RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Mostra traz ao país a recente produção da novíssima geração de artistas radicados em Berlim, após a queda do Muro. Uma máquina de erosão com 12 betoneiras e um relógio humano com 16 pessoas trabalhando na performance da obra, são apenas alguns dos destaques da exposição que chega à cidade na última semana de janeiro 

 Entre o caos aparente e a febre criativa, Berlim – palco de acontecimentos decisivos na história mundial recente – transborda arte por todos os lados.  E a exposição Zeitgeist – A arte da nova Berlim,que será inaugurada no dia 26 de janeiro no CCBB Rio, reúne um panorama consistente da respeitada comunidade artística que se concentra na cidade,num movimento que começou com o fim da Guerra Fria. Uma palestra com Sven Marquardt – o mais popular host do famoso Berghain, clube underground de música techno de Berlim – agendada para o dia da abertura – e voluntários tatuados oferecendo tatuagens ao público dão o tom da exposição. Idealizada pelo Goethe-Institut, tem  curadoria de Alfons Hug.

 Marcada por duas guerras mundiais e dividida pelo Muro durante quase três décadas, a capital da Alemanha se reergueu das cinzas. Da vida improvisada dos anos 1990, as contradições que caracterizaram a cidade, reinventada a partir de dois mundos, acabaram por formar, pouco a pouco, o Zeitgeist – espírito de uma época, a partir do qual a arte, a cultura e as relações humanas evoluem – que hoje projeta sua influência muito além da Europa Central e atrai artistas do mundo todo com seu magnetismo.

 Pintura, fotografia, videoarte, performance, instalações e a cultura dos famosos clubs berlinenses, na visão de 29 artistas dentre os mais destacados da arte contemporânea, compõem o mosaico da exposição Zeitgeist, que aproximará o público brasileiro da realidade artística e cultural de uma Berlim contraditória e fascinante, plural e diversa, que desconhece limites quando se trata de pensar e viver a arte e se reinventar.

 Caminhos para a arte da nova Berlim

O percurso concebido para a mostra Zeitgeisté uma oportunidade de vivenciar alguns dos aspectos que fazem de Berlim um lugar encantado entre extremos, e que são recorrentes no modo de existir da metrópole. Como observadores atentos da vida da cidade, do mesmo modo que o pintor Adolph von Menzel (1815-1905), um dos maiores representantes do realismo alemão, os artistas da mostra exibem aspectos marcantes da capital da Alemanha. E o curador Alfons Hug indica seis "caminhos" conceituais que podem ser percorridos na exposição.

 Tempo que corre e tempo estagnado

Aborda questões que transitam entre aceleração e estagnação, tempo-espaço e tempo próprio, presente e futuro. Artistas como Michael Wesely e Mark Formanek aprofundam esses dilemas e lidam com as diferentes noções de tempo na terra dividida.Exibida na rotunda do CCBB,Standard Time, de Mark Formanek, é um bom exemplo. Questiona o desperdício do tempo, através de um relógio de 4x9m construído por 16 pessoas, minuto por minuto,durante 12 horas.  A performance será apresentada durante 12 horas ininterruptas no dia da abertura para o público (27/01), nos dois dias seguintes (28 e 29/01) e em todos os finais de semana. 

 A ruína como categoria estética – A busca do sentido de beleza entre marcas de destruição, abandono, deterioração e devastação humana, explorados por Frank Thiel e Thomas Florschuetz (fotografias de grande formato), Cyprien Gaillard (vídeo) e Tobias Zielony (projeção de sete mil fotografias individuais). 

 Eterna construção e demolição

Remete a esses dois verdadeiros leitmotivs que perpassam o cotidiano de Berlim e permeiam toda a exposição,entre a fúria construtiva que deseja apagar o passado e a melancolia associada ao abandono de muitas construções e espaços em ruínas.  É aí que o olhar de artistas como a dupla Julius Von Bismarck e Julian Charrière, Thomas Rentmeister, Kitty Kraus e o brasileiro Marcellvs L cria novas possibilidades para tratar essa tensão aparentemente eterna. Uma das obras de grande impacto da exposição (de Julius Von Bismark e Julian Charrière) é composta por doze betoneiras situadas no Pátio da Rua Direita no 1º andar. Elas formam uma "máquina de erosão", projetada para acelerar a decomposição, cujos tambores contém detritos arquitetônicos de vários edifícios da cidade. A rotação dos misturadores transforma essas pedras em formas redondas, orgânicas. Durante um longo período de tempo e através de impacto contínuo, os tijolos são transformados em seixos e, finalmente, se tornam pó. Esse processo torna-se tangível por ruído, nuvens de poeira e vibração. 

 O vazio e o provisório

Uma tentativa de elaboração das formas criativas, espontâneas e muitas vezes ilegais de ocupação dos grandes espaços baldios ou semidestruídos que o pós-guerra gerou na cidade.A grande quantidade de usos temporários que foram ocorrendo acabou se mostrando benéfica sobretudo para a cena cultural, pois onde não há nada tudo é possível. Em sua pintura, Thomas Scheibitz se vale de extremos (formas duras e estruturas claras se mesclam com elementos flexíveis em ousadas colorações), enquanto a melancolia de Sergej Jensen espalha tons de cinza e marrom sobre restos de tecidos puídos e simples panos de saco, usados como base para as pinturas. Norbert Bisky é influenciado por uma variedade de referências, desde imagens de heróis e realismo socialista até mitologia, religião e cotidiano, como na pop art. Franz Ackermann, por sua vez, transforma mapas, anotações e cadernos de viagens em grandes pinturas a óleo.

 Hedonismo cruel

Descortina as peculiaridades de Berlin Mitte, espécie de “terra de ninguém” onde surgiu uma curiosa e original cena de clubs, que fez brotar das ruínas as primeiras festas em espaços improvisados e usados temporariamente. Sobre esse segmento se debruçam as fotografias que compõem as séries Kubus, de FriederikeVon Rauch, e Temporary Spaces, de Martin Eberle, além da performance de Marc Brandenburg (voluntários tatuados), a partir de motivos extraídos do cotidiano da área e da vida nos clubs. Os vídeos de Julian Rosefeldt e Reynold Reynolds, ambientados nos anos 20 e 30, resgatam as lendárias noites de Berlim, que naquela época já tinha a fama de “Babel dos pecados”. Completa este segmento a sala “Clube Berlim” com música eletrônica de sete DJs de Berlim e uma instalação visual/sonora com fotografias de Sven Marquardt e música de Marcel Dettmann.

 Novos mapas e os outros modernos – Investiga o redesenho da cartografia da cidade e da própria Alemanha, assim como suas relações com o resto do mundo após a queda do Muro, a partir do ponto de vista de uma arte que prefere se manifestar em terreno irregular, esburacado e incompleto. A nova Berlim se distancia do eurocentrismo e fertiliza uma arte plural, que reconhece e abarca a diversidade do mundo. Nesse panorama se insere o vídeo A caça, de Christian Jankowski, que incorpora novos elementos a uma visão diferenciada da arte.

 

Serviço:

Zeitgeist– Arte da nova Berlim

Coletiva que reúne obras de 29 artistas da recente cena berlinense

 Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Tel.: (21) 3808-2020 – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

Abertura para convidados: 26/01/2016

Palestra: 27/01 às 18h30 - CONVERSAS DE ARTES VISUAIS - ZEITGEIST BERLIM - Palestra com Alfons Hug, curador da exposição Zeitgeist Berlim, e o artista Sven Marquardt.

Período: de 27/01/2016 a 04/04/2016 – De quarta a segunda de 9 às 21h

Curadoria: AlfonsHug

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Idealização: Goethe-Institut

Produção: Madai Produções

 Mostra paralela

No dia 29, às 20 horas, no Cine Odeon, o Instituto Goethe exibirá o filme mudo Varieté (1925), de E. A. Dupont, com música eletrônica ao vivo do DJ berlinense Jan Brauer, integrante do trio Brandt Brauer Frick. A sessão especial (R$ 24 e R$ 12, a meia) marca a aberturada mostra Asas do Tempo – Imagens de Berlim, com 15 filmes e duas séries de TV, produzidos entre as décadas de 1920 e 2010, que mostram o ponto de vista dos cineastas berlinenses de diferentes gêneros e épocas - suas semelhanças, diferenças e progressos. Asas do Tempo será exibida no CCBB de 30 de janeiro a 15 de fevereiro.

 

Fonte: divulgação por e-mail

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 18/01/2016 - 26 visitas até 20:30h)

RIO GRANDE DO SUL, Porto Alegre - A Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul lançou o Edital n° 05/2015, cujo objetivo é selecionar pessoas jurídicas interessadas em realizar atividades de curadoria, pesquisa e divulgação do acervo pertencente ao Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (MARSUL).

O Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (MARSUL) foi criado pelo Decreto Estadual 18009/66, completando 50 anos em 12 de Agosto de 2016. Situado no município de Taquara, região metropolitana de Porto Alegre, possui a guarda de coleções provenientes dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas, tendo em seu catálogo aproximadamente 672 sítios arqueológicos.

Além destes, possui a guarda de peças doadas por particulares, coleção arqueológica proveniente do Museu Júlio de Castilhos, fragmentos cerâmicos da Fase Marajoara e Santarém doados pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, fragmentos cerâmicos e têxteis provenientes do Peru e México, material etnográfico da etnia Nambikwara e do material arqueológico pertencente às escavações realizadas pela Superintendência do IPHAN/RS na Casa Presser (Novo Hamburgo) e nas Missões Jesuíticas.

O edital completo segue em anexo, podendo ser acessado também no site www.cultura.rs.gov.br

Mais informações pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.ou pelo telefone (51) 3288.7540.

 

Fonte: SEC RS

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 18/01/2016 - 70 visitas até 20:33h)

DISTRITO FEDERAL, Brasília - Já está disponível para download gratuito a coletânea de livros "Conflitos Culturais: como resolver? Como conviver?". Organizado pelo professor doutor Francisco Humberto Cunha Filho, o material compila os artigos apresentados e defendidos durante o IV Encontro Internacional de Direitos Culturais, realizado em outubro de 2015, na capital cearense, pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais do Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), com apoio, entre outros, do Ministério da Cultura.

No prefácio da coletânea, o professor doutor Francisco Humberto Cunha Filho defende a atualidade dos direitos culturais como solução para diversos conflitos que emergem na capital cearense, no país e no mundo. "No plano local, a Cidade de Fortaleza se dividia para proteger ou destruir um logradouro público, a Praça Portugal, situada na linha demarcatória da feição mais antiga e da mais contemporânea da urbe; no cenário nacional, tumultuados debates como o relativo à democratização e controle das estruturas responsáveis pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais; na esfera mundial, o traumático despertar de 2015 com a saraivada bélica que ceifou a vida de muitos dos que compunham o jornal satírico francês Cherlie-Hebdo, episódio em que se confrontaram metralhadoras contra canetas, numa caricaturada e trágica representação dos conflitos culturais", exemplifica.

A coletânea é composta por oito livros: Direitos Autorais e Conexos; Patrimônio Cultural; Direito, Políticas, Economia e Fomento à Cultura; Direito e Cultura; Direitos Culturais e Transversalidades; Direitos Culturais e Constituição; Direitos Culturais, Memória e Verdade; e Conflitos Culturais.

O conteúdo deste material foi produzido com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP). Também apoiaram esta realização o Ministério da Cultura (MinC), a OAB-CE e o Instituto Brasileiro de Direitos Culturais (IBDCult).

Download gratuito.

 

Fonte: MinC - Vinicius Mansur

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 18/01/2016 - 23 visitas até 21:36h)

SÃO PAULO, São Paulo - Sob os temas Suas memórias contam histórias e O que é patrimônio para você?, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em São Paulo (Iphan-SP), com apoio da Prefeitura de Santo André e Plataforma Paranapiacaba - Memória e Experimentação, realiza a Oficina de Cartografias Colaborativas no próximo dia 27 de janeiro na Biblioteca local Ábia Ferreira Francisco.

A oficina propõe integrar as memórias coletivas em um projeto de Educação Patrimonial por meio da elaboração conjunta de mapas que traduzam caminhos afetivos, percursos históricos, formas de apropriação, tendo como protagonista o Patrimônio Cultural da Vila de Paranapiacaba, tangível e intangível. 

A cidade de Santo André

A Vila de Santo André da Borda do Campo foi fundada em 8 de abril de 1553 e extinta em 1560. A localidade passou a ser parte do município de São Paulo e apenas em 1889 é que a região passou a ter um município com nome de São Bernardo. Este abrigava todo o ABC, e com a transferência de sede em 1939 passou a ser denominado Santo André. Este nome permaneceu, e após diversas emancipações de distritos, em 1953, o município de Santo André passou a ter a área atual de 174,38 km².

Confira a programação e participe:

1. Narrativas da Memória - das 10 às 13h.

Conte sua História. Compartilhe fotos, registros, mapas e objetos que falem de sua relação afetiva com a Vila de Paranapiacaba. Atividade coletiva.

2. Memória Mapeada - das 14 às 17h.

Suas Memórias integrarão a criação coletiva de uma Cartografia Colaborativa – impressa e virtual – resultante do diálogo com o território mapeado: uma representação da memória coletiva. A Cartografia Colaborativa se configura como um dispositivo de mobilização das memórias, campo de proposições e compartilhamento de conhecimentos e processos. Atividade coletiva de criação, registro e publicação.

Serviço:

Cartografias Colaborativas

Data: 27 de janeiro de 2016,a partir das 10h

Local: Biblioteca de Paranapiacaba Ábia Ferreira Francisco

Endereço: Avenida Rodrigues Alves, s/nº - Parte Baixa – Paranapiacaba (SP)

 

Fonte: Iphan

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 18/01/2016 - 23 visitas até 20:35h)

SÃO PAULO, São Paulo - O Museu Afro Brasil celebra os 462 anos da capital paulista com exposições de dois artistas paulistanos, além do lançamento do livro 100 anos de Feiras Livres na Cidade de São Paulo e de uma atividade para crianças conhecerem o museu. A abertura será no próximo sábado (23), antevéspera do aniversário da cidade.

A coordenadora curatorial do Afro Brasil, Ana Lúcia Lopes, disse que o museu homenageia a cidade fazendo uma ligação entre a história e a contemporaneidade de São Paulo do ponto de vista da arte.

“O tema é São Paulo no Museu Afro Brasil e como o museu está homenageando a sua cidade. Está homenageando dois artistas paulistanos, está oferecendo ao público o lançamento do livro sobre feira livre, que caracteriza as feiras livres com a cidade, e também essa experiência de passear pelo acervo de forma lúdica, mostrando a relação Brasil-África”, disse.

A valorização de artistas paulistanos é um dos motes do evento. A exposição Louça Fina, de Fernando Ribeiro, apresenta 80 trabalhos inéditos, entre pinturas e colagens. Ele discute questões diversas, desde o consumismo até o valor da obra de arte como memória e parte da história. O público poderá conferir também um aspecto curioso: simples pratos de papelão se transformarem em obras de arte a partir da intervenção do artista.

A exposição Cúmulo, do artista plástico Caíto, apresenta 20 esculturas inéditas e mostra um excesso de coisas que se sobrepõem umas às outras. Ele traz objetos amontoados, representando um acúmulo.

“Ele potencializa uma ideia de acumulação e tem uma sobreposição de obras que tornam o resultado provocativo e esteticamente muito interessante. É uma incidência máxima de objetos acumulados que se transformam numa obra”, disse a coordenadora.

Já o livro sobre feiras livres na capital paulista, que são centenárias e tão presentes na rotina da cidade, conta um pouco da sua construção histórica. As feiras livres foram organizadas e disciplinadas por ato do prefeito Washington Luiz, em 1914, e sobrevivem até os dias de hoje, apesar de algumas previsões que historicamente apontaram para o seu desaparecimento das ruas paulistanas. Segundo Lopes, “é um livro importante, que recupera uma experiência para além de econômica, uma experiência cultural da cidade, que são as feiras livres”.

Os autores do livro, o engenheiro agrônomo Hélio Junqueira e a economista Marcia Peetz, buscaram as origens medievais dos mercados e das feiras populares europeias e, a partir daí, traçaram sua evolução e desdobramentos socioeconômicos e culturais desde que chegaram ao Brasil, trazidas pelos portugueses colonizadores.

O museu expõe também uma mostra dedicada ao público infantil envolvendo a cultura africana, especialmente do Congo. O objetivo é que elas conheçam as temáticas do Museu Afro Brasil de forma lúdica, durante uma visita à exposição de longa duração, tudo isso em meio a brincadeiras e cantigas.

O Museu Afro Brasil abre de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Os ingressos custam R$ 6 e a entrada é gratuita aos sábados. O lançamento do livro 100 Anos de Feiras Livres na cidade de São Paulo ocorrerá das 11h às 16h, no dia 23 de janeiro, quando haverá também a abertura das exposições. A ação educativa com as crianças está prevista para acontecer a partir das 14h.

 

Fonte: Agência Brasil - Camila Boehm

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 18/01/2016 - 42 visitas até 21:41h)

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