MINAS GERAIS, Belo Horizonte - Prédio foi construído no final dos anos 1950 e, a partir de 1964, virou um dos mais temidos pontos de tortura da capital mineira. Documentos contarão a história da ditadura militar no Brasil

O Conselho Estadual de Patrimônio Cultural/ Conep aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (16/12), na sede do Iepha-MG, o tombamento do Edifício da antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social de Minas Gerais – Dops-MG, localizado na avenida Afonso Pena, 2351. O bem cultural, que já era tombado pelo município de Belo Horizonte desde 2013, agora recebe também o reconhecimento como patrimônio cultural do estado de Minas Gerais.

De acordo com o parecer sobre o dossiê de tombamento do Dops, escrito por Thaís Veloso Cougo Pimentel, membro do Conep, o Dops é “uma edificação que, para além do seu valor arquitetônico, assumiu ao longo dos anos um grande valor histórico e simbólico, tornando-se um ícone da ação irracional e violenta do Estado. Nesse sentido, o antigo edifício do Dops é considerado uma edificação portadora de significados, atuando como suporte que ancora as lembranças e favorece o trabalho de reconstrução do passado. Trata-se portanto de um Lugar de Memória”. Ainda segundo o documento, “Belo Horizonte, como outros grandes centros do país têm buscado se haver com o passado. Encontra muitas dificuldades nos seus aspectos físicos, já que tradicionalmente nos pautamos pela destruição e pelo apagamento das muitas memórias constituintes do tecido social e da trama urbana. O prédio do Dops, no entanto, está aí (...). O edifício grita história, lembra violência, expõe cicatrizes de um tempo que devemos lembrar para não esquecer”.

Para o presidente do Conep, o Secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, o tombamento do Dops “ contribui para que os conceitos fundamentais da democracia, da liberdade e dos direitos humanos tenham um referencial concreto para o combate à violência e à tortura”.

O Secretário de Estado de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, esteve na reunião e destacou a importância desse momento para o Governo do Estado. “Estamos vivendo um período histórico, porque mais que tombar um prédio, estamos rompendo com a época de criminalização de conflitos de ordem política, econômica e social”, enfatizou o Nilmário, salientando ainda que o atual Governo repudia a ideia de que questões de cunho social se tratem com polícia, e prega o diálogo e a negociação de forma pacífica.

Segundo Michele Arroyo, Presidente do Iepha-MG, o tombamento do Dops é o primeiro passo para legitimar o edifício como patrimônio cultural do Estado. “Há um acervo documental muito rico sobre o Dops no Arquivo Público Mineiro que deverá voltar a compor o edifício e ser disponibilizado para estudos e pesquisas”, relatou.
Cerca de 10 representantes da Associação dos Amigos do Memorial da Anistia do Brasil estiveram presentes na reunião do Conselho Estadual de Patrimônio que decidiu reconhecer o Dops como patrimônio cultural do Estado de Minas Gerais.

Contexto histórico do DOPS
Criado em 1927, o Departamento de Ordem Política e Social de Minas Gerais – Dops-MG, fazia parte de um segmento especializado da polícia civil responsável pela defesa do regime estabelecido, pelo controle político da sociedade e pela repressão aos grupos considerados “subversivos” e ameaçadores da ordem interna (anarquistas, imigrantes, operários e comunistas).

A existência de uma “polícia política” como o Dops, criada durante um governo democraticamente eleito, evidenciava a marca autoritária do Estado republicano brasileiro à época e sua dificuldade de resolver conflitos internos através de instrumentos democráticos.

Em 1958, sob o contexto da Guerra Fria e do fortalecimento da Doutrina de Segurança Nacional, deu-se a inauguração da sede própria do Dops-MG. Após o golpe militar de 1964, o Dops passou a in

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 05:50hs - 62 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO GRANDE DO SUL, Porto Alegre - Foi publicada no Diário Oficial do Estado a súmula do Edital SEDAC nº 05/2015 - Chamada pública de pessoas jurídicas interessadas em realizar atividades de curadoria, pesquisa e divulgação do acervo pertencente ao Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (MARSUL).

As inscrições podem ser enviadas até o dia 31 de março, por SEDEX, para o seguinte endereço: avenida Borges de Medeiros, 1501 – 19º andar - CEP 90119-900 – Centro – Porto Alegre RS.

Mais informações do Edital SEDAC nº 5 na página/ editais: http://bit.ly/1JckpGo

Fonte: SEC RS

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 05:48hs - 64 visitas até 16/05/2016 ) 

PARANÁ, Curitiba - A Secretaria de Estado da Cultura divulgou na última quarta-feira (15/12) a lista dos projetos selecionados pelo Circula Paraná, programa que, entre outras ações, apoia projetos culturais aprovados pela Lei Rouanet por meio da destinação de recursos, via incentivo fiscal, de empresas públicas ou sociedades de economia mista estaduais. O resultado corresponde aos projetos com previsão de execução no primeiro semestre de 2016. Dos 30 projetos habilitados, 10 foram selecionados para receber os recursos. A lista foi publicada no Diário Oficial Executivo do Estado, nº 9598, de 16/12/2015, e também pode ser conferida AQUI.

Os projetos foram avaliados por uma comissão presidida pelo Secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, e composta por cinco representantes indicados pelas empresas incentivadoras e quatro representantes da SEEC. “Nós analisamos os projetos com base em vários aspectos, entre eles a descentralização, a circulação e o alcance de cada projeto dentro das oito macrorregiões histórico-culturais do Estado”, explica o secretário e presidente da comissão.

Ao realizar a análise e avaliação dos projetos, a comissão respeitou também a especificidade e a finalidade de cada um, valorizando, sempre que possível, a realização de projetos que contemplavam o maior número de municípios do Estado.
Outro ponto crucial do Circula Paraná foi a preferência àqueles produtos que já estão prontos para entrar em circulação, sendo descartados os que incluem custos de produção do projeto. Também foram selecionados projetos para realização de mostras, festas ou festivais de arte e cultura.

Nova oportunidade
Aqueles que não foram habilitados ou ainda os que foram habilitados, mas não selecionados para receber os recursos, podem se inscrever novamente até o dia 30 de março e pleitear o incentivo fiscal para o segundo semestre de 2016. A Comissão de Análise do Circula Paraná alerta que, neste caso, os proponentes devem adequar seus projetos para a realização no segundo semestre.

Fonte: SEEC

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 05:41hs - 49 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - A Coordenação de Políticas Culturais da Secretaria de Estado de Cultura prorrogou até 7 de janeiro as inscrições online para eleitores e candidatos a representante titular e suplente dos segmentos culturais para o Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC). Desta votação sairão os conselheiros de cada uma das seis seguintes áreas: artes cênicas, artes visuais, audiovisual, música, literatura e cultura popular. Para se inscrever, os gestores e agentes culturais do estado devem preencher o formulário no link. O resultado da eleição será publicado no portal em 3 de fevereiro.

A eleição online dos representantes dos segmentos culturais é mais um passo na formação do Conselho Estadual de Política Cultural, iniciado com as Conferências Regionais, que percorreram as 10 regiões do estado, passando por Nova Friburgo, Angra dos Reis, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Resende, Três Rios, Miracema, Macaé, Rio das Ostras e Capital, nas quais foram eleitos representantes titulares e suplentes das regiões. Esta última etapa preencherá as seis cadeiras restantes, compondo assim, os 16 assentos destinados à Sociedade Civil.

Os eleitos em Rio das Ostras, o produtor cultural Carlos Henrique Pimentel Luiz e o historiador Jorge Luiz da Costa, seu suplente, integram o CECPC juntamente aos representantes Carlos Eduardo Fíngolo Tostes e Maria Beatriz Silva, da Região Noroeste; Bruno Azevedo e Dilma Negreiros, da Região Norte; Ivan Machado e Beto Gaspari, da Região Metropolitana Baixada; Sayonara Zeitune e Wellington de Nogueira Lyra, da Região Serrana; Albes Ribeiro e José Miguel Filho, da Costa Verde; Mestre Paulão e Felipe Ribeiro, da Região Metropolitana Leste; Marinez Fernandes e Paolino Barbosa de Oliveira, do Médio Paraíba; Célia de Fátima Pinheiro e Vera Alves Pereira, da Região Centro-Sul e Reinaldo Sant`ana; e Denise Acquarone, eleitos pela capital.

O CEPC, órgão colegiado deliberativo, de composição paritária, é peça integrante do Sistema Estadual de Cultura, recentemente instituído com a sanção da Lei 7035/2015, a Lei de Cultura, e será composto por 16 membros titulares e seus respectivos suplentes, indicados pela Secretaria de Estado de Cultura, e mais 16 membros titulares e seus respectivos suplentes, representantes da Sociedade Civil.

Outras informações podem ser obtidas através do telefone (21) 2216-8500, ramais 234, 236 ou 237, ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Fonte: SEC RJ - Ascom

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 05:43hs - 61 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Serão exibidos 13 filmes, sendo dois inéditos no Brasil, de 6 a 17 janeiro

O Ano Novo já traz uma ótima notícia para os amantes da obra de Emir Kusturica. De 6 a 17 de janeiro, a Caixa Cultural do Rio de Janeiro apresentará a maior retrospetiva da obra do diretor sérvio na América Latina, com a exibição de 13 filmes (oito em cópias raras 35mm e cinco digitais): os 10 longas do diretor, dois filmes como ator e um documentário sobre ele. Os filmes “A Floresta de Gelo”, em que trabalha como ator, e “Kusturica: Balkan´s Bad Boy”, documentário sobre o cineasta, são inéditos no Brasil, e “Promessas” (2007) é o último longa de ficção lançado por ele e terá a sua primeira exibição no Rio de Janeiro na Mostra KUSTURICA.


“O motivo pelo qual chamamos Emir Kusturica de um dos mais consagrados cineastas de seu tempo é simples: seis de seus dez longas saíram com um dos prêmios principais nos maiores festivais de cinema do mundo. São duas Palmas de Ouro (algo que pouquíssimos diretores conquistaram) e um prêmio de Melhor Diretor em Cannes, um Leão de Ouro de melhor diretor estreante e um de Prata em Veneza, e um Urso de Prata em Berlim. Kusturica é ainda responsável por uma série de outras produções para televisão, curtas e comerciais, e ainda faz sucesso com sua banda The No Smoking Orchestra, retratada no documentário Memórias em Super 8”, afirma Fernanda Teixeira, curadora da Mostra.

Emir Kusturica tem um estilo particular e elementos que podem ser reconhecidos pelo público: temas relacionados a família e a relações interpessoais durante crises políticas e econômicas; humor negro; a música dos Balcãs; reflexão histórica sobre a condição da antiga Iugoslávia; direção de arte criativa que trabalha a estética e fotografia em prol da narrativa para dar vida aos personagens. Ganhador da Palma de Ouro de Melhor Filme por Quando Papai saiu em Viagem de Negócios e Underground – Mentiras de Guerra, alcançou algo que somente outros seis diretores alcançaram, entre eles Francis Ford Coppola, Shohei Imamura e Michael Haneke. O diretor roda no momento seu próximo longa, “On the Milky Road”, com previsão de lançamento para 2016.

Além das exibições dos filmes, a retrospectiva contará com um debate sobre a obra de Kusturica, no dia 14 de janeiro, às 19h, com entrada franca, com as participações da curadora Fernanda Teixeira, do crítico de cinema Leonardo Luiz Ferreira e do roteirista Sylvio Gonçalves, autor, entre outros, de S.O.S. Mulheres ao Mar. Será distribuído para o público também um catálogo com textos inéditos de todos os filmes e artigos sobre o realizador escritos por críticos de cinema de diferentes estados do país.

Haverá ainda uma sessão comentada de Underground – Mentiras de Guerra, no dia 9 de janeiro, às 14h. Quem comentará o filme será a professora e pesquisadora Andréa França, autora de Terras e fronteiras no cinema político contemporâneo (Ed. 7 Letras), entre outras publicações.

“O cinema de Kusturica me fascinou desde o primeiro filme que pude assistir, Vida Cigana. É uma mistura do lirismo de Fellini com o realismo mágico de García Marquez, mas com uma marca pessoal indelével do autor. Poesia e melancolia andam lado a lado em obras barrocas com trilhas sonoras e estéticas fascinantes. Seu trabalho singular merece ser visto e debatido no Rio de Janeiro. É com esse desejo de apresentar a sua obra completa para cinema que a mostra se transformou em realidade”, destaca Fernanda Teixeira.

Programação:

Cinema 1
06 de janeiro (quarta-feira)

19h - ABERTURA – Memórias Em Super 8 (2001), Emir Kusturica, 90 min, Alemanha/Itália/Iugoslávia, 12 anos
07 de janeiro (quinta-feira)
16h - Você se Lembra de Dolly Bell? (1981), Emir Kustrurica, 107 min, Iugoslávia, 14 anos<B

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 04:59hs - 60 visitas até 16/05/2016 ) 

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