RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - As duas décadas de carreira do artista carioca Walter Goldfarb serão celebradas em “Walter Goldfarb – Retrospectiva 1995–2015: Ela não gostava de Monet”,sob curadoria de Vanda Klabin, de 22 de dezembro de 2015 a 28 de fevereiro de 2016, no Centro Cultural Correios RJ, ocupando 1.000m2 de espaço expositivo.

Essa panorâmica da produção de Goldfarb reúne cerca de 40 trabalhos pontuais, selecionados pela curadora, vindos de coleções institucionais e particulares do Brasil e do exterior, entre elas obras nunca exibidas, guardadas por Goldfarb, e telas de 2015.
Sobre as pinturas como um todo, Vanda Klabin assinala que “registram o desenvolvimento peculiar do seu laborioso exercício de ateliê e visa contemplar também as suas estruturas seriadas, que proporcionam articulações infinitas, dando espessura aos trabalhos e fornecendo consistência plástica ao olhar.”

A opção curatorial é a de privilegiar o enfrentamento visual e simbólico das obras, independentemente de datas, escolhidas entre as séries Teatros Bíblicos, Branca, Negra, Teatros do Corpo, Lisérgica e a mais recente Brinquedo de Roda, a partir de Heitor Villa-Lobos.

Nas telas de Teatros Bíblicos, de escala monumental, o artista discute a relação da escrita com a geometria e a figuração através das sagradas escrituras e da arquitetura bíblica. Entre as técnicas empregadas estão a impressão a fogo, o bordado e a costura em cânhamo, piche e couro de vaca sobre aninhagem e lona. Como exemplo dessa série, a pintura “Mezuzá” possui formato de pergaminho com seis metros de comprimento, com escrituras judaicas gravadas sobre lona crua, e estará ao lado do primeiro trabalho de Goldfarb com figuras humanas, quase esboços, pintadas com piche.

Na série Branca, a pintura de escassez, trata das relações entre o Cristianismo, Islamismo e Judaísmo através da ópera de Wagner, dos poemas de Teresa de Ávila e de mitos literários, como Fausto. O branco da têmpera toma conta da tela e a obra é feita com esboços de carvão, sem truques de sedução do olhar. O trabalho “Ela não Gostava de Monet”, que dá o título à exposição, reúne técnicas criadas pelo artista, como a pintura com esmerilhadeira no lugar do pincel, e bordados com fio retirado da própria lona do suporte.

Na Negra, a pintura sem luz, alude a Rembrandt, Goya, Velázquez, Da Vinci e Vermeer. Goldfarb substitui as áreas brancas da lona crua pelo preto das camadas com milhares de bastões de carvão (fusain). Submetidos a lavagens a cloro, os trabalhos revelam nuances alaranjadas e magentas, de acordo com a árvore que produziu o carvão.

Em Teatros do Corpo, as telas abordam a sexualidade na arte, o fetiche e a construção do corpo contemporâneo, espelhado no arquétipo greco-romano, partindo de uma pesquisa feita por Goldfarb em academias de ginástica da zona sul do Rio de Janeiro e na orla carioca. O artista anamorfoseia imagens de corpos de obras de Michelangelo, Caravaggio, Gustav Klimt e Egon Schiele com corpos de cartões postais de mulheres de fio dental na praia de Ipanema e Copacabana, revistas pornográficas femininas e masculinas, carnaval e lutas marciais.

Em reação às fases Branca e Negra, os trabalhos de Lisérgicabuscam na solaridade do Rio de Janeiro a cor e a luz para uma reflexão sobre a possibilidade de uma pintura neo-impressionista, mesclada ao Barroco tão presente na obra de Goldfarb. A paleta lisérgica é feita da mistura de nanquim com anilinas alcoólicas, que mudam de acordo com a luminosidade e se alterarão infinitamente através da irradiação e temperatura da luz.

A série mais recente, Brinquedo de roda, é baseada nas cantigas de roda de Heitor Villa-Lobos. A pesquisa e a construção física das peças começaram em 2012. O conjunto é formado por seis dípticos de grandes dimensões, em tons pastéis. Cada díptico é formado por duas telas:

 

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 26/12/2015 às 14:20hs - 134 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Nesta quinta-feira, dia 24 de dezembro de 2015, foi publicada a Portaria que homologa o tombamento do Prédio da Antiga Faculdade de Medicina da Bahia, no município de Salvador, Estado da Bahia.

A decisão se deu após a manifestação do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em sua 20ª reunião, através de análise do Processo nº 896 - T - 74 (01450.010897/2007-29). A Portaria de número 27, datada de 22 de dezembro de 2015 foi assinada pelo Ministro da Cultura, João Luiz Silva Ferreira, entrando em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União.

Fonte: Editoria RM (com informações do DOU)

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 26/12/2015 às 01:00hs - 113 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Comemorados desde janeiro com uma série de exposições, entre outros eventos, os 450 anos da cidade motivam mais uma mostra, nesses dias finais de 2015. Aberta ao público no último dia 16, a exposição Você está aqui! Rio de Janeiro, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) explora os múltiplos diálogos entre a cidade e o carioca, tendo como base uma parte do acervo do próprio museu que há décadas não era exposto.

A mostra é a última do ano no MNBA e ocupa três salas do museu com cerca de 100 obras, entre pinturas, desenhos, gravuras, mobiliário, objetos, esculturas e fotografias. As obras estão distribuídas em 9 módulos, cada um deles relacionado com aspectos marcantes da cidade: Tempo, São Sebastião, Panoramas, Cidade desconstruída, Bairros, Coisas de carioca, Cinelândia e as artes, Poltrona mole e literatura, Orelhão, Corcovado, Cidade abstraída, e Política.

Na concepção dos curadores Amauri Dias, Anaildo Baraçal, Daniel Barreto, Euripedes Junior e Laura Abreu a mostra pretende “trazer à tona um jeito de ser que transforma e se transforma no tempo, sem perder o curso de um rio histórico, feito de gentes”. Eles criaram um roteiro não cronológico, mas iconográfico, buscando “devolver ao público uma cidade impossível de desenhar ou descrever na sua totalidade”, segundo o texto de apresentação da exposição.

Um dos destaques é um fragmento arquitetônico, de autor desconhecido, que pertenceu a uma construção do Morro do Castelo, erguida entre 1600 e 1700, e que integrou uma paisagem da cidade que deixou de existir com a demolição do morro, em 1922. Já na relação com o presente a exposição resgata, através dos trabalhos expostos, a violência da censura, e da chacina de Vigário Geral, tema de uma obra de Carlos Scliar.

Os desenhos de Carlos Oswald e a geografia privilegiada do Rio, estampados nas gravuras de Thereza Miranda, estão entre as várias nuances da Cidade Maravilhosa retratadas na mostra. A extensa lista de artistas inclui ainda nomes como Vitor Meireles, Rodolfo Bernardelli, Le Corbusier, Cândido Portinari, Djanira, Glauco Rodrigues, Ana Bela Geiger, Athos Bulcão, Anna Letycia, Oswaldo Goeldi, Rubens Gerchman, Fayga Ostrower, Ziraldo, Calixto, Farnese de Andrade, Darel, Adir Botelho, Monica Barki, e Ciro Fernandes.

Você está aqui! Rio de Janeiro fica em cartaz até 7 de fevereiro de 2016 e pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 18h e sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Os ingressos custam R$ 8 a inteira e o ingresso família (para 4 membros de uma mesma família) e R$ 4, a meia entrada. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, 199, na Cinelândia, centro do Rio.

Fonte: Agência Brasil

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 26/12/2015 às 00:55hs - 102 visitas até 16/05/2016 ) 

DISTRITO FEDERAL, Brasília - É a maior demanda do Instituto desde sua fundação em 1937

O Centro Nacional de Arqueologia (CNA), unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com sede em Brasília, encerra suas atividades em 2015 somando dez mil autorizações e permissões de pesquisas arqueológicas realizadas em todo o país. Os números correspondem às pesquisas autorizadas entre os anos de 1991 e 2015, todas executadas no território nacional. É um momento significativo para a Instituição, que enfrenta, na última década, a maior demanda desde a sua fundação, em 1937.

Conforme as normativas responsáveis pelo patrimônio arqueológico compete ao Iphan tanto a gestão dos sítios arqueológicos brasileiros quanto dos acervos oriundos destes sítios.

Isso significa que toda e qualquer pesquisa deve ser precedida de autorização formal do Instituto. Todo trabalho é realizado em conjunto pelo CNA, com apoio das superintendências do Iphan nos estados.

De acordo com o banco de dados do CNA, as pesquisas geraram um quantitativo superior a 20 mil sítios arqueológicos no Brasil, o que reflete a contínua e adensada ocupação do território brasileiro, desde épocas remotas, como o período pré-colonial ou pré-histórico.

Para o Coordenador de Pesquisas e Licenciamento do Centro Nacional de Arqueologia, Danilo Curado, os números representam não apenas a grandeza do patrimônio cultural brasileiro, como sua importância na construção da identidade nacional. De acordo com o coordenador, enquanto gestores do patrimônio arqueológico, resta-nos reconhecer o tamanho da envergadura e do lastro cultural que temos no Brasil, em muito subjetivado nos subsolos do nosso país”, acredita Curado.

Já a Diretora do Centro Nacional de Arqueologia, Rosana Najjar, afirma que o crescimento das pesquisas arqueológicas nos últimos anos mostra que Brasil reconhece a importância da valoração e preservação do patrimônio cultural de natureza arqueológica. “Hoje nosso país mantêm uma política pública para com o patrimônio arqueológico que o expõe como um dos principais do mundo. A materialização desta seriedade, dá-se com o crescimento do número de profissionais arqueólogos no quadro técnico do Iphan, com a criação de normativas que atualizam a gestão pública e novas perspectivas de mais trabalhos de acompanhamento e fiscalização”, completa Najjar.

Expectativas
Com o alcance deste resultado e as ações do governo federal na expansão de obras que aceleram o crescimento do país, os gestores do CNA, em conjunto com o Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (DEPAM/Iphan), esperam que em 2016 as ações de salvaguarda do patrimônio arqueológico sejam ampliadas, principalmente as atividades de fiscalização, em razão do aumento quantitativo no quadro técnico da sede e das superintendências espalhadas pelas cinco regiões do Brasil.

Fonte: Iphan

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 26/12/2015 às 00:56hs - 158 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - As dificuldades econômicas no país, com o endividamento das famílias chegando a mais de 60% das famílias, e o dólar valorizado em relação ao real farão do Réveillon do Rio de Janeiro um dos mais procurados de todos os tempos. Para a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), isso fará lotar os hotéis da cidade.Segundo a Abih-RJ, a taxa média de ocupação da rede hoteleira está em torno de 77%, um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao ano passado.

O vice-presidente da associação, Paulo Michel, comemora o índice elevado de ocupação dos hotéis e diz que a crise financeira favoreceu a cidade, do ponto de vista financeira. A ocupação é mais intensa nos bairros do Leblon, de Ipanema e de Copacabana, na zona sul da cidade, onde estão os estabelecimentos mais procurados por turistas brasileiros e estrangeiros.

Segundo Paulo Michel, o aumento da taxa de ocupação para as festas de Natal e Réveillon deve-se também ao incremento significativo do número de quartos nos hotéis, do ano passado para este ano. “Não há dúvida de que a crise favoreceu o Rio do ponto de vista turístico. A situação é muito boa e deverá melhorar ainda mais para o Carnaval", afirmou Michel, que espera uma virada de ano com hotéis praticamente lotados.

"Com a valorização do dólar frente ao real [e o alto índice de endividamento das famílias, como constatou pesquisa divulgada na semana passada pela Fundação Getulio Vargas], os turistas brasileiros e estrangeiros estão priorizando o Brasil neste período de férias. E o Rio, sem dúvida, é o destino mais procurado pelos turistas, inclusive os estrangeiros, que aproveitam a valorização da moeda americana”, disse o vice-presidente da Abih-RJ à Agência Brasil.

Ele informou que a oferta de vagas nos hotéis da cidade, que no ano ano passado estava em torno de 30 mil quartos, este ano subiu para mais de 40 mil. “São mais 10 mil quartos, dos quais de 6 mil a 7 mil passaram a ser disponibilizados na Barra da Tijuca, na zona oeste. Mas, felizmente, para o setor, este crescimento foi acompanhado também pelo aumento da demanda.”

“Os hotéis mais procurados são os do Leblon e de Ipanema, onde a taxa de ocupação está em 94%. Lá, a procura é maior pelos hotéis 5 estrelas [principalmente por turistas estrangeiros, que aproveitam a valorização do dólar]. Na Barra, a taxa de ocupação está em 65% e, em Copacabana, em 88%, até agora.”

Paulo Michel disse que a Abih-RJ está convicta de que a conjuntura atual fará desta temporada uma das mais concorridas da história da cidade. “Durante o verão, a demanda será bastante aquecida, até porque não há mudanças previstas na política cambial, o que vai nos favorecer".

Para ele, a crise atual é o principal fator, porque o dólar subiu muito e viajar para o exterior ficou caro. "Com isso, o brasileiro vai procurar lugares dentro do próprio país, e aí o Rio é o melhor destino. E o dólar caro traz o turista estrangeiro. Então, temos um incremento significativo de estrangeiros também.” Para o carnaval, Michel estima taxa de ocupação da rede hoteleira superior a 80%. “Realmente o Rio de Janeiro está enfrentando uma situação bastante diferenciada, e ainda vêm por aí as Olimpíadas. É uma oportunidade impar para a cidade se impor no mundo com um polo turístico de envergadura”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 25/12/2015 às 16:42hs - 92 visitas até 16/05/2016 ) 

Agenda

Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30