RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - A exibição do documentário Betinho, a Esperança Equilibrista, de Victor Lopes, sobre a trajetória do sociólogo e ativista Herbert de Souza (1935-1997), precedida do curta Abraço de Maré, de Victor Ciriaco, abriu na noite de ontem (15) a etapa carioca da 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo. Realizada de forma quase simultânea em todas as capitais do país, ao longo de um período de cinco semanas a partir do 13 de novembro, a mostra encerra sua edição 2015 no próximo domingo (20) em duas dessas cidades, Rio de Janeiro e Curitiba.

Em cada capital fazem parte da programação um total de 40 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, divididos em três mostras: Homenagem, Panorama e Temática. No Rio, as sessões, todas gratuitas, são realizadas na Caixa Cultural, no centro da cidade, com exceção de uma exibição especial amanhã (16), às 16h, com os mesmos filmes da abertura, na Biblioteca Parque de Manguinhos, na zona norte.

A mostra Homenagem é uma retrospectiva das nove edições anteriores, com a exibição de filmes premiados em cada uma delas. Já a mostra Temática tem como foco este ano a criança e o adolescente, enquanto a Panorama reúne 24 filmes produzidos a partir de 2011 no Brasil, França, Estados Unidos e Singapura.

“Todos os filmes são exibidos com intérpretes de Libras [língua de sinais], em closed caption, para os deficientes auditivos e alguns contam com audiodescrição para deficientes visuais”, informa Ricardo Favilla, produtor executivo do Instituto Cultura em Movimento (Icem), responsável pela organização da mostra que tem como realizador o governo federal, através do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e da Secretaria Especial de Direitos Humanos.

“O interessante na programação deste ano é que as curadoras Janet Rochenbach e Tatiana Maciel buscaram filmes que atenderam todas as áreas contempladas pela Secretaria de Direitos Humanos”, destaca Ricardo Favilla. Segundo ele, esse critério também norteou a mostra temática voltada para as crianças e os adolescentes. “São filmes que falam da variada gama dos direitos humanos em linguagem capaz de atrair os jovens”, diz o produtor.

Sempre com foco na questão dos direitos humanos, os filmes tratam de temas como pessoas com deficiência, população LGBT e enfrentamento da homofobia, população negra, moradores de rua, idosos, sistema prisional, democracia e participação política e vários outros. O cinema brasileiro predomina entre os títulos selecionados, mas, segundo Favilla, o festival se abre cada vez mais para outros países.A programação completa está disponível no site www.mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br . A Caixa Cultural fica na Avenida Almirante Barroso, 25, no centro do Rio.

Fonte: Agência Brasil - Paulo Virgílio

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 16/12/2015 às 07:57hs - 51 visitas até 16/05/2016 ) 

SÃO PAULO, São Paulo - Estão abertas as inscrições para palestra “Conservação Preventiva”, em Campos do Jordão. Realizada pelo Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), instância ligada à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, em parceria com o Museu Afro Brasil e a Prefeitura, a atividade acontece em 17 de dezembro (quinta-feira), às 10h, no Museu Casa da Xilogravura.

O programa será ministrado por Fátima Faria Gomes, mestra em museologia pela Universidade Lusófona de Lisboa e especialista técnica em Conservação e Restauração de Bens Patrimoniais Móveis pelo Instituto Técnico de Restauro - São Paulo. Atualmente é Coordenadora do Núcleo de Salvaguarda, no Museu Afro Brasil.
“O encontro enfatizará a importância de se cuidar do objeto ou coleção através de ações que englobam a preservação como um todo. Será observada também a importância do diagnóstico como ferramenta que proporciona os parâmetros necessários ao planejamento das ações para a execução de um plano de conservação a ser desenvolvido pela instituição”, explica Fátima.

As inscrições devem ser realizadas no site www.sisemsp.org.br, restringindo-se ao limite de 30 vagas. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (12) 3662-1832. O Museu Casa da Xilogravura está localizado à Av. Eduardo Moreira da Cruz, nº 295, no bairro Jaguaribe.

Sistema Estadual de Museus
O Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP) congrega e articula os museus do Estado de São Paulo, com o objetivo de promover a qualificação e o fortalecimento institucional em favor da preservação, pesquisa e difusão do acervo museológico paulista. Em mapeamento realizado em 2010, foram listadas 415 instituições museológicas, públicas e privadas, em 190 municípios paulistas. O SISEM-SP se estrutura em torno das premissas de parceria e responsabilidade compartilhada, em que as ações previstas para cada região são concebidas levando-se em conta o contexto, as demandas e as potencialidades locais. É coordenado pela Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo (UPPM/SEC), tendo como instância organizacional o Grupo Técnico de Coordenação do Sistema Estadual de Museus (GTC SISEM-SP). Para saber mais acesse: www.sisemsp.org.br

Museu Afro Brasil
O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, é um espaço de preservação e celebração da cultura, memória e da história do Brasil na perspectiva negro-africana, assim como de difusão das artes clássicas e contemporâneas, populares e eruditas, nacionais e internacionais. Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, possui um acervo de mais de 5 mil obras – grande parte doada pelo artista plástico, curador e atual diretor curador do museu, Emanoel Araújo. Com um sistema de visitação gratuito para todas as exposições e atividades, o museu ainda conta com um Núcleo de Educação para receber visitas pré-agendadas e manter o programa “Singular Plural: Educação Inclusiva e Acessibilidade”, que atende exclusivamente pessoas com necessidades especiais. Para saber mais acesse:
www.museuafrobrasil.org.br

Serviço:
Palestra:
Conservação Preventiva
Data: 17/12/2015 (quinta-feira)
Local: Museu Casa da Xilogravura (Av. Eduardo Moreira da Cruz, nº 295, no bairro Jaguaribe – Campos do Jordão/SP)
Horário: às 10h
Informações:
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pel

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 16/12/2015 às 04:29hs - 46 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Publicado pela primeira vez em 1976, O Turista Aprendiz será relançado no próximo dia 17, junto com dois outros eventos no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), apoiados pela Fundação Vale, relançam no dia 17 de dezembro, a partir das 18h, a obra O Turista Aprendiz, de Mário de Andrade. Os novos exemplares do título – um dos mais importantes livros de relatos de viagem do Brasil – poderão ser conferidos em evento realizado no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), no Rio de Janeiro. Na mesma data, o CNFCP abrirá a exposição Redes em Invenção, na Sala do Artista Popular, e fará uma sessão de recebimento do acervo doado pelo Instituto Casa da Flor sobre a obra de Gabriel Joaquim dos Santos, considerado o Gaudí brasileiro.

Escrita em forma de diário, com informalidade e humor, O Turista Aprendiz narra duas viagens de Mário de Andrade. A primeira, em companhia da aristocrata do café e mecenas dos modernistas, Olívia Guedes Penteado, sua sobrinha Margarida Guedes Penteado e Dulce do Amaral Pinto, filha de Tarsila do Amaral, pintora do célebre Abaporu. Durante três meses, a partir de maio de 1927, a comitiva seguiu do Rio de Janeiro a Iquitos, no Peru, navegando pelos rios Amazonas, Solimões e Madeira.

Na segunda viagem, em novembro de 1928, Mário de Andrade parte sozinho para o Nordeste, onde permanece até fevereiro do ano seguinte. O contato com a floresta e com o sertão, com os diversos tipos humanos e manifestações culturais, a religiosidade, os folguedos, as danças, as músicas, quase sempre impregnadas de sincretismo e superstição, causam nele grande impacto, consolidando uma visão de nacionalidade abrangente em oposição às concepções regionais até então majoritárias.

O relato das viagens etnográficas, como ficaram conhecidas, reforça valores já presentes na Semana de Arte Moderna de 1922. Tratava-se de reinventar o País a partir do seu reconhecimento e indeterminações. Não é por acaso que Macunaíma, uma das principais obras de Mário de Andrade, vem à luz em 1928, entre as duas viagens. É perceptível a influência do universo amazônico na construção do livro e de seus personagens.

A edição foi preparada pelas professoras Telê Ancona Lopez e Tatiana Longo Figueiredo, do IEB-USP. A edição dos diários textuais de O Turista Aprendiz chega acompanhada do CD-Rom dos diários de Mário de Andrade fotógrafo, formado por imagens e legendas que também narram as duas viagens, além de DVD com o documentário da autoria de Luiz Bargmann, A Casa do Mário, exibindo facetas do cotidiano do escritor, o outro lado do viajante.

Agenda cheia
No mesmo dia do relançamento, o CNFCP organiza dois eventos com entrada franca. Às 17h, a mostra Redes em Invenção chega à Sala do Artista Popular, com objetos reciclados a partir de redes de pesca, escamas e couro de pele de peixe produzidos na colônia de pescadores São Pedro Z3, às margens da Lagoa dos Patos, em Pelotas (RS). Em seguida, às 17h30, será formalizada a doação do acervo reunido pela pesquisadora Amelia Zaluar à Biblioteca Amadeu Amaral, que retrata parte da vida e da obra de Gabriel Joaquim dos Santos, que construiu a própria casa a partir de 1912, em São Pedro da Aldeia (RJ), à base de pau-a-pique e pedras. Durante mais de seis décadas – entre 1923 e 1985 – Gabriel dedicou-se a adornar sua morada com restos de materiais que eram descartados e transformou caquinho em beleza.

Mário de Andrade
Intelectual múltiplo, plural, o alcance do radar de Mário de Andrade era vasto: literatura, poesia, música, etnografia, folclore, arquitetura, artes plásticas, fotografia, crítica lit

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 15/12/2015 às 05:51hs - 75 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Exposição “Você está aqui! Rio de Janeiro” explora os  múltiplos dialogos entre a cidade e o carioca

Tomando por base parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC  que há décadas não era exposto,  além de outras coleções, os curadores da  exposição “Você está aqui! Rio de Janeiro”  produzem uma homenagem menos convencional aos 450 anos da  fundação da cidade do Rio de Janeiro.

É a ultima exposição a ser aberta no Museu em 2015 e poderá ser visitada a partir desta quarta, 16 de dezembro, às 12h. Um dos destaques, é um fragmento arquitetônico que pertenceu a uma construção do Morro do Castelo,  produzido entre 1600 e 1700, que integrou uma paisagem da cidade que já não existe mais. 

Por outro lado, na relação com o presente a exposição vai resgatar a violência da censura, da chacina de Vigário Geral em contraponto com a beleza e a cultura que se respira na Cinelândia, conforme os desenhos de Carlos Oswald, ou a geografia privilegiada do Rio,  estampados nas gravuras de Thereza Miranda, entre vários outras nuances da Cidade Maravilhosa. Na concepção dos curadores a mostra pretende  “trazer à tona um jeito de ser que transforma e se transforma no tempo, sem perder o curso de um rio histórico, feito de gentes”.

Entre diversos objetivos, o roteiro iconográfico mas não cronológico traçado  pelos organizadores  “busca devolver a cidade ao público,  devolver uma cidade impossível de desenhar ou descrever na sua totalidade, devolver a cidade aos seus olhos.  Um olhar amplo, muito mais amplo do que pode o olho”, afirmam.

Ocupando três salas do MNBA, Bernardelli, Lebreton, Clarival Valadares a exposição “Você está aqui! Rio de Janeiro” vai exibir cerca de 100 obras, entre pinturas,  desenhos, gravuras,  mobiliário, objetos, esculturas e fotografias. 

A mostra se divide em nove módulos que se relacionam com aspectos marcantes da cidade:  “Tempo”,  “São Sebastião”, “Panoramas”, “Cidade desconstruída”, “Bairros”,  “Coisas de carioca”, “Cinelândia e as artes”,  “Poltrona mole e literatura”, “Orelhão”, “Corcovado”,  “Cidade abstraída’,  e “Política”.

Os núcleos são preenchidos com obras de Rodolfo Bernardelli,  Pedro Vasquez,  Glauco Rodrigues, Daniel Senise, Vitor Meireles, Ana Bela Geiger, Athos Bulcão, Le Corbusier, Anna Letycia, Rubem Grilo, Oswaldo Goeldi, Thereza Miranda, Ziraldo, Calixto, Farnese de Andrade,  Carlos Scliar, Djanira, Darel, Fayga Ostrower,  Rubens Gerchman,  Gustavo Dall’Ara, Portinari, Adir Botelho,  Monica Barki, e Ciro Fernandes.
 
Exposição: Você está aqui! Rio de Janeiro
Período:  16 de dezembro de 2015 até 07 de fevereiro de 2016.
Curadoria: Amauri Dias, Anaildo Baraçal, Daniel Barreto, Euripedes Junior e Laura Abreu
Visitação: terça/sexta de 10h às 18h;  sábado, domingo e feriado de 12h às 17h.
Ingresso: R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família(para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. 
Grátis aos domingos.
Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia
Tel:  (21) 3299-0600.
www.mnba.gov.br ou  www.facebook.com/MNBARio

Fonte: Ascom MNBA

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 15/12/2015 às 06:22hs - 77 visitas até 16/05/2016 ) 

RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - As aulas na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), suspensas desde o dia 24 de novembro, deverão ser retomadas na próxima quarta-feira (16). A decisão do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa, Graduação e Extensão foi comunicada nesta segunda-feira (14), mas o retorno às aulas deverá encontrar resistência por parte dos alunos, que ocupam a universidade desde o dia 30 de novembro, acampando em seu interior, e poderão dificultar que os outros estudantes entrem.

“A assembleia decidiu manter a ocupação porque ainda temos trabalhadores terceirizados sem receber o pagamento de novembro, assim como funcionários e estagiários da Policlínica, que ainda não receberam”, disse a estudante de comunicação social Karina Santos, integrante da ocupação, após a votação ocorrida na portaria principal da universidade. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima sexta-feira (18), quando será votada a continuidade da ocupação.

A principal reivindicação é o pagamento dos salários atrasados dos terceirizados, dos residentes e dos bolsistas de graduação, além do reajuste no valor das bolsas para os universitários, atualmente de R$ 400. Eles também querem a destinação de 6% do Orçamento do estado para as universidades públicas.

A reitoria da Uerj informou que as provas feitas no período de paralisação das atividades não serão consideradas e que os próximos dias serão utilizados apenas para revisão de conteúdo. Segundo a universidade, as bolsas acadêmicas e dos cotistas serão depositadas nesta terça-feira (15). O estado do Rio passa por uma crise fiscal, o que tem levado o governo a atrasar o pagamento de salários do serviço público e contingenciar verbas para empresas privadas prestadoras de serviço.

Fonte: Agência Brasil - Vladimir Platonow

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 15/12/2015 às 05:49hs - 63 visitas até 16/05/2016 ) 

Agenda

Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31