RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Livro fala sobre o grande terremoto que destruiu a capital portuguesa

Primeira leitura brasileira sobre o grande terremoto que destruiu a capital portuguesa, `O Mal sobre a Terra – Uma história do terremoto de Lisboa` é fruto de quatro anos de pesquisas de sua autora, Mary del Priore. Num texto ágil, com sabor de romance policial, a historiadora revela a tragédia que se abateu sobre a capital portuguesa na manhã de 1º de novembro de 1755, quando o povo, maciçamente católico, comemorava o dia de Todos os Santos. Por conta das muitas velas acesas nas igrejas e nas casas, ao terremoto seguiu-se um incêndio de enormes proporções. E muitos países vizinhos foram afetados também, seja por abalos sísmicos de menor intensidade, seja por consequências do maremoto que o tremor de terra provocou.

Todos os detalhes dessa história são contados através dos depoimentos de sobreviventes, como é o caso do luso-francês Jacome Ratton, que veio a se tornar uma das mais importantes e reveladoras testemunhas do fato.

Para o historiador Ronaldo Vainfas, "este não é mais um livro de Mary, historiadora já consagrada pela originalidade de suas obras, pela perícia de sua investigação documental e pela plasticidade de seu texto. O Mal sobre a Terra é, talvez, o principal livro dentre tantos escritos por ela, um presente para a historiografia. Antes de tudo porque reconstitui, sob todos os ângulos, a tessitura de um fato histórico geral sem recuar diante dos detalhes mais ínfimos que o impacto do célebre terremoto ensejou no meado do século 18".

A autora
Mary del Priore é historiadora, duas vezes pós-graduada pela École des Hautes Études de Paris. Ex-professora dos Departamentos de História da USP e da PUC/RJ, leciona atualmente na Universidade Salgado de Oliveira. Autora de 44 livros, recebeu mais de 20 prêmios nacionais e internacionais, entre eles três Jabutis, dois Casa Grande & Senzala, o Prêmio do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo da França e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as Américas (1992) e o Ars Latina (2008) por ensaísmo em História. Membro do P.E.N. Club do Brasil, da Academia Carioca de Letras e do Conselho Consultivo da Confederação Nacional do Comércio; sócia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico e Geográfico/RJ; sócia correspondente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; acadêmica correspondente da Academia Paraguaya de la Historia, da Academia Nacional de la Historia de Argentina, da Academia Colombiana de la Historia, da Real Academia de la Historia de Espanha, da Academia Portuguesa da História e do Instituto Historico e Geografico del Uruguay, colaborou durante 10 anos para o Caderno Feminino de O Estado de S. Paulo, e segue escrevendo para periódicos nacionais e estrangeiros. Consultora de cineastas como Daniella Thomas e Júlio Léllis, teve três livros aproveitados em espetáculos de teatro e balé.

Fonte: Jornal do Brasil

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 11:47hs - 59 visitas até 16/05/2016 ) 

MINAS GERAIS, Belo Horizonte - Prédio foi construído no final dos anos 1950 e, a partir de 1964, virou um dos mais temidos pontos de tortura da capital mineira. Documentos contarão a história da ditadura militar no Brasil

O Conselho Estadual de Patrimônio Cultural/ Conep aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (16/12), na sede do Iepha-MG, o tombamento do Edifício da antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social de Minas Gerais – Dops-MG, localizado na avenida Afonso Pena, 2351. O bem cultural, que já era tombado pelo município de Belo Horizonte desde 2013, agora recebe também o reconhecimento como patrimônio cultural do estado de Minas Gerais.

De acordo com o parecer sobre o dossiê de tombamento do Dops, escrito por Thaís Veloso Cougo Pimentel, membro do Conep, o Dops é “uma edificação que, para além do seu valor arquitetônico, assumiu ao longo dos anos um grande valor histórico e simbólico, tornando-se um ícone da ação irracional e violenta do Estado. Nesse sentido, o antigo edifício do Dops é considerado uma edificação portadora de significados, atuando como suporte que ancora as lembranças e favorece o trabalho de reconstrução do passado. Trata-se portanto de um Lugar de Memória”. Ainda segundo o documento, “Belo Horizonte, como outros grandes centros do país têm buscado se haver com o passado. Encontra muitas dificuldades nos seus aspectos físicos, já que tradicionalmente nos pautamos pela destruição e pelo apagamento das muitas memórias constituintes do tecido social e da trama urbana. O prédio do Dops, no entanto, está aí (...). O edifício grita história, lembra violência, expõe cicatrizes de um tempo que devemos lembrar para não esquecer”.

Para o presidente do Conep, o Secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, o tombamento do Dops “ contribui para que os conceitos fundamentais da democracia, da liberdade e dos direitos humanos tenham um referencial concreto para o combate à violência e à tortura”.

O Secretário de Estado de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, esteve na reunião e destacou a importância desse momento para o Governo do Estado. “Estamos vivendo um período histórico, porque mais que tombar um prédio, estamos rompendo com a época de criminalização de conflitos de ordem política, econômica e social”, enfatizou o Nilmário, salientando ainda que o atual Governo repudia a ideia de que questões de cunho social se tratem com polícia, e prega o diálogo e a negociação de forma pacífica.

Segundo Michele Arroyo, Presidente do Iepha-MG, o tombamento do Dops é o primeiro passo para legitimar o edifício como patrimônio cultural do Estado. “Há um acervo documental muito rico sobre o Dops no Arquivo Público Mineiro que deverá voltar a compor o edifício e ser disponibilizado para estudos e pesquisas”, relatou.
Cerca de 10 representantes da Associação dos Amigos do Memorial da Anistia do Brasil estiveram presentes na reunião do Conselho Estadual de Patrimônio que decidiu reconhecer o Dops como patrimônio cultural do Estado de Minas Gerais.

Contexto histórico do DOPS
Criado em 1927, o Departamento de Ordem Política e Social de Minas Gerais – Dops-MG, fazia parte de um segmento especializado da polícia civil responsável pela defesa do regime estabelecido, pelo controle político da sociedade e pela repressão aos grupos considerados “subversivos” e ameaçadores da ordem interna (anarquistas, imigrantes, operários e comunistas).

A existência de uma “polícia política” como o Dops, criada durante um governo democraticamente eleito, evidenciava a marca autoritária do Estado republicano brasileiro à época e sua dificuldade de resolver conflitos internos através de instrumentos democráticos.

Em 1958, sob o contexto da Guerra Fria e do fortalecimento da Doutrina de Segurança Nacional, deu-se a inauguração da sede própria do Dops-MG. Após o golpe militar de 1964, o Dops passou a in

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 05:50hs - 62 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - A Coordenação de Políticas Culturais da Secretaria de Estado de Cultura prorrogou até 7 de janeiro as inscrições online para eleitores e candidatos a representante titular e suplente dos segmentos culturais para o Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC). Desta votação sairão os conselheiros de cada uma das seis seguintes áreas: artes cênicas, artes visuais, audiovisual, música, literatura e cultura popular. Para se inscrever, os gestores e agentes culturais do estado devem preencher o formulário no link. O resultado da eleição será publicado no portal em 3 de fevereiro.

A eleição online dos representantes dos segmentos culturais é mais um passo na formação do Conselho Estadual de Política Cultural, iniciado com as Conferências Regionais, que percorreram as 10 regiões do estado, passando por Nova Friburgo, Angra dos Reis, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Resende, Três Rios, Miracema, Macaé, Rio das Ostras e Capital, nas quais foram eleitos representantes titulares e suplentes das regiões. Esta última etapa preencherá as seis cadeiras restantes, compondo assim, os 16 assentos destinados à Sociedade Civil.

Os eleitos em Rio das Ostras, o produtor cultural Carlos Henrique Pimentel Luiz e o historiador Jorge Luiz da Costa, seu suplente, integram o CECPC juntamente aos representantes Carlos Eduardo Fíngolo Tostes e Maria Beatriz Silva, da Região Noroeste; Bruno Azevedo e Dilma Negreiros, da Região Norte; Ivan Machado e Beto Gaspari, da Região Metropolitana Baixada; Sayonara Zeitune e Wellington de Nogueira Lyra, da Região Serrana; Albes Ribeiro e José Miguel Filho, da Costa Verde; Mestre Paulão e Felipe Ribeiro, da Região Metropolitana Leste; Marinez Fernandes e Paolino Barbosa de Oliveira, do Médio Paraíba; Célia de Fátima Pinheiro e Vera Alves Pereira, da Região Centro-Sul e Reinaldo Sant`ana; e Denise Acquarone, eleitos pela capital.

O CEPC, órgão colegiado deliberativo, de composição paritária, é peça integrante do Sistema Estadual de Cultura, recentemente instituído com a sanção da Lei 7035/2015, a Lei de Cultura, e será composto por 16 membros titulares e seus respectivos suplentes, indicados pela Secretaria de Estado de Cultura, e mais 16 membros titulares e seus respectivos suplentes, representantes da Sociedade Civil.

Outras informações podem ser obtidas através do telefone (21) 2216-8500, ramais 234, 236 ou 237, ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Fonte: SEC RJ - Ascom

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 05:43hs - 61 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO GRANDE DO SUL, Porto Alegre - Foi publicada no Diário Oficial do Estado a súmula do Edital SEDAC nº 05/2015 - Chamada pública de pessoas jurídicas interessadas em realizar atividades de curadoria, pesquisa e divulgação do acervo pertencente ao Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (MARSUL).

As inscrições podem ser enviadas até o dia 31 de março, por SEDEX, para o seguinte endereço: avenida Borges de Medeiros, 1501 – 19º andar - CEP 90119-900 – Centro – Porto Alegre RS.

Mais informações do Edital SEDAC nº 5 na página/ editais: http://bit.ly/1JckpGo

Fonte: SEC RS

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 05:48hs - 64 visitas até 16/05/2016 ) 

PARANÁ, Curitiba - A Secretaria de Estado da Cultura divulgou na última quarta-feira (15/12) a lista dos projetos selecionados pelo Circula Paraná, programa que, entre outras ações, apoia projetos culturais aprovados pela Lei Rouanet por meio da destinação de recursos, via incentivo fiscal, de empresas públicas ou sociedades de economia mista estaduais. O resultado corresponde aos projetos com previsão de execução no primeiro semestre de 2016. Dos 30 projetos habilitados, 10 foram selecionados para receber os recursos. A lista foi publicada no Diário Oficial Executivo do Estado, nº 9598, de 16/12/2015, e também pode ser conferida AQUI.

Os projetos foram avaliados por uma comissão presidida pelo Secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, e composta por cinco representantes indicados pelas empresas incentivadoras e quatro representantes da SEEC. “Nós analisamos os projetos com base em vários aspectos, entre eles a descentralização, a circulação e o alcance de cada projeto dentro das oito macrorregiões histórico-culturais do Estado”, explica o secretário e presidente da comissão.

Ao realizar a análise e avaliação dos projetos, a comissão respeitou também a especificidade e a finalidade de cada um, valorizando, sempre que possível, a realização de projetos que contemplavam o maior número de municípios do Estado.
Outro ponto crucial do Circula Paraná foi a preferência àqueles produtos que já estão prontos para entrar em circulação, sendo descartados os que incluem custos de produção do projeto. Também foram selecionados projetos para realização de mostras, festas ou festivais de arte e cultura.

Nova oportunidade
Aqueles que não foram habilitados ou ainda os que foram habilitados, mas não selecionados para receber os recursos, podem se inscrever novamente até o dia 30 de março e pleitear o incentivo fiscal para o segundo semestre de 2016. A Comissão de Análise do Circula Paraná alerta que, neste caso, os proponentes devem adequar seus projetos para a realização no segundo semestre.

Fonte: SEEC

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 05:41hs - 49 visitas até 16/05/2016 ) 

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