cildo Meireles, dentro da pequena retrospectiva do artista que Pablo León de la Barra vem fazendo desde setembro. “Cruzeiro do Sul”, uma das mais conhecidas obras de Cildo, consiste em um cubo de 9mm de lado, composto de duas madeiras: pinho e carvalho, árvores que representavam entidades míticas na cosmologia dos tupis, que proporcionava o aparecimento do fogo pela fricção das duas madeiras. O trabalho foi criado pelo artista para estar sozinho em um espaço de exibição.
 
No Cofre ficará “Tempos Difíceis” (2015), de Ivan Grilo, uma placa de 35cm x 15cm em bronze, com a frase inscrita. “A expressão ‘Tempos Difíceis’, fundida em uma placa em bronze, ao mesmo tempo em que estanca e aponta o momento em que vivemos política e socialmente, como se sinalizasse um monumento a esses tempos estranhos, faz alusão a essas expressões que chegam prontas a nosso vocabulário, provavelmente herdadas do pessimismo português, e que, mesmo com pouca análise, concordamos e repetimos”, explica o artista.
 
Sobre os artistas
Cildo Meireles nasceu no Rio de Janeiro em 1948, onde reside. Estudou com o artista peruano Félix Barrenechea em Brasília (1963), na Escola Nacional de Belas-Artes (1968), Rio de Janeiro. Realiza sua primeira individual (1967) no Museu de Arte Moderna da Bahia. De 71 a 73 vive em Nova York, onde havia participado da exposição Information, no MOMA, em 1970. Em 1975 foi um dos fundadores da Revista Malasartes. Entre outras, realiza exposições no Museu de Arte Moderna  do Rio de Janeiro (Brasil),1975;  Pinacoteca de São Paulo (Brasil)1978/2006;  Magiciens de la Terre,  Pompidou/La Villette (França),1989); Institut Valenciá d´Art Modern – IVAM (Espanha),1995; New Museum, NY (EUA), 1999;  Institute of Contemporary Art, Boston (EUA); Museu de Arte Moderna de São Paulo e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil), 2000; Tate Modern em Londres (Inglaterra), 2008, posteriormente apresentada no MACBA, Barcelona (Espanha) e MUAC, Cidade do México (México), 2009. Participa de várias bienais, entre outras: Veneza (Itália) em1976/2003/2005 e 2009; Sydney (Austrá

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 17/12/2015 às 08:10hs - 47 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Os dois mil metros quadrados de área expositiva do Paço Imperial, vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), será, totalmente, ocupado, entre 17 de dezembro e 28 de fevereiro por umas das maiores mostras já realizadas neste importante ponto cultural do Rio de Janeiro (RJ). Serão realizadas, simultaneamente, individuais de setes artistas: José Bechara, Célia Euvaldo, Renata Tassinari, David Cury, Cristina Salgado, Bruno Miguel e Amalia Giacomini.

O conselho curatorial, composto por Carlos Vergara, Luiz Aquila e Marcelo Campos, reuniu pinturas, esculturas, desenhos e instalações que foram dispostas, proporcionando ao público uma leitura macro da produção artística da década de 1980 até a contemporaneidade. São artistas veteranos e jovens que apresentam suas obras como um retrato de gerações; e não pretendem criar, necessariamente, uma comunicação ou temática entre si.

Ao percorrer as salas expositivas é possível estar em contato com obras apresentadas nas mais diversas formas, materiais e plataformas, que dialogam com outras áreas de conhecimento como arquitetura e audiovisual. A diretora do Paço Imperial, Claudia Saldanha, destaca que a ocupação no Paço “busca a continuidade de uma de suas mais importantes ações – a de mostrar a recente produção da arte contemporânea brasileira”.

Saiba mais sobre cada uma das mostras:

José Bechara | Jaguares
O carioca José Bechara ocupa a sala do térreo do Paço com sete pinturas em três dimensões. Intitulada “Jaguares”, o trabalho é resultado da pesquisa de dois anos do artista sobre limites da pintura. Ele usa materiais como vidro, papel glassine, mármore, lâmpada e cabos de aço.

O artista chama de “pintura” trabalhos em três dimensões, em que vidros funcionam como planos. Ele acha que o visitante pode se perguntar se está mesmo diante de uma pintura, mas adverte que “diferentemente da escultura, o espectador não circunda o trabalho. Você imagina que uma pintura seja uma operação bidimensional. A minha pintura vem de uma produção tridimensional”.

Sobre o artista
José Bechara nasceu no Rio de Janeiro em 1957, onde vive e trabalha. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Integrou exposições, como a Bienal Internacional de São Paulo de 2002; Panorama da Arte Brasileira de 2005, no MAM-SP; 5ª Bienal Internacional do Mercosul (2005); Trienal de Arquitetura de Lisboa (2011); “Caminhos do Contemporâneo” (2002) e “Os anos 90” (1999), ambas no Paço Imperial, entre outras.

Célia Euvaldo
Curadora Vanda KlabinA paulistana Célia Euvaldo apresenta conjuntos de cinco colagens e de cinco pinturas, datados de 2013 a 2015. A partir de sua experiência recente sobre a massa e o peso da tinta, a artista usa colagens e materiais de consistências diferentes, em pinturas de óleo sobre tela.

Sobre a artista
Célia Euvaldo mora e trabalha em São Paulo. Começou a expor na década de 1980. Suas primeiras individuais foram na Galeria Macunaíma (Funarte, RJ, 1988), no Museu de Arte Contemporânea da USP (1989) e no Centro Cultural São Paulo (1989). Ainda em 1989, ganhou o I Prêmio no Salão Nacional de Artes Plásticas da Funarte. Participou da 7ª Bienal Internacional de Pintura de Cuenca, Equador (2001) e da 5ª Bienal do Mercosul (2005). Realizou individuais no Paço Imperial (1995 e 1999), entre outras.

Renata Tassinari
Curadora Vanda Klabin
A paulistana Renata Tassinari mostra 16 trabalhos, entre pinturas de grandes dimensões sobre acrílico e desenhos em óleo sobre papel japonês, inéditos no Rio de Janeiro, celebrando 30 anos de carreira. A curadora de Vanda Klabin fez um recorte da última década de produção da artista para a exposição

 (Nota do editor: notícia originalmente publicada em 17/12/2015 às 07:57hs - 58 visitas até 16/05/2016 ) 

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